domingo, fevereiro 13, 2011

O ovo ou a Gagalinha?

Estava agora a ver o vídeo da Lady Gaga a chegar aos Grammys, no Facebook. Ao mesmo tempo, três pessoas comentaram a forma como ela escolheu chamar a atenção desta vez. Três pessoas, em Portugal, através do Facebook, manifestaram-se em relação à chegada da Lady Gaga à red carpet. Ela ainda não saiu sequer do ovo, ainda não deu o espectáculo previsto. Chegou lá apenas e já toda a gente sabe o que vai fazer, mais do que isso, já chovem opiniões. Acabou-se o efeito supresa como o concebemos. Serve de teaser, mas também nos mostra que já nada pode ser feito como antes. Porque tudo corre à velocidade da luz. A gala, só começa daqui a uma hora...

terça-feira, fevereiro 08, 2011

O cinismo, essa arte por dominar


É fingir que não se vê e sorrir, apenas por fora. É dar palmadinhas nas costas enquanto se torce o nariz e se puxa o tapete. É a luta pela sobrevivência num habitat cada vez mais artificial. É o "saber viver" na base de relações que são tudo menos verdadeiras. É dizer com leveza e despreendimento o que mais nos toca no coração. É mostrar o que não se sente e mascarar o que se pensa em prol de algo maior. É ter ganas de vomitar só de pensar em anular-me desta forma...

domingo, fevereiro 06, 2011

A nomeação cai-lhe tão bem...


De Melhor Ator, especifico. Já agora, sabem porque é que o filme se chama Biutiful? Porque é estrangeiro e e eles não sabem falar inglés. Piadinha parva, eu sei...

Já que falamos em defeitos

Hoje é um daqueles dias em que não gosto de mim...

Aos olhos de quem vê


"Somos, cada vez mais, os defeitos que temos, não as qualidades"

A Viagem do Elefante

sábado, fevereiro 05, 2011

Prodígio

Com uma voz pequenina e meiga, um menino escondido atrás de um hamburguer e batatas fritas pergunta à mãe: "um u ao pé de um q não se lê?"

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

A dúvida mantém-se

Onde raio reside a felicidade? Na ternura de um amor sereno, mais maduro. Na brutalidade de um mundo que se vira do avesso e rouba o chão dos pés. Na alegria controlada de estrear uma nova fase da vida. Na convicção de uma aposta profissional que não completa. Em que momento nos encontramos?

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Coisas que me irritam*

Pessoas que vêm ao meu computador explicar qualquer coisa e, para isso, precisam de desarrumar tudo e por à maneira delas. Também olho com ternura para os menos sabedores que precisam de fechar janela a janela para chegar ao desktop - não conhecem o atalho - e pelo meio comentam o que vêem e diminuem. Ai, os nervos!

* também me apeteceu usar este título ;)

Hoje já aprendi uma coisa nova

Aquilo de confundir a esquerda com a direita, no matter what, tem um nome. Chama-se ambilevidade, li no blog da Mulher Certa. E sim, sofro deste mal, desde sempre.

Revolução dos cliques

Somos insatisfeitos, contestatários, inconformados e não nos calamos. Damos voz aos nossos direitos, fazemos valer a nossa luta e barafustamos. Ninguém nos cala. É ver o registo acalorado, quase em fúria, dia após dia, a subir de tom. Chega a temer-se uma revolução como a que nos deu a democracia, em 1974. Melhor, porque estamos mais informados, sabemos o que queremos e não nos deixamos levar por um os dois argumentos mal esgrimidos. Movemo-nos em ondas de provocação de fazer medo a quem se atreva a fazer-nos frente. Somos disciplinados como um exército de alta patente. Tudo tem lugar. As causas pessoais, religiosas, profissionais e até dos animais. Temos opiniões convictas e damos a cara por elas. Em segundos, que não duram mais que o tempo de um clique. Segundos que perduram por um dia, dois no máximo, porque são segundos elevados ao número de amigos que se solidariza com o gesto. Naquele segundo. Um segundo perigoso que pode desencadear uma revolução, atenção. Não se desse o caso de, logo a seguir, cair uma música que era mesmo o que estava a ouvir mas não terminei porque entretanto saiu um estudo que fala dos homens infiéis e as mulheres sem celulite e, pelo meio, tive de partilhar a nova confirmação para os festivais de verão. É que nisto, já se sabe, quem chega primeiro é rei. É preciso marcar uma posição, com convicção. Essa mesma, que me faz lembrar qualquer coisa do início do texto. Já não sei bem o que era mas, entretanto faz-se tarde, amanhã é dia de trabalho. Seja o que for, não ficará esquecido. Tenho a certeza. Vamos longe com isto da revolução da informação, ainda não tinham percebido?

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Não pode haver desgosto...


Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê.

Luís de Camões