quarta-feira, janeiro 15, 2014

Não, não sou pessimista

Simplesmente concordo com a teoria de que a vida actual, sobretudo a vida urbana, nos mascara a realidade e faz-nos crer que somos imortais. Que nada de mal nos pode acontecer e, quando acontece, rapidamente é esquecido e posto de lado, para não nos lembrar a massa de que somos feitos. O espectáculo continua sempre, interruptamente. Nas cidades e nas redes sociais não se chora. E, caso aconteça, as lágrimas têm um tempo demasiado curto para o luto que o ser humano necessita para se recompôr. Vive-se de aparências. Aparências que nos tiram todo o sentir.

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