[27 de dezembro de 2016]
Às vezes é como um espiral. Depois de entrarmos nela, não há como sair sem percorrer todo o redomoinho. A mais recente é colectiva: 2016 foi um ano péssimo, mau, coisa de enterrar e não voltar a olhar. Têm mesmo a certeza disso? Vamos lá pensar bem: 2016 foi o ano em que conquistámos a taça de campeões da Europa! Ou já ninguém se lembra disso?
É bem verdade que muita gente, demasiada mesmo, perdeu pessoas importantes na sua vida. Tantas que não me atrevo a colocar uma dor dessas na equação. Lamento apenas, de coração ferido, porque sei bem que é a pior das dores por que passamos nesta vida. Mas acalmem-se lá, isso não é exclusivo de 2016. E quando falo na perda de alguém refiro-me à perda de entes queridos, familiares e amigos. Que se diga que 2016 é um ano negro porque os ídolos de uma determinada geração também andam a quinar é que já me deixa de pé atrás. Antes de 2016 ninguém morria?
Sim, sim, o índice de figuras populares que desapareceram nos últimos doze meses é um pouco maior do que nos anos anteriores, mas há inúmeras razões que explicam essa percepção, a começar pelo facto de, a partir de determinada altura, ser popular se ter tornado bem mais abrangente: ou seja, não morrem mais pessoas, há é mais gente que teve a sorte de se distinguir no seu quintal e de ter alcançado sucesso global a quinar. Confuso? Nem tanto, leiam lá outra vez que vão perceber.
Depois há aquele pormenor da percepção que temos por causa das partilhas nas redes sociais. Os acontecimentos não se tornaram piores ou mais relevantes, mas a intensidade da preocupação e do
1 comentário:
Eu acho que 2020, está a ser mau... talvez para mim, mas como ainda estamos no começo pode ser que seja um ano fantástico.
Um beijo
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