sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Não sei quando é que aconteceu...

Eu lembro-me de aguardar ansiosamente que a minha mãe me pintasse a cara para me transformar numa princesa, antes de ir para a escola. Lembro-me de vibrar com a ideia de me esconder detrás de um disfarce e viajar na fantasia da minha imaginação. Lembro-me de acreditar que todos podíamos ser o que quiséssemos, porque era Carnaval e bastava acreditar. Mesmo que as máscaras não fossem perfeitas, mesmo que fosse tudo brincadeira. Mas, agora que penso nisso, também me lembro de um dia uma das meninas da turma ter tido um vestido verdadeiro de princesa. Aquele que estava na montra da loja, num universo que ainda não era o meu. Nem o de nenhum de nós. Nesse dia passou a ser. Nesse dia, os disfarces deixaram de nos transportar para onde a fantasia nos levasse. Afinal, havia "aquele" que não era disfarce, era verdadeiro, era cor-de-rosa, era perfeito e era inantigível. Porque era caro, porque só havia um, porque não era meu. Nesse dia, sem que me tivesse apercebido, o Carnaval começou a morrer para mim. Acho que só hoje me apercebi disso.

3 comentários:

bf disse...

tu és rainha! Para quÊ mascarares-te de princesa?

Pandora disse...

Eu também senti isso, mas eu era uma princesazeca menor, e a Maria da minha turma era A branca de neve!!!! Até diria que foi a primeira vez que senti inveja, mas acho que já o tinha sentido quando elas tinham gomas e eu não!!!

Njs

tia a. disse...

vá lá, meninas! giro, giro era ser a bruxa, capaz de prender amores ou chacinar inimigos. As princesas têm que beijar demasiados sapos até encontrarem príncipe à altura. Eu prefiro varinhas... de condão. ;-)