segunda-feira, fevereiro 28, 2011

A cereja em cima do bolo

Anne dá tampa ao James.

A cereja em cima do bolo

Anne dá tampa ao James.

A cereja em cima do bolo

Anne dá tampa ao James.

Isto é como tudo, tem de ser doseado

Tal como as empresas começam agora a perceber que estar nas redes sociais não é sinónimo de entupir os canais com notícias e postagens e que é preciso coerência, pertinência e capacidade de se distinguir no mar de informação que existe, também o resto do mundo precisa de aprender a tirar partido desta nova forma de estar. É verdade que os diretos chamam à interação dos telespectadores através das redes sociais e tirar partido disso é uma boa aposta. Mas não nos distraiam. Não se distraiam. Se ao princípio achei piada à presença de James Franco e Anne Hathaway no Twitter ao mesmo tempo que apresentavam os Óscares, rapidamente percebi que, tal como eu, não estavam em lado nenhum, estando ao mesmo lado todo o tempo, mais ele do que ela. Em última análise, refletiu-se na falta de ritmo da gala. Se há uma lição a tirar disto: é manter o foco no que é importante. Aqui era a gala dos Óscares.

Isto é como tudo, tem de ser doseado

Tal como as empresas começam agora a perceber que estar nas redes sociais não é sinónimo de entupir os canais com notícias e postagens e que é preciso coerência, pertinência e capacidade de se distinguir no mar de informação que existe, também o resto do mundo precisa de aprender a tirar partido desta nova forma de estar. É verdade que os diretos chamam à interação dos telespectadores através das redes sociais e tirar partido disso é uma boa aposta. Mas não nos distraiam. Não se distraiam. Se ao princípio achei piada à presença de James Franco e Anne Hathaway no Twitter ao mesmo tempo que apresentavam os Óscares, rapidamente percebi que, tal como eu, não estavam em lado nenhum, estando ao mesmo lado todo o tempo, mais ele do que ela. Em última análise, refletiu-se na falta de ritmo da gala. Se há uma lição a tirar disto: é manter o foco no que é importante. Aqui era a gala dos Óscares.

Isto é como tudo, tem de ser doseado

Tal como as empresas começam agora a perceber que estar nas redes sociais não é sinónimo de entupir os canais com notícias e postagens e que é preciso coerência, pertinência e capacidade de se distinguir no mar de informação que existe, também o resto do mundo precisa de aprender a tirar partido desta nova forma de estar. É verdade que os diretos chamam à interação dos telespectadores através das redes sociais e tirar partido disso é uma boa aposta. Mas não nos distraiam. Não se distraiam. Se ao princípio achei piada à presença de James Franco e Anne Hathaway no Twitter ao mesmo tempo que apresentavam os Óscares, rapidamente percebi que, tal como eu, não estavam em lado nenhum, estando ao mesmo lado todo o tempo, mais ele do que ela. Em última análise, refletiu-se na falta de ritmo da gala. Se há uma lição a tirar disto: é manter o foco no que é importante. Aqui era a gala dos Óscares.

Agridoce

Amo o Colin Firth de paixão há muito, muito tempo. Acho justíssimo que seja distinguido pela Academia, há muito que o merecia. O papel em "Discurso do Rei" revela o enormíssimo actor em que se transformou, num exercício de representação que facilmente poderia cair no ridículo. Ainda assim, preferia que tivesse sido o Javier Bardem a levar a estátua para casa porque, em "Biutiful", leva o filme às costas. Colin Firth diverte-se com um desafio extraordinário.

Agridoce

Amo o Colin Firth de paixão há muito, muito tempo. Acho justíssimo que seja distinguido pela Academia, há muito que o merecia. O papel em "Discurso do Rei" revela o enormíssimo actor em que se transformou, num exercício de representação que facilmente poderia cair no ridículo. Ainda assim, preferia que tivesse sido o Javier Bardem a levar a estátua para casa porque, em "Biutiful", leva o filme às costas. Colin Firth diverte-se com um desafio extraordinário.

Agridoce

Amo o Colin Firth de paixão há muito, muito tempo. Acho justíssimo que seja distinguido pela Academia, há muito que o merecia. O papel em "Discurso do Rei" revela o enormíssimo actor em que se transformou, num exercício de representação que facilmente poderia cair no ridículo. Ainda assim, preferia que tivesse sido o Javier Bardem a levar a estátua para casa porque, em "Biutiful", leva o filme às costas. Colin Firth diverte-se com um desafio extraordinário.

O momento

Ver a Natalie Portman ser coroada pelo papel da sua carreira enquanto se prepara para o papel da sua vida. Lindo.

O momento

Ver a Natalie Portman ser coroada pelo papel da sua carreira enquanto se prepara para o papel da sua vida. Lindo.

O momento

Ver a Natalie Portman ser coroada pelo papel da sua carreira enquanto se prepara para o papel da sua vida. Lindo.

Grande bocejo

Se tiveram de deixar a cerimónia a meio porque hoje é dia de trabalho, não estejam tristes. Não há um momento a realçar. Toda a noite foi de adormecer. Quer dizer, ainda faltam entregar três prémios mas duvido que a coisa se torne agora mais entusiasmante. É pena.

Grande bocejo

Se tiveram de deixar a cerimónia a meio porque hoje é dia de trabalho, não estejam tristes. Não há um momento a realçar. Toda a noite foi de adormecer. Quer dizer, ainda faltam entregar três prémios mas duvido que a coisa se torne agora mais entusiasmante. É pena.

Grande bocejo

Se tiveram de deixar a cerimónia a meio porque hoje é dia de trabalho, não estejam tristes. Não há um momento a realçar. Toda a noite foi de adormecer. Quer dizer, ainda faltam entregar três prémios mas duvido que a coisa se torne agora mais entusiasmante. É pena.

The F word

Os puristas estão chocados. Melissa Leo disse Fuck depois de ganhar o Óscar. Coitada, já teve de pedir desculpa.

The F word

Os puristas estão chocados. Melissa Leo disse Fuck depois de ganhar o Óscar. Coitada, já teve de pedir desculpa.

The F word

Os puristas estão chocados. Melissa Leo disse Fuck depois de ganhar o Óscar. Coitada, já teve de pedir desculpa.

Ela roubou-te a cena na gala

Mas continuas lindo de morrer!

Ela roubou-te a cena na gala

Mas continuas lindo de morrer!

Ela roubou-te a cena na gala

Mas continuas lindo de morrer!

Fenómenos

Depois dos que imitam os jogadores de futebol no status do facebook, na terceira pessoa, seguem-se os bloggers que falam dos actores e atrizes dos Óscares na primeira pessoa. Crises de identidade.

Fenómenos

Depois dos que imitam os jogadores de futebol no status do facebook, na terceira pessoa, seguem-se os bloggers que falam dos actores e atrizes dos Óscares na primeira pessoa. Crises de identidade.

Fenómenos

Depois dos que imitam os jogadores de futebol no status do facebook, na terceira pessoa, seguem-se os bloggers que falam dos actores e atrizes dos Óscares na primeira pessoa. Crises de identidade.

domingo, fevereiro 27, 2011

Até agora nunca ninguém tinha comido cereais ao domingo de manhã...!

Há modas que são rídiculas. Esta do brunch, que dá o mote para uma "notícia" na SIC, é uma delas. Para além de ser fashion, o brunch não passa disso mesmo. Ninguém faz um brunch em casa. Brunch que é brunch implica um ritual que inclui um restaurante da moda. Implica ver e ser visto. Implica uma postura que se paga. Porque ovos mexidos com café, cereais, iogurte e fruta é coisa que nunca ninguém comeu em casa em dias de preguiça. É um comportamento moderno que tem de ser mostrado. E sim, é uma ideia gira. Mas é marketing.

Até agora nunca ninguém tinha comido cereais ao domingo de manhã...!

Há modas que são rídiculas. Esta do brunch, que dá o mote para uma "notícia" na SIC, é uma delas. Para além de ser fashion, o brunch não passa disso mesmo. Ninguém faz um brunch em casa. Brunch que é brunch implica um ritual que inclui um restaurante da moda. Implica ver e ser visto. Implica uma postura que se paga. Porque ovos mexidos com café, cereais, iogurte e fruta é coisa que nunca ninguém comeu em casa em dias de preguiça. É um comportamento moderno que tem de ser mostrado. E sim, é uma ideia gira. Mas é marketing.

Até agora nunca ninguém tinha comido cereais ao domingo de manhã...!

Há modas que são rídiculas. Esta do brunch, que dá o mote para uma "notícia" na SIC, é uma delas. Para além de ser fashion, o brunch não passa disso mesmo. Ninguém faz um brunch em casa. Brunch que é brunch implica um ritual que inclui um restaurante da moda. Implica ver e ser visto. Implica uma postura que se paga. Porque ovos mexidos com café, cereais, iogurte e fruta é coisa que nunca ninguém comeu em casa em dias de preguiça. É um comportamento moderno que tem de ser mostrado. E sim, é uma ideia gira. Mas é marketing.

Em dia de Óscares...

Aqui ficam os grandes vencedores dos Razzies da noite passada:
  • "The Last Airbend" arrecada mais estatuetas, incluindo uma para o giraço do Jackson Rathbone, que tem o azar de também fazer parte do elenco do filme mais nomeado para os prémios que ninguém quer: "Twilight - Eclipse". Curiosamente, a saga dos vampiros sai ilesa!
  • "The Sex & the City 2" foi o segundo filme mais chamado ao palco, com destaque para as protagonistas: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon e Kristen Davis.
  • Ashton Kutcher foi distinguido pelo [mau] desempenho em dois filmes: "Killers" e "Valentine's Day".
  • Jessica Alba não convence em "Machete".

Em dia de Óscares...

Aqui ficam os grandes vencedores dos Razzies da noite passada:
  • "The Last Airbend" arrecada mais estatuetas, incluindo uma para o giraço do Jackson Rathbone, que tem o azar de também fazer parte do elenco do filme mais nomeado para os prémios que ninguém quer: "Twilight - Eclipse". Curiosamente, a saga dos vampiros sai ilesa!
  • "The Sex & the City 2" foi o segundo filme mais chamado ao palco, com destaque para as protagonistas: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon e Kristen Davis.
  • Ashton Kutcher foi distinguido pelo [mau] desempenho em dois filmes: "Killers" e "Valentine's Day".
  • Jessica Alba não convence em "Machete".

Em dia de Óscares...

Aqui ficam os grandes vencedores dos Razzies da noite passada:
  • "The Last Airbend" arrecada mais estatuetas, incluindo uma para o giraço do Jackson Rathbone, que tem o azar de também fazer parte do elenco do filme mais nomeado para os prémios que ninguém quer: "Twilight - Eclipse". Curiosamente, a saga dos vampiros sai ilesa!
  • "The Sex & the City 2" foi o segundo filme mais chamado ao palco, com destaque para as protagonistas: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon e Kristen Davis.
  • Ashton Kutcher foi distinguido pelo [mau] desempenho em dois filmes: "Killers" e "Valentine's Day".
  • Jessica Alba não convence em "Machete".

sábado, fevereiro 26, 2011

Decisões, decisões

Como é que sabemos que é altura certa de dar determinado passo? Ou que esse é o passo a dar? Sempre pesei prós e contras na balança antes de tomar qualquer decisão, mas não há fórmulas que nos indiquem qual o caminho certo. Para uma pessoa indecisa como eu, só mesmo a exclusão de partes dá o alento necessário para assumir uma escolha. É quase como se, ponderadas todas as alternativas, aquela fosse a única decisão correcta porque, perante todas as outras, é a que oferece melhor relação de permissas, sejam elas quais forem. O problema surge quando as opções são mais vastas, quando dependem de outras opções que serão determinantes para definir a melhor. Antes de saber qual a escolha certa, é preciso definir o que se quer. E como é que isso se faz? Como é que temos coragem de nos comprometermos com uma escolha tão determinante assim? Às vezes acho que era tão mais fácil se não houvesse escolha...

Decisões, decisões

Como é que sabemos que é altura certa de dar determinado passo? Ou que esse é o passo a dar? Sempre pesei prós e contras na balança antes de tomar qualquer decisão, mas não há fórmulas que nos indiquem qual o caminho certo. Para uma pessoa indecisa como eu, só mesmo a exclusão de partes dá o alento necessário para assumir uma escolha. É quase como se, ponderadas todas as alternativas, aquela fosse a única decisão correcta porque, perante todas as outras, é a que oferece melhor relação de permissas, sejam elas quais forem. O problema surge quando as opções são mais vastas, quando dependem de outras opções que serão determinantes para definir a melhor. Antes de saber qual a escolha certa, é preciso definir o que se quer. E como é que isso se faz? Como é que temos coragem de nos comprometermos com uma escolha tão determinante assim? Às vezes acho que era tão mais fácil se não houvesse escolha...

Decisões, decisões

Como é que sabemos que é altura certa de dar determinado passo? Ou que esse é o passo a dar? Sempre pesei prós e contras na balança antes de tomar qualquer decisão, mas não há fórmulas que nos indiquem qual o caminho certo. Para uma pessoa indecisa como eu, só mesmo a exclusão de partes dá o alento necessário para assumir uma escolha. É quase como se, ponderadas todas as alternativas, aquela fosse a única decisão correcta porque, perante todas as outras, é a que oferece melhor relação de permissas, sejam elas quais forem. O problema surge quando as opções são mais vastas, quando dependem de outras opções que serão determinantes para definir a melhor. Antes de saber qual a escolha certa, é preciso definir o que se quer. E como é que isso se faz? Como é que temos coragem de nos comprometermos com uma escolha tão determinante assim? Às vezes acho que era tão mais fácil se não houvesse escolha...

Foi há quatro anos

Foi há quatro anos

Foi há quatro anos

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Dias levados da breca

Começou logo pela meia-noite. Saída de um serviço, a acusar o cansaço de muitos meses, andei uma hora à procura de lugar para o carro. Noutras situações continuaria a fazê-lo mas desta vez cedi. Estreei-me no "hotel para carros", que é como quem diz, paguei a uma oficina para o deixar lá durante umas horas. Bem-disposta, animada com o sol fui para o trabalho. É quando percebo que o gravador onde tinha todo o trabalho da noite deu erro. Caput. Ter ido ao serviço ou ter ficado em casa, teria sido igual. Perdi tudo, tive de arranjar forma de solucionar a situação. Não me perguntem como, nem eu sei bem. Quando pensava que o pior tinha passado, já calmamente a jantar com um grupo de amigas percebo que uma delas só pode chegar mais tarde porque está no serviço que eu tenho agendado... para o dia seguinte! Deixo o prato a meio - literalmente -, apanho um táxi, consigo chegar a tempo mas o objecto de trabalho fugiu antes de falar com quem quer que seja. Foi em vão que deixei a picanha a meio mas provei que estou lá quando é preciso ou quando alguém mete àgua. Consegui voltar para as minhas amigas. Mas já passava da meia-noite.

Dias levados da breca

Começou logo pela meia-noite. Saída de um serviço, a acusar o cansaço de muitos meses, andei uma hora à procura de lugar para o carro. Noutras situações continuaria a fazê-lo mas desta vez cedi. Estreei-me no "hotel para carros", que é como quem diz, paguei a uma oficina para o deixar lá durante umas horas. Bem-disposta, animada com o sol fui para o trabalho. É quando percebo que o gravador onde tinha todo o trabalho da noite deu erro. Caput. Ter ido ao serviço ou ter ficado em casa, teria sido igual. Perdi tudo, tive de arranjar forma de solucionar a situação. Não me perguntem como, nem eu sei bem. Quando pensava que o pior tinha passado, já calmamente a jantar com um grupo de amigas percebo que uma delas só pode chegar mais tarde porque está no serviço que eu tenho agendado... para o dia seguinte! Deixo o prato a meio - literalmente -, apanho um táxi, consigo chegar a tempo mas o objecto de trabalho fugiu antes de falar com quem quer que seja. Foi em vão que deixei a picanha a meio mas provei que estou lá quando é preciso ou quando alguém mete àgua. Consegui voltar para as minhas amigas. Mas já passava da meia-noite.

Dias levados da breca

Começou logo pela meia-noite. Saída de um serviço, a acusar o cansaço de muitos meses, andei uma hora à procura de lugar para o carro. Noutras situações continuaria a fazê-lo mas desta vez cedi. Estreei-me no "hotel para carros", que é como quem diz, paguei a uma oficina para o deixar lá durante umas horas. Bem-disposta, animada com o sol fui para o trabalho. É quando percebo que o gravador onde tinha todo o trabalho da noite deu erro. Caput. Ter ido ao serviço ou ter ficado em casa, teria sido igual. Perdi tudo, tive de arranjar forma de solucionar a situação. Não me perguntem como, nem eu sei bem. Quando pensava que o pior tinha passado, já calmamente a jantar com um grupo de amigas percebo que uma delas só pode chegar mais tarde porque está no serviço que eu tenho agendado... para o dia seguinte! Deixo o prato a meio - literalmente -, apanho um táxi, consigo chegar a tempo mas o objecto de trabalho fugiu antes de falar com quem quer que seja. Foi em vão que deixei a picanha a meio mas provei que estou lá quando é preciso ou quando alguém mete àgua. Consegui voltar para as minhas amigas. Mas já passava da meia-noite.

Não me sai da cabeça

E só por isso já conquistou um lugar no meu top de favoritos. Boa estreia, para quem nunca tinha lido nada deste senhor.

Não me sai da cabeça

E só por isso já conquistou um lugar no meu top de favoritos. Boa estreia, para quem nunca tinha lido nada deste senhor.

Não me sai da cabeça

E só por isso já conquistou um lugar no meu top de favoritos. Boa estreia, para quem nunca tinha lido nada deste senhor.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Mesa dos sonhos


Ao lado do homem vou crescendo

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente

Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas

Ao lado do homem vou crescendo

E defendo-me da morte povoando
de novos sonhos a vida.

Do grande, Alexandre O'Neill

Mesa dos sonhos


Ao lado do homem vou crescendo

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente

Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas

Ao lado do homem vou crescendo

E defendo-me da morte povoando
de novos sonhos a vida.

Do grande, Alexandre O'Neill

Mesa dos sonhos


Ao lado do homem vou crescendo

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente

Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas

Ao lado do homem vou crescendo

E defendo-me da morte povoando
de novos sonhos a vida.

Do grande, Alexandre O'Neill

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Chafurdice

Escrever um livro sobre os anos em que foi violentada e maltratada não é, de forma alguma, uma expiação. Não me convencem disso. E quem quer que esteja a aconselhar Natascha Kampusch do contrário, está a fazer mal. Da mesma forma que, publicar fotos do momento em que o avó matou o pai da neta, seguindo de divulgação amplamente publicitada do mesmo vídeo também não é notícia. Chama-se chafurdar na merda, desculpem-me os mais susceptíveis. Não sei bem onde pretendem chegar. Mas também não me interessa.

Chafurdice

Escrever um livro sobre os anos em que foi violentada e maltratada não é, de forma alguma, uma expiação. Não me convencem disso. E quem quer que esteja a aconselhar Natascha Kampusch do contrário, está a fazer mal. Da mesma forma que, publicar fotos do momento em que o avó matou o pai da neta, seguindo de divulgação amplamente publicitada do mesmo vídeo também não é notícia. Chama-se chafurdar na merda, desculpem-me os mais susceptíveis. Não sei bem onde pretendem chegar. Mas também não me interessa.

Chafurdice

Escrever um livro sobre os anos em que foi violentada e maltratada não é, de forma alguma, uma expiação. Não me convencem disso. E quem quer que esteja a aconselhar Natascha Kampusch do contrário, está a fazer mal. Da mesma forma que, publicar fotos do momento em que o avó matou o pai da neta, seguindo de divulgação amplamente publicitada do mesmo vídeo também não é notícia. Chama-se chafurdar na merda, desculpem-me os mais susceptíveis. Não sei bem onde pretendem chegar. Mas também não me interessa.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Amanhã já não se lembram #2

Katty Perry foi ao Finalmente.

Amanhã já não se lembram #2

Katty Perry foi ao Finalmente.

Amanhã já não se lembram #2

Katty Perry foi ao Finalmente.

Amanhã já nao se lembram #1

Hoje todos comentam: egípcio decidiu chamar a filha recém-nascida de Facebook.

Amanhã já nao se lembram #1

Hoje todos comentam: egípcio decidiu chamar a filha recém-nascida de Facebook.

Amanhã já nao se lembram #1

Hoje todos comentam: egípcio decidiu chamar a filha recém-nascida de Facebook.

Coincidência

Estreiam todos esta semana.

Coincidência

Estreiam todos esta semana.

Coincidência

Estreiam todos esta semana.

Do cansaço

Lembro-me que no Natal de 2009 tirei uma semana de férias. Dividida entre o calor da lareira, os filmes da televisão e os doces da época, ganhei energia para regressar ao trabalho. Lembro-me que há um ano estive de baixa, depois de ter sido operada. Só quem nunca esteve de baixa, depois de uma operação, é que pode achar que estes dias são de férias. Ainda assim, foram dias de cama, a recuperar ânimo para voltar à labuta.
Lembro-me que devia ter entrado de férias quando o local onde trabalhava se eclipsou. Sumiu-se e, em vez de me deixar com tempo indeterminado para gozar pela frente, fez-me entrar numa corrida desenfreada para recuperar a posição perdida: a de empregada. Consegui.
Lembro-me que colei fins-de-semana a semanas e folgas ao trabalho. Dei mais que o litro. Passei o verão sozinha numa cidade vazia, no trajecto casa-trabalho-casa. Com a rentrée alinhei lado-a-lado com os que estavam fresquinhos das férias. Prescindi de folgas, de fins-de-semana e estive presente. O esforço pedido para a época caótica do Natal - ainda se lembram do anterior? - e passagem-de-ano não ficou sem resposta. Depois foi necessário aguentar porque o início de ano é difícil. E agora perguntam-me porque estou a rebentar. Não me lembro.

Do cansaço

Lembro-me que no Natal de 2009 tirei uma semana de férias. Dividida entre o calor da lareira, os filmes da televisão e os doces da época, ganhei energia para regressar ao trabalho. Lembro-me que há um ano estive de baixa, depois de ter sido operada. Só quem nunca esteve de baixa, depois de uma operação, é que pode achar que estes dias são de férias. Ainda assim, foram dias de cama, a recuperar ânimo para voltar à labuta.
Lembro-me que devia ter entrado de férias quando o local onde trabalhava se eclipsou. Sumiu-se e, em vez de me deixar com tempo indeterminado para gozar pela frente, fez-me entrar numa corrida desenfreada para recuperar a posição perdida: a de empregada. Consegui.
Lembro-me que colei fins-de-semana a semanas e folgas ao trabalho. Dei mais que o litro. Passei o verão sozinha numa cidade vazia, no trajecto casa-trabalho-casa. Com a rentrée alinhei lado-a-lado com os que estavam fresquinhos das férias. Prescindi de folgas, de fins-de-semana e estive presente. O esforço pedido para a época caótica do Natal - ainda se lembram do anterior? - e passagem-de-ano não ficou sem resposta. Depois foi necessário aguentar porque o início de ano é difícil. E agora perguntam-me porque estou a rebentar. Não me lembro.

Do cansaço

Lembro-me que no Natal de 2009 tirei uma semana de férias. Dividida entre o calor da lareira, os filmes da televisão e os doces da época, ganhei energia para regressar ao trabalho. Lembro-me que há um ano estive de baixa, depois de ter sido operada. Só quem nunca esteve de baixa, depois de uma operação, é que pode achar que estes dias são de férias. Ainda assim, foram dias de cama, a recuperar ânimo para voltar à labuta.
Lembro-me que devia ter entrado de férias quando o local onde trabalhava se eclipsou. Sumiu-se e, em vez de me deixar com tempo indeterminado para gozar pela frente, fez-me entrar numa corrida desenfreada para recuperar a posição perdida: a de empregada. Consegui.
Lembro-me que colei fins-de-semana a semanas e folgas ao trabalho. Dei mais que o litro. Passei o verão sozinha numa cidade vazia, no trajecto casa-trabalho-casa. Com a rentrée alinhei lado-a-lado com os que estavam fresquinhos das férias. Prescindi de folgas, de fins-de-semana e estive presente. O esforço pedido para a época caótica do Natal - ainda se lembram do anterior? - e passagem-de-ano não ficou sem resposta. Depois foi necessário aguentar porque o início de ano é difícil. E agora perguntam-me porque estou a rebentar. Não me lembro.

sábado, fevereiro 19, 2011

Finalmente vi o filme

Mais do que Phillip Morris, apaixonei-me pelo Ewan McGregor. Grande papel.

Finalmente vi o filme

Mais do que Phillip Morris, apaixonei-me pelo Ewan McGregor. Grande papel.

Finalmente vi o filme

Mais do que Phillip Morris, apaixonei-me pelo Ewan McGregor. Grande papel.

Nem ouvi mais nada...

José Sócrates acabou de dizer na televisão:

"Aquilo que é dito hoje na imprensa é verdade". Não fiquei em condições de ouvir o resto.

Nem ouvi mais nada...

José Sócrates acabou de dizer na televisão:

"Aquilo que é dito hoje na imprensa é verdade". Não fiquei em condições de ouvir o resto.

Nem ouvi mais nada...

José Sócrates acabou de dizer na televisão:

"Aquilo que é dito hoje na imprensa é verdade". Não fiquei em condições de ouvir o resto.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Pronto, já tenho um post com a Natalie Portman!

Com algum atraso em relação à blogoesfera, acabei de assistir ao "Cisne Negro". E o que dizer? Pois, parece que faço parte do grupo que sai da sala sem saber se gosta ou não do filme mas, lamento dizer, pende mais para o lado negativo, embora não desgoste. Estas indecisões são naturais numa Balança, não se assustem. Gostei da interpretação da pequena Natalie Portman - como não? - e estive particularmente atenta ao desempenho do pai da criança, sobretudo no momento que ela destacou durante a entrega do Golden Globe. Ainda assim, fica a sensação de que falta um qualquer ingrediente. Se salgado ou picante, ainda não decidi, mas predomina uma ausência. Só ainda não percebi se é mesmo esse o objetivo.

PS - Lembram-se de quando a Pipoca, a mais doce neste caso, se queixava da cara das funcionárias sempre que pedia bilhete para uma pessoa apenas? Hoje lembrei-me desses comentários no momento certo e, reparei, não fui contemplada com nenhum desses esgares. Aliás, feito o exercício, percebo que nunca senti esse tipo de exclusão... 

Pronto, já tenho um post com a Natalie Portman!

Com algum atraso em relação à blogoesfera, acabei de assistir ao "Cisne Negro". E o que dizer? Pois, parece que faço parte do grupo que sai da sala sem saber se gosta ou não do filme mas, lamento dizer, pende mais para o lado negativo, embora não desgoste. Estas indecisões são naturais numa Balança, não se assustem. Gostei da interpretação da pequena Natalie Portman - como não? - e estive particularmente atenta ao desempenho do pai da criança, sobretudo no momento que ela destacou durante a entrega do Golden Globe. Ainda assim, fica a sensação de que falta um qualquer ingrediente. Se salgado ou picante, ainda não decidi, mas predomina uma ausência. Só ainda não percebi se é mesmo esse o objetivo.

PS - Lembram-se de quando a Pipoca, a mais doce neste caso, se queixava da cara das funcionárias sempre que pedia bilhete para uma pessoa apenas? Hoje lembrei-me desses comentários no momento certo e, reparei, não fui contemplada com nenhum desses esgares. Aliás, feito o exercício, percebo que nunca senti esse tipo de exclusão... 

Pronto, já tenho um post com a Natalie Portman!

Com algum atraso em relação à blogoesfera, acabei de assistir ao "Cisne Negro". E o que dizer? Pois, parece que faço parte do grupo que sai da sala sem saber se gosta ou não do filme mas, lamento dizer, pende mais para o lado negativo, embora não desgoste. Estas indecisões são naturais numa Balança, não se assustem. Gostei da interpretação da pequena Natalie Portman - como não? - e estive particularmente atenta ao desempenho do pai da criança, sobretudo no momento que ela destacou durante a entrega do Golden Globe. Ainda assim, fica a sensação de que falta um qualquer ingrediente. Se salgado ou picante, ainda não decidi, mas predomina uma ausência. Só ainda não percebi se é mesmo esse o objetivo.

PS - Lembram-se de quando a Pipoca, a mais doce neste caso, se queixava da cara das funcionárias sempre que pedia bilhete para uma pessoa apenas? Hoje lembrei-me desses comentários no momento certo e, reparei, não fui contemplada com nenhum desses esgares. Aliás, feito o exercício, percebo que nunca senti esse tipo de exclusão... 

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Um bombom


Ler este relato depois de assistir ao documentário "José e Pilar" fez-me sentir como se estivesse sentada ao lado de José Saramago que, lentamente, de acordo com a vontade, o passar do tempo e a memória, me ia contando uma história. Tal como se conta uma história, com divagações, com apontamentos, por vezes até sem nexo.

Um bombom


Ler este relato depois de assistir ao documentário "José e Pilar" fez-me sentir como se estivesse sentada ao lado de José Saramago que, lentamente, de acordo com a vontade, o passar do tempo e a memória, me ia contando uma história. Tal como se conta uma história, com divagações, com apontamentos, por vezes até sem nexo.

Um bombom


Ler este relato depois de assistir ao documentário "José e Pilar" fez-me sentir como se estivesse sentada ao lado de José Saramago que, lentamente, de acordo com a vontade, o passar do tempo e a memória, me ia contando uma história. Tal como se conta uma história, com divagações, com apontamentos, por vezes até sem nexo.

Esta é de valor reconhecido

Acabei de ler a palavra puta, escrita pelas mãos de Saramago. Soa a nobre.

Esta é de valor reconhecido

Acabei de ler a palavra puta, escrita pelas mãos de Saramago. Soa a nobre.

Esta é de valor reconhecido

Acabei de ler a palavra puta, escrita pelas mãos de Saramago. Soa a nobre.

Happy Valentine's Day

Happy Valentine's Day

Happy Valentine's Day

domingo, fevereiro 13, 2011

O ovo ou a Gagalinha?

Estava agora a ver o vídeo da Lady Gaga a chegar aos Grammys, no Facebook. Ao mesmo tempo, três pessoas comentaram a forma como ela escolheu chamar a atenção desta vez. Três pessoas, em Portugal, através do Facebook, manifestaram-se em relação à chegada da Lady Gaga à red carpet. Ela ainda não saiu sequer do ovo, ainda não deu o espectáculo previsto. Chegou lá apenas e já toda a gente sabe o que vai fazer, mais do que isso, já chovem opiniões. Acabou-se o efeito supresa como o concebemos. Serve de teaser, mas também nos mostra que já nada pode ser feito como antes. Porque tudo corre à velocidade da luz. A gala, só começa daqui a uma hora...

O ovo ou a Gagalinha?

Estava agora a ver o vídeo da Lady Gaga a chegar aos Grammys, no Facebook. Ao mesmo tempo, três pessoas comentaram a forma como ela escolheu chamar a atenção desta vez. Três pessoas, em Portugal, através do Facebook, manifestaram-se em relação à chegada da Lady Gaga à red carpet. Ela ainda não saiu sequer do ovo, ainda não deu o espectáculo previsto. Chegou lá apenas e já toda a gente sabe o que vai fazer, mais do que isso, já chovem opiniões. Acabou-se o efeito supresa como o concebemos. Serve de teaser, mas também nos mostra que já nada pode ser feito como antes. Porque tudo corre à velocidade da luz. A gala, só começa daqui a uma hora...

O ovo ou a Gagalinha?

Estava agora a ver o vídeo da Lady Gaga a chegar aos Grammys, no Facebook. Ao mesmo tempo, três pessoas comentaram a forma como ela escolheu chamar a atenção desta vez. Três pessoas, em Portugal, através do Facebook, manifestaram-se em relação à chegada da Lady Gaga à red carpet. Ela ainda não saiu sequer do ovo, ainda não deu o espectáculo previsto. Chegou lá apenas e já toda a gente sabe o que vai fazer, mais do que isso, já chovem opiniões. Acabou-se o efeito supresa como o concebemos. Serve de teaser, mas também nos mostra que já nada pode ser feito como antes. Porque tudo corre à velocidade da luz. A gala, só começa daqui a uma hora...

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Se alguma vez existir um dia dos namorados

Esse dia, para mim, é hoje. E a pessoa que fazia anos já cá não está para os comemorar...

Se alguma vez existir um dia dos namorados

Esse dia, para mim, é hoje. E a pessoa que fazia anos já cá não está para os comemorar...

Se alguma vez existir um dia dos namorados

Esse dia, para mim, é hoje. E a pessoa que fazia anos já cá não está para os comemorar...

Lista de espera



O resto do ano devia ser sempre como nos primeiros meses...

Lista de espera



O resto do ano devia ser sempre como nos primeiros meses...

Lista de espera



O resto do ano devia ser sempre como nos primeiros meses...