sábado, março 12, 2011

O prazer de não estar na vanguarda

Voltei ao meu telemóvel antigo* por uns tempos e está a saber-me tão bem.
*A última vez que usei foi em outubro

sexta-feira, março 11, 2011

Balanço

No ano passado, num ímpeto de fúria, fechei este blogue por cerca de dois meses. Perdi uma média de 1500 a 2000 leitores mensais. E gosto tão mais deste espaço agora. Não por ter menos leitores, entenda-se. Mas não se pode ter tudo.

quinta-feira, março 10, 2011

Eu não me rendo

Estou badocha, estou. Peso mais agora do que nos tempos maus da adolescência, quase. Não convivo bem com a imagem que o espelho devolve, não. Nem por isso cruzo os braços. Há um mês que me inscrevi num ginásio e, embora seja difícil conciliar com o trabalho e demore a ver resultados, estou a esforçar-me e a dar no duro para abater os quilos a mais e tentar tonificar o passador de arroz em que as minhas pernas se tornaram. Pode dar luta, caraças, mas hei-de conseguir.

quarta-feira, março 09, 2011

Filha de nenhures


Não sou de cá, mas também já não me sinto de lá. Aqui faltam-me raízes, amigos, um amparo que só se consegue na zona de conforto. Lá não me reconheço nas ruas, nos cafés nem nas pessoas que entretanto mudaram. Não me sinto de lá, mas também não sou de cá.

terça-feira, março 08, 2011

segunda-feira, março 07, 2011

Estou em êxtase... ou não!

A Pipoca diz o mesmo que eu, mas com mais caracteres.

O amor naqueles tempos

Ditou o acaso que tivesse lido "O Amor nos Tempos de Cólera" logo depois de "Travessuras da Menina Má". Não fosse assim, e não teria estabelecido o paralelo que, de tão óbvio, se torna quase impossível ignorar. Mais tarde ou mais cedo tropeçamos na coincidência da linha comum que nos leva a seguir a vida de dois homens apaixonados pela mulher que um dia lhes roubou o chão dos pés quando ainda eram meninos. Talvez se deva a este acaso, de ter lido um livro logo depois do outro, a minha opinião, não discordo. Entre um homem que vive o amor obcecado, doentio, sem respeito pelas mulheres com que se vai cruzando ao longo de toda a vida, e aquele que tenta, a cada desaire, reencontrar e reinventar-se, sem se esquecer do tempo em que vive, prefiro o último. Neste campeonato, Vargas Llosa ganha a Gárcia Márquez.

domingo, março 06, 2011

Dá-lhe Falâncio!

Ontem, quando espreitei o Festival da Canção, os Homens da Luta estavam em décimo lugar e lamentei que os portugueses, com anos e anos de humilhação na Eurovisão, se continuem a levar tão a sério na hora de escolher um representante, quando tinham ali uma hipótese de fazer um manguito com toda a categoria. Hoje surpreendi-me com a vitória do Jel e do Falâncio e dou o braço a torcer. Afinal, parece que há mais quem pense como eu. Lindo, lindo era que agora os Homens da Luta fizessem o que cantores a sério não conseguiram, em mais de 50 anos. De qualquer forma, já é uma vitória e quero ver como é que a "Europa" reage à ousadia dos brandos de costumes.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

A cereja em cima do bolo

Anne dá tampa ao James.

Isto é como tudo, tem de ser doseado

Tal como as empresas começam agora a perceber que estar nas redes sociais não é sinónimo de entupir os canais com notícias e postagens e que é preciso coerência, pertinência e capacidade de se distinguir no mar de informação que existe, também o resto do mundo precisa de aprender a tirar partido desta nova forma de estar. É verdade que os diretos chamam à interação dos telespectadores através das redes sociais e tirar partido disso é uma boa aposta. Mas não nos distraiam. Não se distraiam. Se ao princípio achei piada à presença de James Franco e Anne Hathaway no Twitter ao mesmo tempo que apresentavam os Óscares, rapidamente percebi que, tal como eu, não estavam em lado nenhum, estando ao mesmo lado todo o tempo, mais ele do que ela. Em última análise, refletiu-se na falta de ritmo da gala. Se há uma lição a tirar disto: é manter o foco no que é importante. Aqui era a gala dos Óscares.

Agridoce

Amo o Colin Firth de paixão há muito, muito tempo. Acho justíssimo que seja distinguido pela Academia, há muito que o merecia. O papel em "Discurso do Rei" revela o enormíssimo actor em que se transformou, num exercício de representação que facilmente poderia cair no ridículo. Ainda assim, preferia que tivesse sido o Javier Bardem a levar a estátua para casa porque, em "Biutiful", leva o filme às costas. Colin Firth diverte-se com um desafio extraordinário.

O momento

Ver a Natalie Portman ser coroada pelo papel da sua carreira enquanto se prepara para o papel da sua vida. Lindo.

Grande bocejo

Se tiveram de deixar a cerimónia a meio porque hoje é dia de trabalho, não estejam tristes. Não há um momento a realçar. Toda a noite foi de adormecer. Quer dizer, ainda faltam entregar três prémios mas duvido que a coisa se torne agora mais entusiasmante. É pena.

The F word

Os puristas estão chocados. Melissa Leo disse Fuck depois de ganhar o Óscar. Coitada, já teve de pedir desculpa.

Ela roubou-te a cena na gala

Mas continuas lindo de morrer!

Fenómenos

Depois dos que imitam os jogadores de futebol no status do facebook, na terceira pessoa, seguem-se os bloggers que falam dos actores e atrizes dos Óscares na primeira pessoa. Crises de identidade.

domingo, fevereiro 27, 2011

Até agora nunca ninguém tinha comido cereais ao domingo de manhã...!

Há modas que são rídiculas. Esta do brunch, que dá o mote para uma "notícia" na SIC, é uma delas. Para além de ser fashion, o brunch não passa disso mesmo. Ninguém faz um brunch em casa. Brunch que é brunch implica um ritual que inclui um restaurante da moda. Implica ver e ser visto. Implica uma postura que se paga. Porque ovos mexidos com café, cereais, iogurte e fruta é coisa que nunca ninguém comeu em casa em dias de preguiça. É um comportamento moderno que tem de ser mostrado. E sim, é uma ideia gira. Mas é marketing.

Em dia de Óscares...

Aqui ficam os grandes vencedores dos Razzies da noite passada:
  • "The Last Airbend" arrecada mais estatuetas, incluindo uma para o giraço do Jackson Rathbone, que tem o azar de também fazer parte do elenco do filme mais nomeado para os prémios que ninguém quer: "Twilight - Eclipse". Curiosamente, a saga dos vampiros sai ilesa!
  • "The Sex & the City 2" foi o segundo filme mais chamado ao palco, com destaque para as protagonistas: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon e Kristen Davis.
  • Ashton Kutcher foi distinguido pelo [mau] desempenho em dois filmes: "Killers" e "Valentine's Day".
  • Jessica Alba não convence em "Machete".

sábado, fevereiro 26, 2011

Decisões, decisões

Como é que sabemos que é altura certa de dar determinado passo? Ou que esse é o passo a dar? Sempre pesei prós e contras na balança antes de tomar qualquer decisão, mas não há fórmulas que nos indiquem qual o caminho certo. Para uma pessoa indecisa como eu, só mesmo a exclusão de partes dá o alento necessário para assumir uma escolha. É quase como se, ponderadas todas as alternativas, aquela fosse a única decisão correcta porque, perante todas as outras, é a que oferece melhor relação de permissas, sejam elas quais forem. O problema surge quando as opções são mais vastas, quando dependem de outras opções que serão determinantes para definir a melhor. Antes de saber qual a escolha certa, é preciso definir o que se quer. E como é que isso se faz? Como é que temos coragem de nos comprometermos com uma escolha tão determinante assim? Às vezes acho que era tão mais fácil se não houvesse escolha...

Foi há quatro anos