Pobre menina rica.
quinta-feira, abril 07, 2011
terça-feira, abril 05, 2011
Este dia será sempre de 1994*
E terá sempre esta imagem de fundo. Eu terei sempre 15 anos e estarei sentada naquele banco da escola, aquele que fica virado para a porta principal, o único que fica em frente, do lado esquerdo de quem entra. Serão sempre quatro da tarde e estarei a falar com a C. e a M.J. sobre o suicídio do homem mais bonito do mundo, do vocalista que usa um casaco igual ao meu, do melhor músico de sempre que se matou por causa da p*** da Courtney Love e que, por causa disso, passa a ser mais um ícone a matar-se com 27 anos e deixa uma filha pequenina que, coitada, não tem culpa da mãe que tem. Vai sofrer tanto nas mãos daquela p***. Um dia que marca a passagem da adolescência estúpida para o início desta construção absurda a que chamamos pessoa adulta. Um dia tão próximo de duas mortes traumáticas que me fizeram, pela primeira, confrontar com o ridículo que é este caminho que andamos aqui a percorrer. Um dia que se prolonga por meses e, até, anos, em que me sinto, pela primeira vez, amparada por amigas de verdade, pessoas que me fazem sentir bem comigo própria, já sem ter de me "apagar" ao lado da turma que me perseguiu desde o primeiro ano da escola primária. Um dia triste, que marca uma viragem na minha vida. Uma viragem positiva. Um dia que "smells like teen spirit", ou não fosse esta a banda sonora de alguns dos melhores anos da minha vida.
*e de 2006, o outro ano que mudou a minha vida!
Impossibilidades
Não se pode pedir a uma galinha que compreenda o prazer de voar. As penas das suas asas são meros ornamentos, nunca as elevarão um centímentro que seja do solo.
sexta-feira, abril 01, 2011
O homem perfeito existe!
"Life is not black and white, but there is one thing I never understood: why people cheat…My parents met when my mom was 17 and my father 25, they are still together and seem very happy. I grew up believing that you can be together all of your life"
Robert Pattinson
Robert Pattinson
quinta-feira, março 31, 2011
Estamos em crise ou quê?
No espaço desta meia hora já ouvi vários desabafos com a palavra férias, abstenção e praia por causa da data das eleições. Quando é que crescem e ganham responsabilidade? Cambada de meninos!
terça-feira, março 29, 2011
Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, março 28, 2011
quarta-feira, março 23, 2011
segunda-feira, março 21, 2011
Parece um sketch de humor
Para governar neste momento é preciso mais do um partido, é preciso união. Mas não já, como me estão a pedir. Primeiro deixem-me chegar lá acima. Depois sejamos todos unidos, para salvar o país. Mas só quando eu estiver lá em cima, sim.
Resumidamente, foi isto que o Passos de Coelho acabou de dizer.
Família feliz
Numa aparição rara, Brangelina e o sixpack em New Orleans, ontem. Só é pena estarem loirinhos para um lado, morenos para o outro...
sexta-feira, março 18, 2011
Watch me burn...
Quem é que, no seu perfeito juízo, decide fazer mais de 100 quilómetros à hora do maior calor - adoro esta expressão! - sem uma garrafinha de água que seja. Não sabia que a febre também queimava neurónios...
quinta-feira, março 17, 2011
Febre
Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Dor. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Tosse. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Arrepios. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Frio. Não consigo dormir, não consigo estar deitada. Não consigo estar de pé, não consigo estar sentada. Calor.
sábado, março 12, 2011
Retrato de uma geração #5
Durante anos tive um palco privilegiado para todas as manifestações na Avenida da Liberdade. Nunca nenhuma chegou sequer aos calcanhares desta. Tem de significar alguma coisa.
Retrato de uma geração #4
Qualquer semelhança entre uma manifestação e um botellón é pura má língua...
Retrato de uma geração #4
Nunca chega antes da hora. Duas horas e meia depois também conta e é bem-vindo. Quem diz que não faz mossa?
Retrato de uma geração #3
A geração à rasca também se chama Miguel Faisca - assim mesmo sem acento (!) - e trabalha para lá do expediente porque não sabe o lugar das letras no teclado nem tem competência para o emprego que exerce. E sim, isto é um caso real.
Retrato de uma geração #2
Está tão bom que tive de partilhar. O momento que vivemos é isto. A mentira dos ricos enlevada no desespero dos pobres chega a ser poética.
Retrato de uma geração #1
Vanita, 32 anos, 10 de experiência profissional especializada, menos de 1000/mês.
O prazer de não estar na vanguarda
Voltei ao meu telemóvel antigo* por uns tempos e está a saber-me tão bem.
*A última vez que usei foi em outubro
sexta-feira, março 11, 2011
Balanço
No ano passado, num ímpeto de fúria, fechei este blogue por cerca de dois meses. Perdi uma média de 1500 a 2000 leitores mensais. E gosto tão mais deste espaço agora. Não por ter menos leitores, entenda-se. Mas não se pode ter tudo.
quinta-feira, março 10, 2011
Eu não me rendo
Estou badocha, estou. Peso mais agora do que nos tempos maus da adolescência, quase. Não convivo bem com a imagem que o espelho devolve, não. Nem por isso cruzo os braços. Há um mês que me inscrevi num ginásio e, embora seja difícil conciliar com o trabalho e demore a ver resultados, estou a esforçar-me e a dar no duro para abater os quilos a mais e tentar tonificar o passador de arroz em que as minhas pernas se tornaram. Pode dar luta, caraças, mas hei-de conseguir.
quarta-feira, março 09, 2011
Filha de nenhures
terça-feira, março 08, 2011
segunda-feira, março 07, 2011
O amor naqueles tempos
Ditou o acaso que tivesse lido "O Amor nos Tempos de Cólera" logo depois de "Travessuras da Menina Má". Não fosse assim, e não teria estabelecido o paralelo que, de tão óbvio, se torna quase impossível ignorar. Mais tarde ou mais cedo tropeçamos na coincidência da linha comum que nos leva a seguir a vida de dois homens apaixonados pela mulher que um dia lhes roubou o chão dos pés quando ainda eram meninos. Talvez se deva a este acaso, de ter lido um livro logo depois do outro, a minha opinião, não discordo. Entre um homem que vive o amor obcecado, doentio, sem respeito pelas mulheres com que se vai cruzando ao longo de toda a vida, e aquele que tenta, a cada desaire, reencontrar e reinventar-se, sem se esquecer do tempo em que vive, prefiro o último. Neste campeonato, Vargas Llosa ganha a Gárcia Márquez.
domingo, março 06, 2011
Dá-lhe Falâncio!
Ontem, quando espreitei o Festival da Canção, os Homens da Luta estavam em décimo lugar e lamentei que os portugueses, com anos e anos de humilhação na Eurovisão, se continuem a levar tão a sério na hora de escolher um representante, quando tinham ali uma hipótese de fazer um manguito com toda a categoria. Hoje surpreendi-me com a vitória do Jel e do Falâncio e dou o braço a torcer. Afinal, parece que há mais quem pense como eu. Lindo, lindo era que agora os Homens da Luta fizessem o que cantores a sério não conseguiram, em mais de 50 anos. De qualquer forma, já é uma vitória e quero ver como é que a "Europa" reage à ousadia dos brandos de costumes.
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Isto é como tudo, tem de ser doseado
Tal como as empresas começam agora a perceber que estar nas redes sociais não é sinónimo de entupir os canais com notícias e postagens e que é preciso coerência, pertinência e capacidade de se distinguir no mar de informação que existe, também o resto do mundo precisa de aprender a tirar partido desta nova forma de estar. É verdade que os diretos chamam à interação dos telespectadores através das redes sociais e tirar partido disso é uma boa aposta. Mas não nos distraiam. Não se distraiam. Se ao princípio achei piada à presença de James Franco e Anne Hathaway no Twitter ao mesmo tempo que apresentavam os Óscares, rapidamente percebi que, tal como eu, não estavam em lado nenhum, estando ao mesmo lado todo o tempo, mais ele do que ela. Em última análise, refletiu-se na falta de ritmo da gala. Se há uma lição a tirar disto: é manter o foco no que é importante. Aqui era a gala dos Óscares.
Agridoce
Amo o Colin Firth de paixão há muito, muito tempo. Acho justíssimo que seja distinguido pela Academia, há muito que o merecia. O papel em "Discurso do Rei" revela o enormíssimo actor em que se transformou, num exercício de representação que facilmente poderia cair no ridículo. Ainda assim, preferia que tivesse sido o Javier Bardem a levar a estátua para casa porque, em "Biutiful", leva o filme às costas. Colin Firth diverte-se com um desafio extraordinário.
O momento
Ver a Natalie Portman ser coroada pelo papel da sua carreira enquanto se prepara para o papel da sua vida. Lindo.
Grande bocejo
Se tiveram de deixar a cerimónia a meio porque hoje é dia de trabalho, não estejam tristes. Não há um momento a realçar. Toda a noite foi de adormecer. Quer dizer, ainda faltam entregar três prémios mas duvido que a coisa se torne agora mais entusiasmante. É pena.
The F word
Os puristas estão chocados. Melissa Leo disse Fuck depois de ganhar o Óscar. Coitada, já teve de pedir desculpa.
Fenómenos
Depois dos que imitam os jogadores de futebol no status do facebook, na terceira pessoa, seguem-se os bloggers que falam dos actores e atrizes dos Óscares na primeira pessoa. Crises de identidade.
domingo, fevereiro 27, 2011
Até agora nunca ninguém tinha comido cereais ao domingo de manhã...!
Há modas que são rídiculas. Esta do brunch, que dá o mote para uma "notícia" na SIC, é uma delas. Para além de ser fashion, o brunch não passa disso mesmo. Ninguém faz um brunch em casa. Brunch que é brunch implica um ritual que inclui um restaurante da moda. Implica ver e ser visto. Implica uma postura que se paga. Porque ovos mexidos com café, cereais, iogurte e fruta é coisa que nunca ninguém comeu em casa em dias de preguiça. É um comportamento moderno que tem de ser mostrado. E sim, é uma ideia gira. Mas é marketing.
Em dia de Óscares...
Aqui ficam os grandes vencedores dos Razzies da noite passada:
- "The Last Airbend" arrecada mais estatuetas, incluindo uma para o giraço do Jackson Rathbone, que tem o azar de também fazer parte do elenco do filme mais nomeado para os prémios que ninguém quer: "Twilight - Eclipse". Curiosamente, a saga dos vampiros sai ilesa!
- "The Sex & the City 2" foi o segundo filme mais chamado ao palco, com destaque para as protagonistas: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon e Kristen Davis.
- Ashton Kutcher foi distinguido pelo [mau] desempenho em dois filmes: "Killers" e "Valentine's Day".
- Jessica Alba não convence em "Machete".
sábado, fevereiro 26, 2011
Decisões, decisões
Como é que sabemos que é altura certa de dar determinado passo? Ou que esse é o passo a dar? Sempre pesei prós e contras na balança antes de tomar qualquer decisão, mas não há fórmulas que nos indiquem qual o caminho certo. Para uma pessoa indecisa como eu, só mesmo a exclusão de partes dá o alento necessário para assumir uma escolha. É quase como se, ponderadas todas as alternativas, aquela fosse a única decisão correcta porque, perante todas as outras, é a que oferece melhor relação de permissas, sejam elas quais forem. O problema surge quando as opções são mais vastas, quando dependem de outras opções que serão determinantes para definir a melhor. Antes de saber qual a escolha certa, é preciso definir o que se quer. E como é que isso se faz? Como é que temos coragem de nos comprometermos com uma escolha tão determinante assim? Às vezes acho que era tão mais fácil se não houvesse escolha...
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Dias levados da breca
Começou logo pela meia-noite. Saída de um serviço, a acusar o cansaço de muitos meses, andei uma hora à procura de lugar para o carro. Noutras situações continuaria a fazê-lo mas desta vez cedi. Estreei-me no "hotel para carros", que é como quem diz, paguei a uma oficina para o deixar lá durante umas horas. Bem-disposta, animada com o sol fui para o trabalho. É quando percebo que o gravador onde tinha todo o trabalho da noite deu erro. Caput. Ter ido ao serviço ou ter ficado em casa, teria sido igual. Perdi tudo, tive de arranjar forma de solucionar a situação. Não me perguntem como, nem eu sei bem. Quando pensava que o pior tinha passado, já calmamente a jantar com um grupo de amigas percebo que uma delas só pode chegar mais tarde porque está no serviço que eu tenho agendado... para o dia seguinte! Deixo o prato a meio - literalmente -, apanho um táxi, consigo chegar a tempo mas o objecto de trabalho fugiu antes de falar com quem quer que seja. Foi em vão que deixei a picanha a meio mas provei que estou lá quando é preciso ou quando alguém mete àgua. Consegui voltar para as minhas amigas. Mas já passava da meia-noite.
Não me sai da cabeça
E só por isso já conquistou um lugar no meu top de favoritos. Boa estreia, para quem nunca tinha lido nada deste senhor.
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Mesa dos sonhos
Ao lado do homem vou crescendo
Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente
Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas
Ao lado do homem vou crescendo
E defendo-me da morte povoando
de novos sonhos a vida.
Do grande, Alexandre O'Neill
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Chafurdice
Escrever um livro sobre os anos em que foi violentada e maltratada não é, de forma alguma, uma expiação. Não me convencem disso. E quem quer que esteja a aconselhar Natascha Kampusch do contrário, está a fazer mal. Da mesma forma que, publicar fotos do momento em que o avó matou o pai da neta, seguindo de divulgação amplamente publicitada do mesmo vídeo também não é notícia. Chama-se chafurdar na merda, desculpem-me os mais susceptíveis. Não sei bem onde pretendem chegar. Mas também não me interessa.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Do cansaço
Lembro-me que no Natal de 2009 tirei uma semana de férias. Dividida entre o calor da lareira, os filmes da televisão e os doces da época, ganhei energia para regressar ao trabalho. Lembro-me que há um ano estive de baixa, depois de ter sido operada. Só quem nunca esteve de baixa, depois de uma operação, é que pode achar que estes dias são de férias. Ainda assim, foram dias de cama, a recuperar ânimo para voltar à labuta.
Lembro-me que devia ter entrado de férias quando o local onde trabalhava se eclipsou. Sumiu-se e, em vez de me deixar com tempo indeterminado para gozar pela frente, fez-me entrar numa corrida desenfreada para recuperar a posição perdida: a de empregada. Consegui.
Lembro-me que colei fins-de-semana a semanas e folgas ao trabalho. Dei mais que o litro. Passei o verão sozinha numa cidade vazia, no trajecto casa-trabalho-casa. Com a rentrée alinhei lado-a-lado com os que estavam fresquinhos das férias. Prescindi de folgas, de fins-de-semana e estive presente. O esforço pedido para a época caótica do Natal - ainda se lembram do anterior? - e passagem-de-ano não ficou sem resposta. Depois foi necessário aguentar porque o início de ano é difícil. E agora perguntam-me porque estou a rebentar. Não me lembro.
Lembro-me que devia ter entrado de férias quando o local onde trabalhava se eclipsou. Sumiu-se e, em vez de me deixar com tempo indeterminado para gozar pela frente, fez-me entrar numa corrida desenfreada para recuperar a posição perdida: a de empregada. Consegui.
Lembro-me que colei fins-de-semana a semanas e folgas ao trabalho. Dei mais que o litro. Passei o verão sozinha numa cidade vazia, no trajecto casa-trabalho-casa. Com a rentrée alinhei lado-a-lado com os que estavam fresquinhos das férias. Prescindi de folgas, de fins-de-semana e estive presente. O esforço pedido para a época caótica do Natal - ainda se lembram do anterior? - e passagem-de-ano não ficou sem resposta. Depois foi necessário aguentar porque o início de ano é difícil. E agora perguntam-me porque estou a rebentar. Não me lembro.
sábado, fevereiro 19, 2011
Nem ouvi mais nada...
José Sócrates acabou de dizer na televisão:
"Aquilo que é dito hoje na imprensa é verdade". Não fiquei em condições de ouvir o resto.
"Aquilo que é dito hoje na imprensa é verdade". Não fiquei em condições de ouvir o resto.
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Pronto, já tenho um post com a Natalie Portman!
Com algum atraso em relação à blogoesfera, acabei de assistir ao "Cisne Negro". E o que dizer? Pois, parece que faço parte do grupo que sai da sala sem saber se gosta ou não do filme mas, lamento dizer, pende mais para o lado negativo, embora não desgoste. Estas indecisões são naturais numa Balança, não se assustem. Gostei da interpretação da pequena Natalie Portman - como não? - e estive particularmente atenta ao desempenho do pai da criança, sobretudo no momento que ela destacou durante a entrega do Golden Globe. Ainda assim, fica a sensação de que falta um qualquer ingrediente. Se salgado ou picante, ainda não decidi, mas predomina uma ausência. Só ainda não percebi se é mesmo esse o objetivo.
PS - Lembram-se de quando a Pipoca, a mais doce neste caso, se queixava da cara das funcionárias sempre que pedia bilhete para uma pessoa apenas? Hoje lembrei-me desses comentários no momento certo e, reparei, não fui contemplada com nenhum desses esgares. Aliás, feito o exercício, percebo que nunca senti esse tipo de exclusão...
PS - Lembram-se de quando a Pipoca, a mais doce neste caso, se queixava da cara das funcionárias sempre que pedia bilhete para uma pessoa apenas? Hoje lembrei-me desses comentários no momento certo e, reparei, não fui contemplada com nenhum desses esgares. Aliás, feito o exercício, percebo que nunca senti esse tipo de exclusão...
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Um bombom
Ler este relato depois de assistir ao documentário "José e Pilar" fez-me sentir como se estivesse sentada ao lado de José Saramago que, lentamente, de acordo com a vontade, o passar do tempo e a memória, me ia contando uma história. Tal como se conta uma história, com divagações, com apontamentos, por vezes até sem nexo.
Esta é de valor reconhecido
Acabei de ler a palavra puta, escrita pelas mãos de Saramago. Soa a nobre.
domingo, fevereiro 13, 2011
O ovo ou a Gagalinha?
Estava agora a ver o vídeo da Lady Gaga a chegar aos Grammys, no Facebook. Ao mesmo tempo, três pessoas comentaram a forma como ela escolheu chamar a atenção desta vez. Três pessoas, em Portugal, através do Facebook, manifestaram-se em relação à chegada da Lady Gaga à red carpet. Ela ainda não saiu sequer do ovo, ainda não deu o espectáculo previsto. Chegou lá apenas e já toda a gente sabe o que vai fazer, mais do que isso, já chovem opiniões. Acabou-se o efeito supresa como o concebemos. Serve de teaser, mas também nos mostra que já nada pode ser feito como antes. Porque tudo corre à velocidade da luz. A gala, só começa daqui a uma hora...
sábado, fevereiro 12, 2011
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Se alguma vez existir um dia dos namorados
Esse dia, para mim, é hoje. E a pessoa que fazia anos já cá não está para os comemorar...
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Também há surpresas
Do nada, a pessoa mais improvável do mundo reconheceu que, em tempos, foi injusta comigo e pediu-me desculpa. Assim, cordialmente, no meio de uma conversa a que este pormenor não fez perder o ritmo.
terça-feira, fevereiro 08, 2011
O cinismo, essa arte por dominar
domingo, fevereiro 06, 2011
A nomeação cai-lhe tão bem...
De Melhor Ator, especifico. Já agora, sabem porque é que o filme se chama Biutiful? Porque é estrangeiro e e eles não sabem falar inglés. Piadinha parva, eu sei...
sábado, fevereiro 05, 2011
Prodígio
Com uma voz pequenina e meiga, um menino escondido atrás de um hamburguer e batatas fritas pergunta à mãe: "um u ao pé de um q não se lê?"
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
A dúvida mantém-se
Onde raio reside a felicidade? Na ternura de um amor sereno, mais maduro. Na brutalidade de um mundo que se vira do avesso e rouba o chão dos pés. Na alegria controlada de estrear uma nova fase da vida. Na convicção de uma aposta profissional que não completa. Em que momento nos encontramos?
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Coisas que me irritam*
Pessoas que vêm ao meu computador explicar qualquer coisa e, para isso, precisam de desarrumar tudo e por à maneira delas. Também olho com ternura para os menos sabedores que precisam de fechar janela a janela para chegar ao desktop - não conhecem o atalho - e pelo meio comentam o que vêem e diminuem. Ai, os nervos!
* também me apeteceu usar este título ;)
Hoje já aprendi uma coisa nova
Aquilo de confundir a esquerda com a direita, no matter what, tem um nome. Chama-se ambilevidade, li no blog da Mulher Certa. E sim, sofro deste mal, desde sempre.
Revolução dos cliques
Somos insatisfeitos, contestatários, inconformados e não nos calamos. Damos voz aos nossos direitos, fazemos valer a nossa luta e barafustamos. Ninguém nos cala. É ver o registo acalorado, quase em fúria, dia após dia, a subir de tom. Chega a temer-se uma revolução como a que nos deu a democracia, em 1974. Melhor, porque estamos mais informados, sabemos o que queremos e não nos deixamos levar por um os dois argumentos mal esgrimidos. Movemo-nos em ondas de provocação de fazer medo a quem se atreva a fazer-nos frente. Somos disciplinados como um exército de alta patente. Tudo tem lugar. As causas pessoais, religiosas, profissionais e até dos animais. Temos opiniões convictas e damos a cara por elas. Em segundos, que não duram mais que o tempo de um clique. Segundos que perduram por um dia, dois no máximo, porque são segundos elevados ao número de amigos que se solidariza com o gesto. Naquele segundo. Um segundo perigoso que pode desencadear uma revolução, atenção. Não se desse o caso de, logo a seguir, cair uma música que era mesmo o que estava a ouvir mas não terminei porque entretanto saiu um estudo que fala dos homens infiéis e as mulheres sem celulite e, pelo meio, tive de partilhar a nova confirmação para os festivais de verão. É que nisto, já se sabe, quem chega primeiro é rei. É preciso marcar uma posição, com convicção. Essa mesma, que me faz lembrar qualquer coisa do início do texto. Já não sei bem o que era mas, entretanto faz-se tarde, amanhã é dia de trabalho. Seja o que for, não ficará esquecido. Tenho a certeza. Vamos longe com isto da revolução da informação, ainda não tinham percebido?
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Não pode haver desgosto...
Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde Amor um mal, que mata e não se vê;
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê.
Luís de Camões
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Não me canso
Há anos que sei as falas de cor. Nem por isso deixo de me emocionar. Conseguem perceber de que filme falo?
- "Man, what are you doing with a gun in space?"
- "Have you ever heard of Evel Knievel? I never saw Star Wars"
- "Houston, you have a problem. You see, I promised my little girl that I'd be comin' home. Now I don't know what you people are doing down there, but we've got a hole to dig up here!"
- "Miss Stamper? Colonel Willie Sharp, United States Airforce, ma'am. Requesting permission to shake the hand of the daughter of the bravest man I've ever met"
- "God, I hate knowing everything"
- "You have not told them yet. That is my father up there!"
- "AJ, I got just five words for you: Damn glad to see you boy! That's six words"
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Vamos pegar o boi pelos cornos!
Digam-me lá, quais são os melhores tratamentos para eliminar a celulite e em que clínicas se fazem?
Genial
Ou muito me engano, ou Saramago usa a viagem do elefante para revisitar obras suas. E eu cheguei agora ao ensaio sobre a cegueira e reencontrei o cão das lágrimas. Pela mão de um escritor que não tem pudor de rir de si mesmo. Ainda faltam muito anos até que se consiga entender Saramago na sua amplitude. Único.
terça-feira, janeiro 25, 2011
domingo, janeiro 23, 2011
Andava eu na escola primária...
Quando Cavaco Silva foi eleito como Primeiro-Ministro. Também nessa altura, usava o chavão da aposta na juventude, na geração a quem queria entregar o futuro do país. Mais de 20 anos depois, reeleito como Presidente da República, continua com o mesmo discurso. Só que, pelo meio, há uma geração que cresceu e se tornou adulta, essa mesma, em quem o então Primeiro-Ministro queria apostar. Uma geração que anda à deriva, entre recibos verdes, a casa dos pais e os centros de emprego. Uma geração hipotecada, sem rumo certo e pouca esperança no futuro imediato. Se serviu de lição? A resposta está aí, algures entre os números da abstenção e a reeleição do principal responsável pelo estado a que o país chegou.
Está-se melhor em casa, não é?
Os números da abstenção envergonham-me a cada eleição. Nestas alturas tenho ganas de ditadora porque, infelizmente, há quem não compreenda o privilégio de se poder votar. Lamentável.
sexta-feira, janeiro 21, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Não mudo uma vírgula
Encontrei este texto num comentário a uma notícia do i. É assinado por Cláudio Peres. Está aqui tudo.
Não sou o autor, mas acho importante para refletir: Toda a gente tem sonhos. E segredos. E pecados. Quem não sonha está morto; quem não se resguarda é tonto; quem não peca é santo. Sonhos, segredos e pecados não são crime. O problema está na fronteira que determina as respectivas definições. E, mais importante, na maturidade e no bom-senso necessários para suportar cada um deles. Como em tudo na vida, de vez em quando é preciso colocar o pé no travão.Renato Seabra, 21 anos, finalista de Ciências do Desporto, em Coimbra, tinha um sonho: ser manequim, provavelmente internacional. Ambição legítima. Candidatou-se a um concurso televisivo, que a televisão parece ser o único veículo reconhecido como eficaz pela geração à qual pertence. Ficou em segundo lugar. A família há-de ter ficado feliz. Os amigos também. Ninguém questionou. Ninguém accionou o travão. Neste tempo, nada parece satisfazer mais as pessoas do que exibir o seu talento, seja ele qual for, na televisão - e a televisão dá para tudo: para cantar, dançar, representar, cozinhar, emagrecer ou só para simular o quotidiano dentro de uma jaula. Vale tudo. Daqui a cem ou duzentos anos, há-de falar-se deste tempo como um tempo muito sinistro.Mas nem a televisão, com toda a sua pressa, parece ter conseguido responder à urgência do sonho de Renato. E, por isso, talvez ele tivesse também um segredo. Que mal teria aproximar-se de Carlos Castro, 65 anos, velho colunista do suposto glamour nacional a quem os transeuntes desse suposto glamour agradeciam a rampa de lançamento, se com isso conseguisse acelerar a projecção da sua carreira? Aparentemente, não teria mal nenhum. Se tivesse tido travão. Maturidade e bom senso. E verdade, já agora, que é coisa que também começa a escassear. Ou alguém por ele. Se tivesse havido uma mãe ou um pai que tivesse pensado duas vezes antes de autorizar o filho a viajar (para Madrid, Londres e Nova Iorque) com aquele homem, por muito conhecido que fosse. Com aquele ou com qualquer outro. Mas os holofotes cegam quem nos holofotes quer ser feliz.E foi seguramente um Renato cego, independentemente de ser homo ou heterossexual, que matou outro homem, também ele cego, Carlos Castro. O primeiro, cego pela ambição; o segundo, cego pela devoção de um rapaz mais novo. Num crime que se presta a tanto folclore - as piadas ainda não começaram, mas não hão-de tardar -, o que mais me choca não é a morte, por monstruosa que tenha sido. O que verdadeiramente me choca é disponibilidade mental que as pessoas cada vez mais parecem ter para permutar a honra pela desonra. Mesmo que para sempre consigam manter a desonra em segredo. E, neste caso, não sei quem a permutou primeiro: se o homem que não teve coragem para se afastar de um miúdo sequioso de fama, preferindo acreditar que este o amava; se o miúdo, perigosíssima e preocupante amostra de uma geração, que é capaz de se violentar ao ponto de fingir amar alguém só para daí retirar benefício. Choca-me ainda mais a quantidade de histórias destas que hão-de pulular por aí sem que delas tenhamos conhecimento só porque não tiveram um desfecho trágico. E choca-me, finalmente, que a comunicação social, tão empenhada que está em abordar o assunto com pinças e pruridos, esteja a passar ao lado do assunto que mais interessa: quem é responsável pela desintegração dos valores desta gente, que é muita, para quem a vida só é vida se for mediática? E quem os protege?Do sonho e do segredo de Renato, restou-lhe apenas o pecado. Capital. Poderia ser mais triste?
domingo, janeiro 16, 2011
A queda de um ídolo
Talvez o título seja exagerado, que é, mas foi o sentimento dominante para quem vibrou de antecipação pela publicação de "O Jogo do Anjo", o sucessor de "A Sombra do Vento", o primeiro livro de Carlos Ruiz Zafón que li e um dos meus favoritos de sempre. Se com o segundo volume da série de quatro que seguem a história iniciada com "A Sombra do Vento" já tinha ficado desiludida com a sensação de estar a ler o mesmo romance, este "Marina" - que foi escrito antes - deixa-me a certeza de que realmente nada muda. Tal como Dan Brown, que usa a mesma fórmula em todos os livros que escreve, também este escritor catalão segue uma linha estrutural semelhante nos vários livros. O romance centrado numa criança/adolescente, que se apaixona por uma jovem de beleza impar - normalmente vestida de branco e muito solitária -, através de quem é guiado na investigação de um crime macabro ocorrido muitos anos antes, que o faz deambular por casarões e ruelas numa Barcelona escondida, imunda. Há sempre um fogo, paixões arrebatadoras e segredos revelados. A magia do "Cemitério dos Livros" não existe neste livro que, tenho a certeza, me encheria as medidas se fosse o primeiro. Não é e, temo, talvez me tenha tirado a coragem de ler os dois restantes dessa colecção de quatro. Ainda assim, é um bom livro.
Então, o glamour e as purpurinas?
"Espalharam as cinzas para dentro da grelha de um respiradouro do metropolitano, em Times Square". Seriously?
Será que nem no seu último desejo, Carlos Castro é compreendido?
Será que nem no seu último desejo, Carlos Castro é compreendido?
É mesmo assim...
Não podia ser mais adequado ao momento. Numa altura em que se discute quem é a vítima ou não no caso Castro/Seabra, este filme aborda o assunto através de outra perspectiva, noutra época, com o mesmo dilema. E não, não há atalhos para a vida...
sexta-feira, janeiro 14, 2011
Eu tenho poderes
A linha de apoio da minha rede de telemóvel ligou-me hoje. Nos últimos dias têm existido problemas nas ligações à internet através dos telemóveis na zona onde moro. Perguntaram-me se me tinha apercebido dos mesmos. Já detectaram a causa. Ao que parece a culpa é do meu telefone. Sim, tenho sido eu a incomodar-vos. E não, não vou dizer onde moro. Não me parece relevante. Até porque não tenho estado por lá...
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Computopitecus
Descobri uma nova espécie. Gente que pensa com o teclado de um computador ligado à net.
O fim está próximo... ou não! #3
É impressão minha ou a blogoesfera descobriu os livros e começou a ler?
terça-feira, janeiro 11, 2011
Há exactamente seis meses...
Entrava num novo prédio, conhecia novas pessoas, sentava-me numa secretária diferente e trabalhava noutro local. Não no que estou agora, mas num sítio novo. E quem disse que foi mau?
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Coisas boas...
Terminar de ler "a máquina de fazer espanhóis", de valter hugo mãe, no mesmo dia em que assisto ao "josé e pilar", documentário sobre a vida quotidiana de saramago e da mulher. A velhice, a vida e a morte em duas formas de arte. Tão diferentes e tão iguais.
domingo, janeiro 09, 2011
O fim está próximo... ou não! #2
Uma figura pública do nosso país é brutalmente assassinada num hotel de luxo em Nova Iorque e há quem crie páginas como esta no FB. Já denuncei, espero que haja mais quem o faça. E agora vou tentar esquecer a foto de uma castração que acharam por bem lá publicar...
sexta-feira, janeiro 07, 2011
O fim está próximo... ou não!
Então não é que a passarada anda a quinar de morte súbita, toda ao mesmo tempo!?
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