terça-feira, março 19, 2013

"O Prisioneiro do Céu", de Carlos Ruiz Záfon


Este é um livro de transição, lamentavelmente traduzido na versão portuguesa, que não dispensa erros de gramática e concordâncias, mas que permite fazer as pazes com Carlos Ruiz Zafón. Não, não tem a qualidade nem a magia de "A Sombra do Vento", mas também não desilude como "O Jogo do Anjo". Quase como uma pausa para respirar, "O Prisioneiro do Céu" volta a dispor cartas em cima da mesa, oferece respostas e levanta novas dúvidas numa história que ainda não acabou. Por não ser a repetição cansativa de tantos romances de Záfon, é possível que um dia se leia o quarto e último volume da série. Aquele que ainda não foi editado.


Crítica publicada no Goodreads

"O Prisioneiro do Céu", de Carlos Ruiz Záfon


Este é um livro de transição, lamentavelmente traduzido na versão portuguesa, que não dispensa erros de gramática e concordâncias, mas que permite fazer as pazes com Carlos Ruiz Zafón. Não, não tem a qualidade nem a magia de "A Sombra do Vento", mas também não desilude como "O Jogo do Anjo". Quase como uma pausa para respirar, "O Prisioneiro do Céu" volta a dispor cartas em cima da mesa, oferece respostas e levanta novas dúvidas numa história que ainda não acabou. Por não ser a repetição cansativa de tantos romances de Záfon, é possível que um dia se leia o quarto e último volume da série. Aquele que ainda não foi editado.


Crítica publicada no Goodreads

"O Prisioneiro do Céu", de Carlos Ruiz Záfon


Este é um livro de transição, lamentavelmente traduzido na versão portuguesa, que não dispensa erros de gramática e concordâncias, mas que permite fazer as pazes com Carlos Ruiz Zafón. Não, não tem a qualidade nem a magia de "A Sombra do Vento", mas também não desilude como "O Jogo do Anjo". Quase como uma pausa para respirar, "O Prisioneiro do Céu" volta a dispor cartas em cima da mesa, oferece respostas e levanta novas dúvidas numa história que ainda não acabou. Por não ser a repetição cansativa de tantos romances de Záfon, é possível que um dia se leia o quarto e último volume da série. Aquele que ainda não foi editado.


Crítica publicada no Goodreads

quinta-feira, março 14, 2013

Da sacanice

Acho que isto pode ser uma das razões por que me identifico tanto com o que esta miúda escreve. É mesmo verdade, "não se esquecem as alcunhas dadas no sexto ano, misturadas com gargalhadas e apontar de dedos. E ver que todos esses otários se transformaram em adultos medíocres e feios não é vingança suficiente".

Da sacanice

Acho que isto pode ser uma das razões por que me identifico tanto com o que esta miúda escreve. É mesmo verdade, "não se esquecem as alcunhas dadas no sexto ano, misturadas com gargalhadas e apontar de dedos. E ver que todos esses otários se transformaram em adultos medíocres e feios não é vingança suficiente".

Da sacanice

Acho que isto pode ser uma das razões por que me identifico tanto com o que esta miúda escreve. É mesmo verdade, "não se esquecem as alcunhas dadas no sexto ano, misturadas com gargalhadas e apontar de dedos. E ver que todos esses otários se transformaram em adultos medíocres e feios não é vingança suficiente".

terça-feira, março 12, 2013

O taxista licenciado em gestão

Vestido com um casaco que ainda cheirava a novo, o rapaz que hoje me levou para o trabalho - acordei tarde! - não sabe onde é a Conde Redondo. Sim, estamos a falar na rua do Elefante Branco, essa que, anedota sim, anedota não, é referida jocosamente em conversas menos próprias. Essa, que fica no centro de Lisboa. O rapaz não sabia porque está a trabalhar como taxista mas é licenciado em Gestão e isto não é a vida dele. Trabalhou durante seis anos no IEFP, que, para quem não sabe, é o organismo público público que gere subsídios de desemprego e afins. Até que o objecto de trabalho lhe rebentou nas mãos. De braços dados com o desemprego, o rapaz que me trouxe ao trabalho está desanimado e agastado com as chapadas que a vida lhe tem dado. Derrotado porque não tem amigos nem conhecimentos suficientes para evitar usar o casaco, quase novo, num táxi onde recebe apenas 35% do que aufere. Trabalha apenas nos turnos diários, pela-se de medo dos clientes que lhe entram no táxi e não sabe onde é uma das ruas mais centrais da cidade, nem faz ideia de como lá chegar. Isto não é a vida dele e nem sequer faz um esforço para ver o lado positivo desta experiência. Mas lá admite que já se cruzou com um cliente que tem negócios em Moçambique e que lhe pediu o curriculum. E até respondeu de volta, realça, enquanto me devolve o troco e remata certo de que um dia ainda o vou entrevistar: "É que eu sou filiado num partido político", diz, do alto do casaco novo. "Sou do CDS", são as últimas palavras que oiço ao rapaz que me trouxe ao trabalho e que não sabe onde fica a Conde Redondo.

O taxista licenciado em gestão

Vestido com um casaco que ainda cheirava a novo, o rapaz que hoje me levou para o trabalho - acordei tarde! - não sabe onde é a Conde Redondo. Sim, estamos a falar na rua do Elefante Branco, essa que, anedota sim, anedota não, é referida jocosamente em conversas menos próprias. Essa, que fica no centro de Lisboa. O rapaz não sabia porque está a trabalhar como taxista mas é licenciado em Gestão e isto não é a vida dele. Trabalhou durante seis anos no IEFP, que, para quem não sabe, é o organismo público público que gere subsídios de desemprego e afins. Até que o objecto de trabalho lhe rebentou nas mãos. De braços dados com o desemprego, o rapaz que me trouxe ao trabalho está desanimado e agastado com as chapadas que a vida lhe tem dado. Derrotado porque não tem amigos nem conhecimentos suficientes para evitar usar o casaco, quase novo, num táxi onde recebe apenas 35% do que aufere. Trabalha apenas nos turnos diários, pela-se de medo dos clientes que lhe entram no táxi e não sabe onde é uma das ruas mais centrais da cidade, nem faz ideia de como lá chegar. Isto não é a vida dele e nem sequer faz um esforço para ver o lado positivo desta experiência. Mas lá admite que já se cruzou com um cliente que tem negócios em Moçambique e que lhe pediu o curriculum. E até respondeu de volta, realça, enquanto me devolve o troco e remata certo de que um dia ainda o vou entrevistar: "É que eu sou filiado num partido político", diz, do alto do casaco novo. "Sou do CDS", são as últimas palavras que oiço ao rapaz que me trouxe ao trabalho e que não sabe onde fica a Conde Redondo.

O taxista licenciado em gestão

Vestido com um casaco que ainda cheirava a novo, o rapaz que hoje me levou para o trabalho - acordei tarde! - não sabe onde é a Conde Redondo. Sim, estamos a falar na rua do Elefante Branco, essa que, anedota sim, anedota não, é referida jocosamente em conversas menos próprias. Essa, que fica no centro de Lisboa. O rapaz não sabia porque está a trabalhar como taxista mas é licenciado em Gestão e isto não é a vida dele. Trabalhou durante seis anos no IEFP, que, para quem não sabe, é o organismo público público que gere subsídios de desemprego e afins. Até que o objecto de trabalho lhe rebentou nas mãos. De braços dados com o desemprego, o rapaz que me trouxe ao trabalho está desanimado e agastado com as chapadas que a vida lhe tem dado. Derrotado porque não tem amigos nem conhecimentos suficientes para evitar usar o casaco, quase novo, num táxi onde recebe apenas 35% do que aufere. Trabalha apenas nos turnos diários, pela-se de medo dos clientes que lhe entram no táxi e não sabe onde é uma das ruas mais centrais da cidade, nem faz ideia de como lá chegar. Isto não é a vida dele e nem sequer faz um esforço para ver o lado positivo desta experiência. Mas lá admite que já se cruzou com um cliente que tem negócios em Moçambique e que lhe pediu o curriculum. E até respondeu de volta, realça, enquanto me devolve o troco e remata certo de que um dia ainda o vou entrevistar: "É que eu sou filiado num partido político", diz, do alto do casaco novo. "Sou do CDS", são as últimas palavras que oiço ao rapaz que me trouxe ao trabalho e que não sabe onde fica a Conde Redondo.

segunda-feira, março 11, 2013

Personagens que se colam

Sabes que um livro é bom, por muito que seja best seller, quando dás por ti com saudades das personagens. Sinto falta do John Snow, da Arya Stark e do Thyrion Lannister, entre tantos outros. E já só me resta um volume para ler.

Personagens que se colam

Sabes que um livro é bom, por muito que seja best seller, quando dás por ti com saudades das personagens. Sinto falta do John Snow, da Arya Stark e do Thyrion Lannister, entre tantos outros. E já só me resta um volume para ler.

Personagens que se colam

Sabes que um livro é bom, por muito que seja best seller, quando dás por ti com saudades das personagens. Sinto falta do John Snow, da Arya Stark e do Thyrion Lannister, entre tantos outros. E já só me resta um volume para ler.

Dicionário de nomes

Que nome se atribui quando se dá a coincidência de as duas pessoas que mais te dificultam a manhã de segunda terem sido baptizadas com o mesmo conjunto de grafias?

Dicionário de nomes

Que nome se atribui quando se dá a coincidência de as duas pessoas que mais te dificultam a manhã de segunda terem sido baptizadas com o mesmo conjunto de grafias?

Dicionário de nomes

Que nome se atribui quando se dá a coincidência de as duas pessoas que mais te dificultam a manhã de segunda terem sido baptizadas com o mesmo conjunto de grafias?

domingo, março 10, 2013

Os blogs como o DN Jovem

Descobri o que se passa. É esta coisa da obrigação. A convicção pública e de grupo que, para se ser alguém e se fazer ouvir, em 2013 como em 1992, temos que nos expressar em montras socialmente aceites. Agora nos blogs, então no DN Jovem. Lembro-me como se fosse hoje da pressão a que fui sujeita, assim que me atrevi a dizer que o meu sonho era ser jornalista, que nunca o seria se não conseguisse publicar um texto no DN Jovem. Nada me podia enfastiar mais. Nunca o quis fazer, nunca achei piada e nunca o fiz. Nem por isso deixei de ser jornalista. Curioso, não? Da mesma forma, agora, sinto necessidade - desta vez ninguém me tenta convencer, mas estou atenta aos sinais da sociedade - de fazer deste blog o que ele já foi em tempos mas já não é. Se não tenho nada para dizer, se é forçado, se não considero que faça diferença, por que raio sinto que falho por não seguir a onda do momento? Esta coisa de rentabilizar um espaço que é meu e criar credibilidade para um futuro incerto não é comigo. Não o era quando tinha 12 anos, continua a não ser agora que tenho 34 anos. Quem sabe, agora como então, não continuo a ter razão?

Os blogs como o DN Jovem

Descobri o que se passa. É esta coisa da obrigação. A convicção pública e de grupo que, para se ser alguém e se fazer ouvir, em 2013 como em 1992, temos que nos expressar em montras socialmente aceites. Agora nos blogs, então no DN Jovem. Lembro-me como se fosse hoje da pressão a que fui sujeita, assim que me atrevi a dizer que o meu sonho era ser jornalista, que nunca o seria se não conseguisse publicar um texto no DN Jovem. Nada me podia enfastiar mais. Nunca o quis fazer, nunca achei piada e nunca o fiz. Nem por isso deixei de ser jornalista. Curioso, não? Da mesma forma, agora, sinto necessidade - desta vez ninguém me tenta convencer, mas estou atenta aos sinais da sociedade - de fazer deste blog o que ele já foi em tempos mas já não é. Se não tenho nada para dizer, se é forçado, se não considero que faça diferença, por que raio sinto que falho por não seguir a onda do momento? Esta coisa de rentabilizar um espaço que é meu e criar credibilidade para um futuro incerto não é comigo. Não o era quando tinha 12 anos, continua a não ser agora que tenho 34 anos. Quem sabe, agora como então, não continuo a ter razão?

Os blogs como o DN Jovem

Descobri o que se passa. É esta coisa da obrigação. A convicção pública e de grupo que, para se ser alguém e se fazer ouvir, em 2013 como em 1992, temos que nos expressar em montras socialmente aceites. Agora nos blogs, então no DN Jovem. Lembro-me como se fosse hoje da pressão a que fui sujeita, assim que me atrevi a dizer que o meu sonho era ser jornalista, que nunca o seria se não conseguisse publicar um texto no DN Jovem. Nada me podia enfastiar mais. Nunca o quis fazer, nunca achei piada e nunca o fiz. Nem por isso deixei de ser jornalista. Curioso, não? Da mesma forma, agora, sinto necessidade - desta vez ninguém me tenta convencer, mas estou atenta aos sinais da sociedade - de fazer deste blog o que ele já foi em tempos mas já não é. Se não tenho nada para dizer, se é forçado, se não considero que faça diferença, por que raio sinto que falho por não seguir a onda do momento? Esta coisa de rentabilizar um espaço que é meu e criar credibilidade para um futuro incerto não é comigo. Não o era quando tinha 12 anos, continua a não ser agora que tenho 34 anos. Quem sabe, agora como então, não continuo a ter razão?

sexta-feira, março 08, 2013

Hoje é dia da mulher

E por muito que não concorde com a "festividade" com que alguns, sem dar por isso, abafam a data, não há nada que me irrite mais do que as meninas, mulheres, que enchem o peito para dizer ao mundo que odeiam este dia. Não há pior cego do que aquele que não quer ver.

Hoje é dia da mulher

E por muito que não concorde com a "festividade" com que alguns, sem dar por isso, abafam a data, não há nada que me irrite mais do que as meninas, mulheres, que enchem o peito para dizer ao mundo que odeiam este dia. Não há pior cego do que aquele que não quer ver.

Hoje é dia da mulher

E por muito que não concorde com a "festividade" com que alguns, sem dar por isso, abafam a data, não há nada que me irrite mais do que as meninas, mulheres, que enchem o peito para dizer ao mundo que odeiam este dia. Não há pior cego do que aquele que não quer ver.

Também quero ser uma das grandes!

Esta menina lançou-me um desafio com um nome que não quero escrever. Eu já me tinha aventurado, em 2007. Cá vai, miúda.


Também quero ser uma das grandes!

Esta menina lançou-me um desafio com um nome que não quero escrever. Eu já me tinha aventurado, em 2007. Cá vai, miúda.


Também quero ser uma das grandes!

Esta menina lançou-me um desafio com um nome que não quero escrever. Eu já me tinha aventurado, em 2007. Cá vai, miúda.


sábado, março 02, 2013

Escrevo menos, pois escrevo

Desde que ligar o portátil passou a demorar o tempo necessário para chegar ao outro lado do mundo, deixei de o fazer. Aliado à facilidade que os smartphones trazem, sem dar por isso, a minha vida mudou. E fiquei longe de pessoas e de coisas de quem gosto. Porque um telemóvel me mantém em contacto imediato com o que é preciso mas não oferece o conforto e formato para grandes aventuras. Traduções por fazer, posts por escrever, amigos por mimar e tantas outras coisas que ficaram para trás. E fazem-me falta. Tudo isto para dizer que preciso de um Mac na minha vida. Não querem fazer uma vaquinha?

Escrevo menos, pois escrevo

Desde que ligar o portátil passou a demorar o tempo necessário para chegar ao outro lado do mundo, deixei de o fazer. Aliado à facilidade que os smartphones trazem, sem dar por isso, a minha vida mudou. E fiquei longe de pessoas e de coisas de quem gosto. Porque um telemóvel me mantém em contacto imediato com o que é preciso mas não oferece o conforto e formato para grandes aventuras. Traduções por fazer, posts por escrever, amigos por mimar e tantas outras coisas que ficaram para trás. E fazem-me falta. Tudo isto para dizer que preciso de um Mac na minha vida. Não querem fazer uma vaquinha?

Escrevo menos, pois escrevo

Desde que ligar o portátil passou a demorar o tempo necessário para chegar ao outro lado do mundo, deixei de o fazer. Aliado à facilidade que os smartphones trazem, sem dar por isso, a minha vida mudou. E fiquei longe de pessoas e de coisas de quem gosto. Porque um telemóvel me mantém em contacto imediato com o que é preciso mas não oferece o conforto e formato para grandes aventuras. Traduções por fazer, posts por escrever, amigos por mimar e tantas outras coisas que ficaram para trás. E fazem-me falta. Tudo isto para dizer que preciso de um Mac na minha vida. Não querem fazer uma vaquinha?