quinta-feira, março 05, 2009

Sobre a greve

Já lá vai o tempo em que a greve era uma forma de luta. Escusam de levantar as vozes e virar-se contra mim. A greve é uma faca de dois gumes que só afecta os trabalhadores, nunca os empregadores e patrões. Seremos cegos se nos recusarmos a ver a realidade tal como ela é. Só faz greve quem já não tem nada a perder, quem já tem o nome marcado. É cobarde, é verdade, mas é a realidade. Basta de fechar os olhos! Quem tem um posto de trabalho a perder, o ganha-pão de todos os dias, não se arrisca. Não pode fazê-lo. E não é apenas um risco. É um dado adquirido, palpável. Quem faz greve fica marcado, a aguardar a primeira oportunidade para levar o troco do que semeou. Quem não faz greve é um "fura-greves", que está do lado do patrão e concorda com todas as medidas adoptadas. Se a primeira frase é um dado adquirido, a segunda não será necessariamente verdade. O produto do trabalho raramente fica prejudicado com uma greve. Mas ficam identificados os nomes de quem a faz. Os "vendidos" que se conformam continuam no mesmo saco. Não haja ilusões. Mas ainda perdidos na indefinição dos números. Só com adesões inequívocas de 100 por cento é que uma greve pode ser útil aos trabalhadores. Só e apenas assim. É, pois, tempo de inovar, de pensar em formas de luta alternativas. Porque os tempos também são outros.

1 comentário:

tia a. disse...

bem dito, sim sra