quinta-feira, janeiro 19, 2012

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Sou humorista e não sabia

Segundo o meu cérebro, que divaga pelos mais variados temas enquanto durmo, "o poder político divide-se em quatro grandes grupos". Só me conseguia lembrar de um: empresarial. Ainda estou espantada com o génio que sou de olhos fechados.

sábado, janeiro 14, 2012

Pause

Às vezes desligo completamente do mundo que me rodeia e, durante uns bons dias, vivo isolada, na minha bolha de conforto.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Estes dois também já andaram

Não, não estou esquecida. Antes de terminar 2011 despachei aqueles que correspondem ao segundo volume das Crónicas de Gelo e Fogo. São quatro livros lidos, faltam cinco dos já editados, outros tantos ainda por escrever e traduzir. E qual é o balanço, até agora? Pois bem, tenho de admitir que a história se está a tornar demasiado lenta. O interesse mantém-se, mas é consumido em lume brando, consoante a vontade do autor em esticar estas crónicas, que ainda têm de preencher vários volumes. Se, por um lado, esta estratégia nos aproxima das personagens e das suas motivações, por outro, esmorece a leitura, sobretudo quando estamos tanto tempo sem saber de alguns dos protagonistas ou sem que estes sofram grande evolução na sua trama. Ainda assim, deixo uma nota positiva para a escolha dos títulos que a editora portuguesa faz para os "segundos volumes" que inventou. Este "Despertar da Magia" é genial.

As Cinco Pessoas que Encontramos no Céu

Há livros que valem mais pelo carinho que sentimos por quem os recomenda com tanto entusiasmo. Foi o caso deste, o primeiro de 2012.

Afinal entrámos em 1952

São os doentes com mais de 70 anos que, "se quiserem" fazer hemodiálise, têm de pagar pelos tratamentos, é o fim da secção de Cultura na Agência Lusa, o congelamento do salário mínimo até ao final do ano, os jobs for the boys e os seus salários pornográficos . Futuro, que futuro?

terça-feira, janeiro 10, 2012

sexta-feira, janeiro 06, 2012

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Este ano que agora começa

Obriga-me a crescer e a fazer as pazes comigo e com o mundo que me rodeia. Obriga-me a engolir sapos, afrontas e desconsiderações com a certeza, já apreendida, de que os que se seguem serão sempre maiores. Acolhe-me com uma serenidade nunca antes experimentada, embalada com a convicção de que o equilíbrio depende sempre de mim.

quinta-feira, dezembro 29, 2011

terça-feira, dezembro 27, 2011

domingo, dezembro 25, 2011

sábado, dezembro 24, 2011

É do norte, carago!

Estranhamente, algumas das pessoas mais interessantes com que tenho mantido contacto através da net são da zona mais a norte do país. Coincidências?

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Ainda no espírito da quadra

Se pudesses, onde largavas uma bomba?

Não tenho nada contra os fumadores

Tenho contra a falta de educação. E não me venham dizer que levantarem-se da mesa de um jantar, ou saírem de um espaço de convívio, sem dizer palavra, para alimentar o vício não é, muitas vezes, usado como desculpa para cortar na casaca de quem deixam para trás. É perceptível, como tudo na vida. E sim, causa mau viver. E sim, são culpados disso.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Inesperado

Isto de fazer as pazes com os CTT é qualquer coisa de espectacular. Depois de lá ter voltado há uns dias para dar caminho a alguns postais e encomendas, nada se compara ao prazer do retorno afectuoso de pessoas que nunca vi. Seja desta menina, que não pára de me surpreender, ou de pessoas com quem nunca tinha trocado uma palavra que fosse. Nem sequer através pela Internet. Surpresas boas.

sábado, dezembro 17, 2011

Já valeu a pena

Um dia contei aqui uma história da minha vida para quem viesse a precisar de ajuda sobre o tema, relativamente raro e com informação escassa. No dia 4 de Dezembro alguém chegou a este blog à procura desse tipo de informação. Espero ter ajudado. Mais qualquer coisa, o mail está disponível para isso mesmo.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Magia

Ainda não tinha comprado um único presente de Natal até à hora de almoço de hoje. Em 15 minutos despachei 75%. Sou ou não um espetáculo?

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Se Ian Curtis ainda fosse vivo, casa-me!

Arrumadinho não leves a mal!

Estou a pensar pegar na tua ideia e fazer um workshop. O tema seria: "Escrita de blogues: Como manter um blogue sem ceder à fama". O que achas?

Façam um pequeno exercício

Durante 20 minutos assistam ao desempenho de João J. na "Casa dos Segredos". Depois expliquem-me, com argumentos válidos, porque razão ele ainda está num programa de entretenimento com tantas audiências na televisão nacional. Ah, e dou alvíssaras a quem conseguir acompanhar o raciocínio daquela pessoa. Juro.

terça-feira, dezembro 13, 2011

PostCrossing

Quem disse que os miúdos não nos trazem saber? Felizmente, sempre acreditei nisso. E foi esta menina que me abriu os olhos para a nova moda. Em vez de continuarmos a esconder-nos atrás de um ecrã de computador, porque não complementar isso com uma ida aos Correios? Hoje enviei os meus primeiros postais a desconhecidos. E, seguramente, há mais de dez anos, que não entrava num posto dos CTT. É bom voltar às origens.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Wishlist 2012

Cumprido por duas vezes o objectivo para 2001, já sonho com as apostas para o próximo ano. Quero sempre mais do que consigo, mas sonhar ainda não é cobrado pela troika. Portanto, cá ficam algumas das obras que gostava de devorar em 2012:

Caros leitores do Público

Sejam bem vindos a este humilde estaminé. Sei que têm chegado aqui porque o Público relembrou a notícia de que os mais inteligentes se deitam mais tarde, de que falei aqui. Lamento só agora vos dar os bons dias mas, como bem se percebe, estive a dormir. E, entretanto, vou espalhar criatividade por aí. Espero que se divirtam.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Fãs das Crónicas de Gelo e Fogo

Sou a única a desenvolver um estranho fascínio por Sandor Clegane, o Cão de Caça? Ainda vou no terceiro livro, cuidado com os spoilers...

terça-feira, dezembro 06, 2011

Pergunto, quase indignada

- Porque é que as pessoas acham que a vida será melhor no outro planeta? Não poderá ser pior ou igual?
- É uma esperança.
- (assim me roubam as palavras)

Tenho um irmão que é maluco

Agora virou monárquico!

Passem os anos que passarem

Sei que ela vai sempre perguntar por mim com aquele sorriso que lhe ilumina a cara bonita e vai dizer-me para ir lá a casa com a mesma alegria e entrega que fazia quando tínhamos 12 anos. Como se entretanto, não se tivessem passado mais de 20 anos, ela não fosse já mãe de dois filhos e eu não vivesse noutra cidade. Nunca vou. Minto, há pouco tempo fui, reencontrámo-nos no casamento dela e falámos umas quantas vezes ao telefone. Só que, embora pareça, não foi ontem e, se começarmos a fazer as contas foi há dois ou há cinco anos. Felizmente, são dias que não têm o peso real do tempo. Passe o tempo que passar, sei que ela vai lá estar, tal como sempre esteve. Sem subterfúgios.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Da forma como nos vêem

Não é novidade, mas hoje apetece-me falar no assunto. Todos nós somos o resultado de três perspectivas: a forma como nos vemos, a forma como nos vêem e aquilo que realmente somos. E porque é que hoje me deu para reflectir sobre isto? Porque estou em destaque no blog da Lina, que me pediu uma opinião sobre uma frase que escrevi aqui no estaminé. E não, não é sobre isso que quero falar. Sobre esse assunto o debate está aberto no blog dela, se quiserem passem por lá. O que me traz aqui é mesmo o facto de a Lina ter dito que esperava outra coisa de mim, "algo cheio de sarcasmo". Não me surpreende que ela tenha pensado isso, mas deixa-me a pensar. De facto, a imagem que passamos, muitas vezes, não corresponde ao que somos. É preciso olhar para as pessoas com o coração, mais do que com os olhos e os ouvidos. Outro exemplo disto é que, ainda agora, alguém aqui no emprego, ao tentar entrar noutro computador, acaba de descobrir que a pessoa anterior usava o nick "provokadora10". Lá está, quem vê caras nem sempre vê o que se passa no íntimo. Sem nos apercebermos, ganhamos defesas e posturas que ditam a nossa personalidade aos olhos dos outros mas que, no fundo, não retratam o que somos. Sim, o sarcasmo é uma arma poderosa. A ironia é o meu nome do meio e tudo isto pode resultar numa imagem algo agressiva, admito. Mas não, nada disso reflecte o que sou.

Idiota

Avisou-me agora o cérebro da família, pelo menos assim se acha, que cometi um erro no post em que falo do 1 de Dezembro. Que não é Restauração da República, mas da Independência. É coisinha que é suposto saber mas, que querem que diga, enganei-me. Espantoso é que, até agora, ainda ninguém tinha reclamado.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Continua a azia

Se o meu carro tivesse sido dado, não tinha que me estar a roer por não ir ao Vodafone Mexefest, ao concerto de Samshing Pumpkins e de certeza que já tinha bilhete assegurado para ver Radiohead. É assim a vidinha...

Bullying cibernético

Como se os tempos de escola se tivessem eternizado nesse grande pátio que é a Internet. Combinam-se festas exclusivas, marcam-se fotos animadas, promovem-se amizades plásticas e inventam-se vidas cheias e completas. Mas esquecem-se que tudo isto é público e, ao mesmo tempo, simula-se falta de tempo para quem não interessa, desmarcam-se saídas que não se quer fazer e afasta-se o patinho feio da turma com duas ou três desculpas esfarrapadas. Com a diferença de que, aqui, está tudo à mostra. Não deixa de ser bullying, é apenas mais flagrante.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Vou parar ao Inferno

Acabei de enganar um menino que veio fazer um peditório à minha porta. Espantado com a minha juventude, o rapaz deu-me 22 anos. Disse que estava quase lá, que tenho 23. Ele acreditou.

Quando eu nasci

O alfabeto só tinha 23 letras, as palavras usavam consoantes mudas, vivia-se no século XX e olhava-se com respeito para o longínquo ano 2000. Nas carteiras contavam-se escudos e centavos, lembram-se das moedas de 50 centavos? Ah, e celebrava-se a Restauração da República, a 1 de Dezembro. Era feriado nesse dia.

sexta-feira, novembro 25, 2011

quinta-feira, novembro 24, 2011

O Príncipe da Neblina

Há um efeito de Pavlov que se desencadeia sempre que vejo o nome Carlos Ruiz Záfon, ou desencadeava. Tudo por culpa de "A Sombra do Vento", que li em 2007, quando fui a Barcelona. Depois desse livro, que consta entre os meus favoritos de sempre, ansiei pela saga, com "O Jogo do Anjo". E fiquei desiludida. Aquilo que no primeiro era apenas um tempero, o ambiente sinistro e fantasmagórico, transformou-se no protagonista principal de uma história decalcada do livro anterior. Foi sem grande vontade que li "Marina", um das primeiras obras do autor, traduzida para português no final do ano passado. E percebi que não valia a pena insistir. A magia de "A Sombra do Vento" é irrepetível e, por muito que o autor me saiba embalar nas suas histórias, não justifica o tal efeito pavloviano. Ainda assim, depois de me oferecerem este "Príncipe da Neblina", foi com curiosidade que o devorei. Porque este livro marca a estreia do autor, porque é dirigido a um público juvenil e porque queria saber se me surpreenderia. As expectativas eram baixas e, por isso mesmo, gostei do que li. Sempre fui entusiasta do registo juvenil e, embora o tom sinistro esteja sempre presente, neste tipo de aventura, faz todo o sentido. Devora-se numa ou duas tardes, mas é um momento bem passado. Que não deixará grandes marcas, mas não desilude.

quarta-feira, novembro 23, 2011

Antes dos 1000 km

Não imaginam como me parece mal que haja quem tenha carros novos, como eu, mas que, para isso, não faça mais do que uma boquinha hipócrita e abanicar as pestanas com ar de carneiro mal morto. A injusta sempre existiu, dizem, mas há vezes em que dói mais.

terça-feira, novembro 22, 2011

domingo, novembro 20, 2011

A curiosidade matou o gato

A mania de saber sempre mais à frente não pode ser levada de ânimo leve numa colecção que demora 14 livros a chegar ao fim. Nesta ânsia de saber mais, que me faz ler as sinopses dos volumes que se seguem, com um autor sádico que mata as personagens favoritas dos leitores, já descobri mais do que queria. Damn it.

A Muralha de Gelo

Apesar de, a determinada altura, me ter cansado e deixado as aventuras dos Sartk e dos Lanister de lado, a verdade é que já não as consigo esquecer. Estou empenhada nesta luta, quero saber como se vai desenrolar e que transformações vão ocorrer nas grandes famílias até que tudo se volte a recompor. Isto é como uma série de televisão, um filme épico, uma vez envolvidos só descansamos quando chegarmos ao final. E aguentamos mesmo um ou outro momento menos interessante. Até porque, sabiamente, o livro fecha com tudo em aberto. Será uma questão de tempo até que me volte a embrenhar na sua trama. No segundo livro, o terceiro em português...

sexta-feira, novembro 18, 2011

Ah e tal, cultura geral

A mim, dá-me "uma branca" de cada vez que atiram com essas perguntas de saber feito. Ser inteligente não se mede pela capacidade de preencher requisitos definidos por alguém num determinado contexto de espaço e tempo. Haver quem acredite ferozmente nisso é que me deixa doente. E, nesse caso, com pouco para argumentar. É que a estupidez só se alimenta de si mesma.

quinta-feira, novembro 17, 2011

Se fosse um carro, estava bom para a sucata

Já passámos os 160 mil. Quem diria?

My guilty pleasure

Tenho perfeita noção de quão mau tudo isto pode ser, mas adoro a saga Twilight e toda a fantochada à volta dos filmes e dos actores. Contei os minutinhos para estar na antestreia do quarto filme, "Amanhecer - Parte 1", e vibrei com palermices próprias de adolescentes. Não tenho qualquer problema em admiti-lo mas também não faço disso uma bandeira. É algo que é meu e gosto que assim seja. Tanto gostei do filme como da crítica que li hoje de manhã na revista Tentações, da Sábado, que o arrasa com sarcasmo humorístico e cheio de mestria. Agora o que não consigo entender, e que também li nessa mesma crítica, é esta opinião generalizada de que o primeiro filme foi qualquer coisa de espectacular que saiu das mãos dessa grande realizadora que é a Catherine Hardwicke. Agora, que passaram quatro anos, todos dizem isto? Que coerentes. Quer dizer que basta esperar mais um pouco para que este, que estreia hoje, seja uma obra-prima. É isso?

terça-feira, novembro 15, 2011

Pumba, levas com o menir!

Que ideia genial esta da "Casa dos Segredos". De que cabeça é que isto saiu? Adoro.

Eu podia ter nascido no tempo dos reis e dos dragões

Sou pela nobreza de carácter, a honra e a frontalidade, e alinho na expiação da culpa sem medo de a encarar. Não sou do tempo em que a frontalidade é qualidade de gente "que não as mede" ou com falta de neurónios e onde a hipocrisia e cinismo andam de mãos dadas como monarcas a idoltrar. Não sou vassala destes dias de agora.

sexta-feira, novembro 11, 2011

Avançamos passos largos na marcha atrás

Ora se já tratámos de deixar a capital ao nível das cidades do terceiro mundo, sem transportes públicos que sirvam as populações, agora resolvemos o assunto de vez, deixando velhos e crianças rabugentas sem acesso aos mesmos. Anseio por ver o resultado disto daqui a uns cinco anos.

Com esta coisa dos feriados

Ainda se lembram de cortar também nos fins-de-semana. Que da coelheira não salte a ideia peregrina de que a manhã de sábado também é boa para trabalhar. Vá mas é roer cenouras!

quarta-feira, novembro 09, 2011

Good morning, I see the assassins have failed...

É preciso ser uma pessoa muito especial para perceber o humor negro. É preciso ser uma pessoa muito especial para entender as minhas piadas. São muito british, ok? Já percebi que não são acessíveis a qualquer um. O que é pena...

Os pesos e as medidas

Em grupos pequenos há pessoas que, ao abrirem a boca, serão sempre mal interpretadas. Umas vezes com mais razão do que outras, mas sempre com o preconceito a sobrepor-se à parcialidade. Porque quando não se quer, o outro nunca estará à altura.

Posso marcar as férias?

Então não é que o Estado português mantém um apartamento de luxo em Nova Iorque, mesmo em frente ao Central Park? Ao que me dizem, é ao lado do prédio onde mataram o John Lennon. Eu acho lindamente. Assim comàssim, em vez de ficar numa espelunca, quando lá for, posso usufruir dos nossos bens. Tenho de avisar alguém ou basta aparecer?

domingo, novembro 06, 2011

Pior era impossível

popota + aquela musiquinha que imita a lambada e tem lá mais qualquer coisa pelo meio que não consigo identificar. de ano para ano, superam-se.

sábado, novembro 05, 2011

50/50

Há filmes onde vemos pouco mais do que o retrato da nossa própria vida. Um pouco mais melodramático, com uma ou outra diferença a apontar, mas igual na essência. Foi por isso que demorei tantos dias a falar nele. É um filme difícil e leve, fácil de digerir mas que nos corta a respiração a bocados. É um filme divertido, positivo, como se quer. Emocionante, sobretudo pela lição de amizade que me fez recordar.


Obrigada a ti, que estiveste mesmo lá quando era preciso!

sexta-feira, outubro 28, 2011

Revoltas

E se, depois de um workshop de primeiros socorros, lhe disserem que está qualificado para ser enfermeiro? Há quem tenha lutado por uma profissão, trabalhado de graça durante meses para aprender um ofício e subido a pulso numa carreira que requer carteira profissional. E há quem almeje um título e veja o sonho concretizar-se, sem qualquer mérito. É este o País que temos.

quarta-feira, outubro 26, 2011

A Guerra dos Tronos

Como é que se classifica um livro que não acaba? Esta é a primeira metade do primeiro volume escrito por George R. R. Martin. Em Portugal, a editora Saída de Emergência achou que o autor não soube dividir a história e partiu-a em dois volumes. Lamentável, como já tinha dito aqui. À parte disso, embora perceba as comparações a "Senhor dos Anéis", a mim remete-me para o universo de "As Brumas de Avalon", de Marion Zimmer Bradley, numa perspectiva altamente masculinizada. Trata-se de um livro cinematográfico, construído como uma série de televisão, em que cada capítulo corresponde visualmente a um episódio pronto a ser captado por câmaras de filmar. Todas as técnicas de cinema são aplicadas a uma história que nos agarra pelos pormenores e descrições da personalidade de cada uma das personagens, com reviravoltas que nos deixam em suspense até ao novo capítulo. Sim, quero ler o próximo. Aliás, já comecei.

A angústia da morte anunciada

É diferente do impacto da morte inesperada. Esta aguarda-nos adormecidos, entorpecidos pelas convulsões de uma espera ingrata. Aparentemente, a dor não nos toca. Pura ilusão.

segunda-feira, outubro 24, 2011

São estas coisas que me lixam...

Ando aqui eu, e muitos de vocês, a fazer sacrifícios para comprar um carro e há por aí palhaços que os recebem de mão beijada. Só por isso mesmo, por serem palhaços. Que vergonha, para quem os oferece e para quem os recebe.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Última noite



Sabia que este dia ia chegar. Preparei-o e ensaiei todos os passos uma e outra vez. Despedi-me tantas vezes que é como se já não precisasse de o voltar a fazer, agora que se concretiza. À memória vem-me o dia em que subi as escadas, às seis e meia da manhã, descalça, com as sandálias nas mãos. A noite em que chorei durante horas, às escuras, sentada no chão. O dia em que fiz 30 anos, o que fiz 25 e aquele em que acordei com a música que iluminou o meu 29.º aniversário. O "Dream On Girl" da Rita Red Shoes a ecoar pela janela do quarto aberta, enquanto os raios de sol entravam sem pedir licença. Os encontros furtivos com-não-vou-dizer-quem à porta do prédio, com tantos e tantos beijinhos trocados no escurinho do parque onde nunca - mas mesmo nunca! - foi fácil encontrar lugar para deixar o carro. O dia em que cheguei a casa com o MEU primeiro carro. A manhã em que regressei do Rio de Janeiro, com a chuva fria de Fevereiro a fazer-me sorrir enquanto me enroscava na cama de uma cidade deprimida com o Inverno. O dia em que te levei lá a casa, me abraçaste e citaste Depeche Mode, para dizeres que tudo o que sempre quiseste estava nos teus braços. As más notícias que chegaram ao telemóvel. Terríveis. O dia em que sai de casa de manhã, sozinha, para ser operada ao apêndice e toda a aventura que se lhe seguiu. As conversas intermináveis com a almofada. A crença, a angústia, a alegria e o amor. Foram quase nove anos. Nove anos de independência, vazio, amizade, cor, dor e muita, muita vida. Nove anos que já passaram.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Mudei

Se dantes não deixava livros a meio por uma questão de honra, agora dou por mim a fazê-lo sem dó nem piedade. Escasseia-me o tempo para fretes, a bem dizer. Tudo começou há uns meses com "Viagens Contadas", da jornalista Maria João Ruela. Estava a lê-lo por motivos profissionais e, ao mesmo tempo, a obrigar-me a não reparar na óbvia dificuldade que uma pivot tem em usar as palavras num registo literário. Não que escreva mal, que não é o caso, trata-se antes da constatação natural de que, quem nunca escreveu para ser lido, dificilmente o fará bem à primeira tentativa. Enfim, como se tratava de uma questão de trabalho, bastou-me por o livro de lado, sem me martirizar por aí além. Embora o bichinho da vergonha da desistência tivesse ficado a moer-me o juízo, admito. Adiante, que a história tem mais que se lhe diga. Curiosamente, também com uma jornalista portuguesa. Desta vez foi a Alexandra Lucas Coelho que me obrigou a largar o tão aclamado "Caderno Afegão" em parte incerta. Minto, sei perfeitamente onde está - na minha mesa de cabeceira - mas faço por ignorá-lo. Os fãs que me perdoem e a Alexandra Lucas Coelho também mas, para mim, aquilo não é escrever. Corrijo, para mim, aquilo não é contar uma história. Não que o tema não seja interessante, que é, ou que não tivesse curiosidade em saber até onde aquelas reportagens - era isso que estavas lá a fazer, não era? - iriam levar, mas cansei-me. O registo telegráfico não me convence mas, lá está, percebo quem goste. Não me incluo no grupo e, por isso, fechei o "Caderno" a meio. Um que ficou pelas primeiras dez páginas, e o último destes meses, é ainda mais surpreendente. Desta vez foi a "Bica Escaldada", de Alice Vieira, que me caiu mal. Nada contra a escritora, que escreve como ninguém, embora eu ainda tenha muito que explorar da sua obra. O amargo de boca veio-me do facto de este livro ser uma compilação de crónicas da vida quotidiana, que foram publicadas em dois jornais e duas revistas da nossa imprensa. Descobri que não consigo compactuar com esta coisa de se pagar a peso de ouro a alguns jornalistas para escreverem mil caracteres de banalidades. Sei que, neste saco, estou a meter um ou outro merecedores desta distinção e, provavelmente, Alice Vieira será uma dessas honrosas excepções mas, que querem? Não consigo alinhar nisto. Curiosamente, descubro que existe um padrão nos três livros que não cheguei a terminar.

Passos de Coelho

Ou as Passas do Algarve?

É o fim do mundo em cuecas...

Sussurram-me aos ouvidos que o Primeiro-Ministro traz novidades arrasadoras. Ainda bem que está marcada uma manifestação para Sábado, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Depois não digam que não avisei.

Pequeno impasse

Quando sabemos que algo vai mudar mas ainda não está a acontecer no momento, vivemos uma realidade que já é passado e, sem querer, criamos a ilusão, nesses dias, de a conseguir agarrar para sempre. Não é verdade. Quando olharmos para trás, também estes dias, em que a mudança já existia, mas não estava consumada, não serão palpáveis, como todos os outros que ficam para trás. Também estes dias, agora tão sólidos, se irão diluir nas memórias do passado. E, neste pequeno impasse, é difícil acreditar que seja possível. Embora já o tenha vivido mais vezes.

Isto é outra dimensão

Ora vamos lá a ver se nos entendemos. Eu não gosto de filmes 3D, não curto, mas parece que, agora, estúdio que se preze orgulha-se de apresentar as mais recentes películas filmadas na última tecnologia. Uma massagem ao ego de alguém, experiências para chegar a algo melhor, o que for, a mim não me convence. Faz-me doer a cabeça, os óculos causam-me desconforto, lembro-me sempre das notícias que dizem que houve alguém que teve um ataque epiléptico depois de ter assistido a um filme destes de três horas e, nem por isso, acho que acrescente grande coisa à história. Pelo menos, até ao último filme de "Harry Potter" era assim que pensava. Tanto que, depois da estreia em 3D - onde só as cenas de luta e batalha beneficiam da tecnologia - voltei à sala para assistir ao filme em apenas duas dimensões por me terem escapado imenso pormenores, sobretudo em relação à expressão facial das personagens e a todas as cenas mais intimistas. Mas isto era antes. É isso mesmo. Era antes de assistir aos "Três Mosqueteiros", de Paul W. S. Anderson. Senhores, isto vale a pena e até nos faz esquecer uma ou outra tontura que o rodopianço das câmaras causa, naquela ânsia de mostrar todo o esplendor do 3D. Pois que eu estava convencida que o Orlando Bloom me faria esquecer o 3D em três tempos mas, oh, como estava enganada. Quem se lembra do Orlando Bloom quando tem pela frente um Matthew Macfadyen -quem? - a roubar a cena na pele de um Athos? Ah pois, que a mosquinha morta de "Orgulho e Preconceito", o prior Philip de "Pilares da Terra", me deixou a bater palminhas às três dimensões. Ele e, tivera eu a idade certa para este público, o queridíssimo Logan Lerman, que faz um D'Artagnan cheio de pinta. Com elencos assim, nem me lembro dos óculos.

Já lá vão o quê, 13 anos?

E ainda há placas a indicar caminhos para a Expo'98. Se chegar lá, ao Parque das Nações, que é assim que se chama a zona já há uns anos - senhores que deviam tomar conta destas coisas mas que, com certeza, têm mais que fazer -, onde é que eu ia? Ah, sim! Se para chegar ainda se consegue porque basta seguir em direcção ao rio, sair já não é para qualquer um. É para quem sabe ler nas entrelinhas dos arquitectos que resolveram embelezar as estradas com inúmeras faixas, sem qualquer indicação para onde vão ou não. Basicamente é andar em frente e rezar, rezar para não ter que dar a volta à cidade mesmo que a ideia inicial seja só chegar ao bairro vizinho. Já tratavam disto, não? Ou têm tido muito que fazer nestes anos todos?

sábado, outubro 08, 2011

Lolita, de Vladimir Nabokov

Perante o horror da violação de uma criança emerge a beleza de uma escrita inebriante que nos transporta para uma realidade que vai para além do moralmente aceitável. Altamente condenável, o relato de Humbert baralha-nos as convenções e nunca nos deixa contra ele. Um escritor que consegue esta proeza tem toda a minha admiração. E sim, continuo acérrima na postura contra a pedofilia. Mas, talvez por isso, não consiga deixar de me surpreender com a magia deste livro.

sexta-feira, outubro 07, 2011

ModaLisboa

Por favor, não se desunhem a ver quem é que diz a coisa mais espectacular e nunca antes imaginada sobre os trapinhos, os desfiles e o ambiente absolutamente exclusivo [not!] do evento.

quinta-feira, outubro 06, 2011

Borboletas na barriga

A sensação de que se fecha um ciclo, curiosamente de 7 anos -um dos meus números favoritos -, e se começa outro novo, com toda a ansiedade e angústia que novos passos nos dão.

"Come on guys, it's so obvious!"

Foi assim que Kristen Stewart confirmou o namoro com Robert Pattinson. Durante quase três anos, negaram as evidências até à morte. Para quê?

segunda-feira, outubro 03, 2011

Sabem aqueles dias em que vamos fazer alguma por nós?

Hoje foi o dia. Depois, fui comer um muffin de chocolate com uma bola de gelado de baunilha e arranjar as mãos para comemorar.

domingo, outubro 02, 2011

Sugestões, please

Se fossem agora comprar um carro, utilitário e acessível, que modelo escolhiam?

Se eu escrevesse tudo o que sinto...

Teria que falar em frustração e beco sem saída. Teria que contra balançar com segundas oportunidades e saber dar a volta às situações mais adversas. Teria que valorizar tudo o que os meus pais me ensinaram e a capacidade de não me deixar ir abaixo, por mais que pareça que sim. Teria que evidenciar esta força que me move, mesmo quando nada me anima. Teria que explicar que já venci batalhas que me dão coragem para seguir em frente. Teria que dizer que me sinto uma menina desamparada, a quem roubaram a boneca e destruíram o sonho de fadas. Teria que dar voz a quem, sem saber, me ajuda a preencher o vazio.

Se eu escrevesse tudo o que sinto...

Teria que dizer que estou triste, mas também feliz.

Quando tudo está mal...

Alguma coisa tem que mudar.

sábado, outubro 01, 2011

sexta-feira, setembro 30, 2011

Fui ver fotos de 2006

Não sabia que o mundo podia mudar tanto em tão pouco tempo. E sempre da maneira que menos esperamos...

quinta-feira, setembro 29, 2011

Sem ti, este blogue não existia

Este sábado sobe ao altar um homem de coração puro e sorriso de menino. E isso deixa-me feliz, por ti.

quarta-feira, setembro 28, 2011

Giro, giro!

É chegar a casa e ter uma mensagem da minha mãe, que já devia estar a dormir, a comparar o meu pai ao George Clooney. "Mas o pai tem os olhos mais bonitos", salienta. E se é a minha mãe que diz, eu acredito.

terça-feira, setembro 27, 2011

Joey King

Esta menina pequenina com cara de adulta consegue roubar a cena nos minutos finais do filme "Crazy, Stupid, Love". Surpreendente.

Ah sim, depois do trailer, adorei o filme.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Eu não queria!

Acabei de ver o segundo trailer de "Breaking Dawn" na televisão. É suficiente para tirar a piada ao filme...

sábado, setembro 24, 2011

Tu queres ver!

À pala da Apple andar a brincar com os potenciais compradores de iPhones, não enviando mais aparelhos para as operadoras até ao lançamento modelo novo, ainda alinho na nova geração Android.

quinta-feira, setembro 22, 2011

Tenho medo do escuro

Mas ando tão cansada que nem tenho tempo para pensar nisso quando caio na cama. Mesmo com a casa vazia.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Alguém me explica o que é isto?

Está na moda, é uma super tendência de quem se diz fashion, impossível de ignorar. Diz-se que a cantora Lykke Li é a culpada desta imagem que agora se repete um pouco por todo o lado, sobretudo em miúdas giras comó raio, que usam calções curtinhos e t-shirts largas, com sandálias rasas e muito estilo. É um totó, com nome técnico de "french bun", e quanto mais despenteado ficar, melhor. Eu mantenho a minha: o que é isto?

Pára tudo!!

Então este ano ninguém diz que o Outono começa a 21 de Setembro? Não posso!

Este ano já li 19 livros

E, se conseguisse ter tempo, com esses dois que estão aí ao lado ficava mais próxima de concretizar o meu segundo objectivo para 2011. A intenção é ler, em média, dois livros por mês, mas falta-me tempo. E sofro de angústia ao vê-los na mesa de cabeceira, a chamar por mim. Pior ainda, é quando passo pelas livrarias e me apetece levar todos os que lá estão para casa. Se isto não é doença, não sei o que será, mas custa-me saber que há tanto por conhecer nessas páginas e não lhes dar espaço...

É o trabalho que me faz chegar tarde...

-Hoje veio mais cedo!
-Hoje fui para a borga...