No espaço desta meia hora já ouvi vários desabafos com a palavra férias, abstenção e praia por causa da data das eleições. Quando é que crescem e ganham responsabilidade? Cambada de meninos!
quinta-feira, março 31, 2011
Estamos em crise ou quê?
No espaço desta meia hora já ouvi vários desabafos com a palavra férias, abstenção e praia por causa da data das eleições. Quando é que crescem e ganham responsabilidade? Cambada de meninos!
Estamos em crise ou quê?
No espaço desta meia hora já ouvi vários desabafos com a palavra férias, abstenção e praia por causa da data das eleições. Quando é que crescem e ganham responsabilidade? Cambada de meninos!
terça-feira, março 29, 2011
Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade
Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade
Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, março 28, 2011
quarta-feira, março 23, 2011
segunda-feira, março 21, 2011
Parece um sketch de humor
Para governar neste momento é preciso mais do um partido, é preciso união. Mas não já, como me estão a pedir. Primeiro deixem-me chegar lá acima. Depois sejamos todos unidos, para salvar o país. Mas só quando eu estiver lá em cima, sim.
Resumidamente, foi isto que o Passos de Coelho acabou de dizer.
Parece um sketch de humor
Para governar neste momento é preciso mais do um partido, é preciso união. Mas não já, como me estão a pedir. Primeiro deixem-me chegar lá acima. Depois sejamos todos unidos, para salvar o país. Mas só quando eu estiver lá em cima, sim.
Resumidamente, foi isto que o Passos de Coelho acabou de dizer.
Parece um sketch de humor
Para governar neste momento é preciso mais do um partido, é preciso união. Mas não já, como me estão a pedir. Primeiro deixem-me chegar lá acima. Depois sejamos todos unidos, para salvar o país. Mas só quando eu estiver lá em cima, sim.
Resumidamente, foi isto que o Passos de Coelho acabou de dizer.
Família feliz
Numa aparição rara, Brangelina e o sixpack em New Orleans, ontem. Só é pena estarem loirinhos para um lado, morenos para o outro...
Família feliz
Numa aparição rara, Brangelina e o sixpack em New Orleans, ontem. Só é pena estarem loirinhos para um lado, morenos para o outro...
Família feliz
Numa aparição rara, Brangelina e o sixpack em New Orleans, ontem. Só é pena estarem loirinhos para um lado, morenos para o outro...
sexta-feira, março 18, 2011
Watch me burn...
Quem é que, no seu perfeito juízo, decide fazer mais de 100 quilómetros à hora do maior calor - adoro esta expressão! - sem uma garrafinha de água que seja. Não sabia que a febre também queimava neurónios...
Watch me burn...
Quem é que, no seu perfeito juízo, decide fazer mais de 100 quilómetros à hora do maior calor - adoro esta expressão! - sem uma garrafinha de água que seja. Não sabia que a febre também queimava neurónios...
Watch me burn...
Quem é que, no seu perfeito juízo, decide fazer mais de 100 quilómetros à hora do maior calor - adoro esta expressão! - sem uma garrafinha de água que seja. Não sabia que a febre também queimava neurónios...
quinta-feira, março 17, 2011
Febre
Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Dor. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Tosse. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Arrepios. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Frio. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Calor.
Febre
Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Dor. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Tosse. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Arrepios. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Frio. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Calor.
Febre
Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Dor. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Tosse. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Arrepios. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Frio. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Calor.
sábado, março 12, 2011
Retrato de uma geração #5
Durante anos tive um palco privilegiado para todas as manifestações na Avenida da Liberdade. Nunca nenhuma chegou sequer aos calcanhares desta. Tem de significar alguma coisa.
Retrato de uma geração #5
Durante anos tive um palco privilegiado para todas as manifestações na Avenida da Liberdade. Nunca nenhuma chegou sequer aos calcanhares desta. Tem de significar alguma coisa.
Retrato de uma geração #5
Durante anos tive um palco privilegiado para todas as manifestações na Avenida da Liberdade. Nunca nenhuma chegou sequer aos calcanhares desta. Tem de significar alguma coisa.
Retrato de uma geração #4
Qualquer semelhança entre uma manifestação e um botellón é pura má língua...
Retrato de uma geração #4
Qualquer semelhança entre uma manifestação e um botellón é pura má língua...
Retrato de uma geração #4
Qualquer semelhança entre uma manifestação e um botellón é pura má língua...
Retrato de uma geração #4
Nunca chega antes da hora. Duas horas e meia depois também conta e é bem-vindo. Quem diz que não faz mossa?
Retrato de uma geração #4
Nunca chega antes da hora. Duas horas e meia depois também conta e é bem-vindo. Quem diz que não faz mossa?
Retrato de uma geração #4
Nunca chega antes da hora. Duas horas e meia depois também conta e é bem-vindo. Quem diz que não faz mossa?
Retrato de uma geração #3
A geração à rasca também se chama Miguel Faisca - assim mesmo sem acento (!) - e trabalha para lá do expediente porque não sabe o lugar das letras no teclado nem tem competência para o emprego que exerce. E sim, isto é um caso real.
Retrato de uma geração #3
A geração à rasca também se chama Miguel Faisca - assim mesmo sem acento (!) - e trabalha para lá do expediente porque não sabe o lugar das letras no teclado nem tem competência para o emprego que exerce. E sim, isto é um caso real.
Retrato de uma geração #3
A geração à rasca também se chama Miguel Faisca - assim mesmo sem acento (!) - e trabalha para lá do expediente porque não sabe o lugar das letras no teclado nem tem competência para o emprego que exerce. E sim, isto é um caso real.
Retrato de uma geração #2
Está tão bom que tive de partilhar. O momento que vivemos é isto. A mentira dos ricos enlevada no desespero dos pobres chega a ser poética.
Retrato de uma geração #2
Está tão bom que tive de partilhar. O momento que vivemos é isto. A mentira dos ricos enlevada no desespero dos pobres chega a ser poética.
Retrato de uma geração #2
Está tão bom que tive de partilhar. O momento que vivemos é isto. A mentira dos ricos enlevada no desespero dos pobres chega a ser poética.
Retrato de uma geração #1
Vanita, 32 anos, 10 de experiência profissional especializada, menos de 1000/mês.
Retrato de uma geração #1
Vanita, 32 anos, 10 de experiência profissional especializada, menos de 1000/mês.
Retrato de uma geração #1
Vanita, 32 anos, 10 de experiência profissional especializada, menos de 1000/mês.
O prazer de não estar na vanguarda
Voltei ao meu telemóvel antigo* por uns tempos e está a saber-me tão bem.
*A última vez que usei foi em outubro
O prazer de não estar na vanguarda
Voltei ao meu telemóvel antigo* por uns tempos e está a saber-me tão bem.
*A última vez que usei foi em outubro
O prazer de não estar na vanguarda
Voltei ao meu telemóvel antigo* por uns tempos e está a saber-me tão bem.
*A última vez que usei foi em outubro
sexta-feira, março 11, 2011
Balanço
No ano passado, num ímpeto de fúria, fechei este blogue por cerca de dois meses. Perdi uma média de 1500 a 2000 leitores mensais. E gosto tão mais deste espaço agora. Não por ter menos leitores, entenda-se. Mas não se pode ter tudo.
Balanço
No ano passado, num ímpeto de fúria, fechei este blogue por cerca de dois meses. Perdi uma média de 1500 a 2000 leitores mensais. E gosto tão mais deste espaço agora. Não por ter menos leitores, entenda-se. Mas não se pode ter tudo.
Balanço
No ano passado, num ímpeto de fúria, fechei este blogue por cerca de dois meses. Perdi uma média de 1500 a 2000 leitores mensais. E gosto tão mais deste espaço agora. Não por ter menos leitores, entenda-se. Mas não se pode ter tudo.
quinta-feira, março 10, 2011
Eu não me rendo
Estou badocha, estou. Peso mais agora do que nos tempos maus da adolescência, quase. Não convivo bem com a imagem que o espelho devolve, não. Nem por isso cruzo os braços. Há um mês que me inscrevi num ginásio e, embora seja difícil conciliar com o trabalho e demore a ver resultados, estou a esforçar-me e a dar no duro para abater os quilos a mais e tentar tonificar o passador de arroz em que as minhas pernas se tornaram. Pode dar luta, caraças, mas hei-de conseguir.
Eu não me rendo
Estou badocha, estou. Peso mais agora do que nos tempos maus da adolescência, quase. Não convivo bem com a imagem que o espelho devolve, não. Nem por isso cruzo os braços. Há um mês que me inscrevi num ginásio e, embora seja difícil conciliar com o trabalho e demore a ver resultados, estou a esforçar-me e a dar no duro para abater os quilos a mais e tentar tonificar o passador de arroz em que as minhas pernas se tornaram. Pode dar luta, caraças, mas hei-de conseguir.
Eu não me rendo
Estou badocha, estou. Peso mais agora do que nos tempos maus da adolescência, quase. Não convivo bem com a imagem que o espelho devolve, não. Nem por isso cruzo os braços. Há um mês que me inscrevi num ginásio e, embora seja difícil conciliar com o trabalho e demore a ver resultados, estou a esforçar-me e a dar no duro para abater os quilos a mais e tentar tonificar o passador de arroz em que as minhas pernas se tornaram. Pode dar luta, caraças, mas hei-de conseguir.
quarta-feira, março 09, 2011
Filha de nenhures
Filha de nenhures
Filha de nenhures
terça-feira, março 08, 2011
segunda-feira, março 07, 2011
O amor naqueles tempos
Ditou o acaso que tivesse lido "O Amor nos Tempos de Cólera" logo depois de "Travessuras da Menina Má". Não fosse assim, e não teria estabelecido o paralelo que, de tão óbvio, se torna quase impossível ignorar. Mais tarde ou mais cedo tropeçamos na coincidência da linha comum que nos leva a seguir a vida de dois homens apaixonados pela mulher que um dia lhes roubou o chão dos pés quando ainda eram meninos. Talvez se deva a este acaso, de ter lido um livro logo depois do outro, a minha opinião, não discordo. Entre um homem que vive o amor obcecado, doentio, sem respeito pelas mulheres com que se vai cruzando ao longo de toda a vida, e aquele que tenta, a cada desaire, reencontrar e reinventar-se, sem se esquecer do tempo em que vive, prefiro o último. Neste campeonato, Vargas Llosa ganha a Gárcia Márquez.
O amor naqueles tempos
Ditou o acaso que tivesse lido "O Amor nos Tempos de Cólera" logo depois de "Travessuras da Menina Má". Não fosse assim, e não teria estabelecido o paralelo que, de tão óbvio, se torna quase impossível ignorar. Mais tarde ou mais cedo tropeçamos na coincidência da linha comum que nos leva a seguir a vida de dois homens apaixonados pela mulher que um dia lhes roubou o chão dos pés quando ainda eram meninos. Talvez se deva a este acaso, de ter lido um livro logo depois do outro, a minha opinião, não discordo. Entre um homem que vive o amor obcecado, doentio, sem respeito pelas mulheres com que se vai cruzando ao longo de toda a vida, e aquele que tenta, a cada desaire, reencontrar e reinventar-se, sem se esquecer do tempo em que vive, prefiro o último. Neste campeonato, Vargas Llosa ganha a Gárcia Márquez.
O amor naqueles tempos
Ditou o acaso que tivesse lido "O Amor nos Tempos de Cólera" logo depois de "Travessuras da Menina Má". Não fosse assim, e não teria estabelecido o paralelo que, de tão óbvio, se torna quase impossível ignorar. Mais tarde ou mais cedo tropeçamos na coincidência da linha comum que nos leva a seguir a vida de dois homens apaixonados pela mulher que um dia lhes roubou o chão dos pés quando ainda eram meninos. Talvez se deva a este acaso, de ter lido um livro logo depois do outro, a minha opinião, não discordo. Entre um homem que vive o amor obcecado, doentio, sem respeito pelas mulheres com que se vai cruzando ao longo de toda a vida, e aquele que tenta, a cada desaire, reencontrar e reinventar-se, sem se esquecer do tempo em que vive, prefiro o último. Neste campeonato, Vargas Llosa ganha a Gárcia Márquez.
domingo, março 06, 2011
Dá-lhe Falâncio!
Ontem, quando espreitei o Festival da Canção, os Homens da Luta estavam em décimo lugar e lamentei que os portugueses, com anos e anos de humilhação na Eurovisão, se continuem a levar tão a sério na hora de escolher um representante, quando tinham ali uma hipótese de fazer um manguito com toda a categoria. Hoje surpreendi-me com a vitória do Jel e do Falâncio e dou o braço a torcer. Afinal, parece que há mais quem pense como eu. Lindo, lindo era que agora os Homens da Luta fizessem o que cantores a sério não conseguiram, em mais de 50 anos. De qualquer forma, já é uma vitória e quero ver como é que a "Europa" reage à ousadia dos brandos de costumes.
Dá-lhe Falâncio!
Ontem, quando espreitei o Festival da Canção, os Homens da Luta estavam em décimo lugar e lamentei que os portugueses, com anos e anos de humilhação na Eurovisão, se continuem a levar tão a sério na hora de escolher um representante, quando tinham ali uma hipótese de fazer um manguito com toda a categoria. Hoje surpreendi-me com a vitória do Jel e do Falâncio e dou o braço a torcer. Afinal, parece que há mais quem pense como eu. Lindo, lindo era que agora os Homens da Luta fizessem o que cantores a sério não conseguiram, em mais de 50 anos. De qualquer forma, já é uma vitória e quero ver como é que a "Europa" reage à ousadia dos brandos de costumes.
Dá-lhe Falâncio!
Ontem, quando espreitei o Festival da Canção, os Homens da Luta estavam em décimo lugar e lamentei que os portugueses, com anos e anos de humilhação na Eurovisão, se continuem a levar tão a sério na hora de escolher um representante, quando tinham ali uma hipótese de fazer um manguito com toda a categoria. Hoje surpreendi-me com a vitória do Jel e do Falâncio e dou o braço a torcer. Afinal, parece que há mais quem pense como eu. Lindo, lindo era que agora os Homens da Luta fizessem o que cantores a sério não conseguiram, em mais de 50 anos. De qualquer forma, já é uma vitória e quero ver como é que a "Europa" reage à ousadia dos brandos de costumes.
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