Que os amigos se juntem num fim-de-semana sob o pretexto de uma reunião das comissões de praxe ou seja lá do que for, ninguém tem nada com isso. Que façam uma ou duas ou três loucuras, sabe-se lá com o quê e para quê, também é assunto deles. Que a brincadeira tenha consequências desastrosas, resta-nos lamentar amargamente o sucedido, avaliar as consequências das decisões irresponsáveis que se tomam quando estamos em grupo e aprender uma lição para transmitir a gerações futuras. Tudo certo até aqui. Agora, que no meio da desgraça, haja falta de tomates - desculpem lá o português! -para explicar o que se passou é que já me parece mais grave. Que se respeite o período de luto, o trauma e se dê tempo aos visados para reagir, parece-me mais do que justificável. O que me parece que roça o limite da legalidade neste caso dos estudantes do Meco é que se oculte factos e dissimule a realidade. E isso requer uma posição enérgica. Há uma casa que foi limpa depois do desaparecimento dos jovens no mar. Só por si, quer-me parecer, constitui crime. Há um pacto de silêncio entre estudantes de uma faculdade inteira, entre adultos com mais de vinte anos. Mas estamos a brincar? Há muito por explicar e é bom que a verdade venha ao de cima, sob pena de estarem todos a ser cúmplices de uma história com contornos duvidosos. Tenham juízo na cabeça.
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