O que faz de cada indivíduo um ser intelectualmente superior ou com conhecimentos acima da média? Será a capacidade de nomear nomes de escritores, actores, pintores, obras de arte, músicos, filmes e outras formas artísticas de tempos que não os contemporâneos da sua própria vivência? Será a habilidade para apreciar o mundo que o rodeia e a aptidão para o relacionar com esse vasto conhecimento que o precede? Será a faculdade de se exibir com um vocabulário rico, exdrúxulo e, por isso mesmo, diversificado dos demais? Ou será que tudo isto mais não é que pura vaidade, altamente datada, da qual pouco ou nada restará nos anos vindouros? Há manhãs que me acordam com dúvidas.
4 comentários:
Gosto de pensar que um indivíduo intelectualmente desenvolvido/”superior” é qualquer coisa como o upgrade Séc XXI do homem da renascença. Neste sentido haverá muito poucos, há quem sabe miragens, talvez demasiadas.
Há duas questões que me ocupam o espírito, a primeira prende-se com a facilidade de aceder a nomes, e não passará nunca disso, de nomes, “googlas” um pouco e transformas-te numa enciclopédia de trazer por casa, afinal quantos nomes de autores fazem parte da tua lista a ler, e quantos já leste? Dentro desta ainda poderia questionar o acesso à cultura, o papel da educação, mas é mais fácil discutirmos isto quando bebermos um copo :P
Já a segunda faz-me questionar a importância da expressão cultural para determinar um espírito elevado, ou seja, gostamos muito de livros, de filmes, de música, se não lemos X, vimos filme de Y somos inferiores (?!), mas a realidade é quantos de nós percebemos alguma coisa de ciência, de tantas outras áreas que têm sido fundamentais para o desenvolvimento da humanidade.
Questiono esta presunção de superioridade de alguns, creio que há quem maneje muito bem a pouca informação que tem.
Gostei tanto da sugestão do tal copo que nem sei se li o resto com a devida atenção ;)
sabes onde me encontrar e meu horário :P é chegares-te à frente ;)
Eu acho que quem decide quais os parâmetros para se ser intelectualmente superior somos nós. Eu posso dar valor a umas coisas, tu a outras, mas a bem da verdade não existe um padrão que possamos generalizar nem ele interessaria. Nós é que valorizamos ou desvalorizamos a sabedoria dos outros, e ainda bem.
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