- "Man, what are you doing with a gun in space?"
- "Have you ever heard of Evel Knievel? I never saw Star Wars"
- "Houston, you have a problem. You see, I promised my little girl that I'd be comin' home. Now I don't know what you people are doing down there, but we've got a hole to dig up here!"
- "Miss Stamper? Colonel Willie Sharp, United States Airforce, ma'am. Requesting permission to shake the hand of the daughter of the bravest man I've ever met"
- "God, I hate knowing everything"
- "You have not told them yet. That is my father up there!"
- "AJ, I got just five words for you: Damn glad to see you boy! That's six words"
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Não me canso
Há anos que sei as falas de cor. Nem por isso deixo de me emocionar. Conseguem perceber de que filme falo?
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Vamos pegar o boi pelos cornos!
Digam-me lá, quais são os melhores tratamentos para eliminar a celulite e em que clínicas se fazem?
Genial
Ou muito me engano, ou Saramago usa a viagem do elefante para revisitar obras suas. E eu cheguei agora ao ensaio sobre a cegueira e reencontrei o cão das lágrimas. Pela mão de um escritor que não tem pudor de rir de si mesmo. Ainda faltam muito anos até que se consiga entender Saramago na sua amplitude. Único.
terça-feira, janeiro 25, 2011
domingo, janeiro 23, 2011
Andava eu na escola primária...
Quando Cavaco Silva foi eleito como Primeiro-Ministro. Também nessa altura, usava o chavão da aposta na juventude, na geração a quem queria entregar o futuro do país. Mais de 20 anos depois, reeleito como Presidente da República, continua com o mesmo discurso. Só que, pelo meio, há uma geração que cresceu e se tornou adulta, essa mesma, em quem o então Primeiro-Ministro queria apostar. Uma geração que anda à deriva, entre recibos verdes, a casa dos pais e os centros de emprego. Uma geração hipotecada, sem rumo certo e pouca esperança no futuro imediato. Se serviu de lição? A resposta está aí, algures entre os números da abstenção e a reeleição do principal responsável pelo estado a que o país chegou.
Está-se melhor em casa, não é?
Os números da abstenção envergonham-me a cada eleição. Nestas alturas tenho ganas de ditadora porque, infelizmente, há quem não compreenda o privilégio de se poder votar. Lamentável.
sexta-feira, janeiro 21, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Não mudo uma vírgula
Encontrei este texto num comentário a uma notícia do i. É assinado por Cláudio Peres. Está aqui tudo.
Não sou o autor, mas acho importante para refletir: Toda a gente tem sonhos. E segredos. E pecados. Quem não sonha está morto; quem não se resguarda é tonto; quem não peca é santo. Sonhos, segredos e pecados não são crime. O problema está na fronteira que determina as respectivas definições. E, mais importante, na maturidade e no bom-senso necessários para suportar cada um deles. Como em tudo na vida, de vez em quando é preciso colocar o pé no travão.Renato Seabra, 21 anos, finalista de Ciências do Desporto, em Coimbra, tinha um sonho: ser manequim, provavelmente internacional. Ambição legítima. Candidatou-se a um concurso televisivo, que a televisão parece ser o único veículo reconhecido como eficaz pela geração à qual pertence. Ficou em segundo lugar. A família há-de ter ficado feliz. Os amigos também. Ninguém questionou. Ninguém accionou o travão. Neste tempo, nada parece satisfazer mais as pessoas do que exibir o seu talento, seja ele qual for, na televisão - e a televisão dá para tudo: para cantar, dançar, representar, cozinhar, emagrecer ou só para simular o quotidiano dentro de uma jaula. Vale tudo. Daqui a cem ou duzentos anos, há-de falar-se deste tempo como um tempo muito sinistro.Mas nem a televisão, com toda a sua pressa, parece ter conseguido responder à urgência do sonho de Renato. E, por isso, talvez ele tivesse também um segredo. Que mal teria aproximar-se de Carlos Castro, 65 anos, velho colunista do suposto glamour nacional a quem os transeuntes desse suposto glamour agradeciam a rampa de lançamento, se com isso conseguisse acelerar a projecção da sua carreira? Aparentemente, não teria mal nenhum. Se tivesse tido travão. Maturidade e bom senso. E verdade, já agora, que é coisa que também começa a escassear. Ou alguém por ele. Se tivesse havido uma mãe ou um pai que tivesse pensado duas vezes antes de autorizar o filho a viajar (para Madrid, Londres e Nova Iorque) com aquele homem, por muito conhecido que fosse. Com aquele ou com qualquer outro. Mas os holofotes cegam quem nos holofotes quer ser feliz.E foi seguramente um Renato cego, independentemente de ser homo ou heterossexual, que matou outro homem, também ele cego, Carlos Castro. O primeiro, cego pela ambição; o segundo, cego pela devoção de um rapaz mais novo. Num crime que se presta a tanto folclore - as piadas ainda não começaram, mas não hão-de tardar -, o que mais me choca não é a morte, por monstruosa que tenha sido. O que verdadeiramente me choca é disponibilidade mental que as pessoas cada vez mais parecem ter para permutar a honra pela desonra. Mesmo que para sempre consigam manter a desonra em segredo. E, neste caso, não sei quem a permutou primeiro: se o homem que não teve coragem para se afastar de um miúdo sequioso de fama, preferindo acreditar que este o amava; se o miúdo, perigosíssima e preocupante amostra de uma geração, que é capaz de se violentar ao ponto de fingir amar alguém só para daí retirar benefício. Choca-me ainda mais a quantidade de histórias destas que hão-de pulular por aí sem que delas tenhamos conhecimento só porque não tiveram um desfecho trágico. E choca-me, finalmente, que a comunicação social, tão empenhada que está em abordar o assunto com pinças e pruridos, esteja a passar ao lado do assunto que mais interessa: quem é responsável pela desintegração dos valores desta gente, que é muita, para quem a vida só é vida se for mediática? E quem os protege?Do sonho e do segredo de Renato, restou-lhe apenas o pecado. Capital. Poderia ser mais triste?
domingo, janeiro 16, 2011
A queda de um ídolo
Talvez o título seja exagerado, que é, mas foi o sentimento dominante para quem vibrou de antecipação pela publicação de "O Jogo do Anjo", o sucessor de "A Sombra do Vento", o primeiro livro de Carlos Ruiz Zafón que li e um dos meus favoritos de sempre. Se com o segundo volume da série de quatro que seguem a história iniciada com "A Sombra do Vento" já tinha ficado desiludida com a sensação de estar a ler o mesmo romance, este "Marina" - que foi escrito antes - deixa-me a certeza de que realmente nada muda. Tal como Dan Brown, que usa a mesma fórmula em todos os livros que escreve, também este escritor catalão segue uma linha estrutural semelhante nos vários livros. O romance centrado numa criança/adolescente, que se apaixona por uma jovem de beleza impar - normalmente vestida de branco e muito solitária -, através de quem é guiado na investigação de um crime macabro ocorrido muitos anos antes, que o faz deambular por casarões e ruelas numa Barcelona escondida, imunda. Há sempre um fogo, paixões arrebatadoras e segredos revelados. A magia do "Cemitério dos Livros" não existe neste livro que, tenho a certeza, me encheria as medidas se fosse o primeiro. Não é e, temo, talvez me tenha tirado a coragem de ler os dois restantes dessa colecção de quatro. Ainda assim, é um bom livro.
Então, o glamour e as purpurinas?
"Espalharam as cinzas para dentro da grelha de um respiradouro do metropolitano, em Times Square". Seriously?
Será que nem no seu último desejo, Carlos Castro é compreendido?
Será que nem no seu último desejo, Carlos Castro é compreendido?
É mesmo assim...
Não podia ser mais adequado ao momento. Numa altura em que se discute quem é a vítima ou não no caso Castro/Seabra, este filme aborda o assunto através de outra perspectiva, noutra época, com o mesmo dilema. E não, não há atalhos para a vida...
sexta-feira, janeiro 14, 2011
Eu tenho poderes
A linha de apoio da minha rede de telemóvel ligou-me hoje. Nos últimos dias têm existido problemas nas ligações à internet através dos telemóveis na zona onde moro. Perguntaram-me se me tinha apercebido dos mesmos. Já detectaram a causa. Ao que parece a culpa é do meu telefone. Sim, tenho sido eu a incomodar-vos. E não, não vou dizer onde moro. Não me parece relevante. Até porque não tenho estado por lá...
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Computopitecus
Descobri uma nova espécie. Gente que pensa com o teclado de um computador ligado à net.
O fim está próximo... ou não! #3
É impressão minha ou a blogoesfera descobriu os livros e começou a ler?
terça-feira, janeiro 11, 2011
Há exactamente seis meses...
Entrava num novo prédio, conhecia novas pessoas, sentava-me numa secretária diferente e trabalhava noutro local. Não no que estou agora, mas num sítio novo. E quem disse que foi mau?
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Coisas boas...
Terminar de ler "a máquina de fazer espanhóis", de valter hugo mãe, no mesmo dia em que assisto ao "josé e pilar", documentário sobre a vida quotidiana de saramago e da mulher. A velhice, a vida e a morte em duas formas de arte. Tão diferentes e tão iguais.
domingo, janeiro 09, 2011
O fim está próximo... ou não! #2
Uma figura pública do nosso país é brutalmente assassinada num hotel de luxo em Nova Iorque e há quem crie páginas como esta no FB. Já denuncei, espero que haja mais quem o faça. E agora vou tentar esquecer a foto de uma castração que acharam por bem lá publicar...
sexta-feira, janeiro 07, 2011
O fim está próximo... ou não!
Então não é que a passarada anda a quinar de morte súbita, toda ao mesmo tempo!?
quinta-feira, janeiro 06, 2011
quarta-feira, janeiro 05, 2011
terça-feira, janeiro 04, 2011
Sem retorno
Há momentos que nos mudam para sempre. O que parece ser apenas uma birra, torna-se numa decisão irreversível. Quando somos adultos, raramente tem volta. E é triste...
sábado, janeiro 01, 2011
Feliz Ano Novo
Um pastor disse-me que sou "uma menina muito linda" *ler com desprezo, por favor* e um gato preto roçou-se nas minhas pernas como se não houvesse amanhã. Se 2011 arranca assim, o melhor é não se falar mais nisso e deixar andar. A ver onde é que as modas páram...
sexta-feira, dezembro 31, 2010
quinta-feira, dezembro 30, 2010
terça-feira, dezembro 28, 2010
Há sempre uma primeira vez para tudo...
Este foi o ano em que perdi o meu primeiro emprego, um emprego que mantinha há anos. E as lições que isso me ensinou? Algumas ainda estão a ser assimiladas. Aprendi, sobretudo, que por muito que uma rotina nos consuma e pareça nunca ter fim, há um dia em que termina. E nunca mais a poderemos tocar, nem por um instante que seja. A vida muda, sem aviso prévio.
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Mas crescemos ou quê?
Pronto, ok, foi Natal e todos - espero eu! - recebemos prendinhas. Pensava é que esta coisa de vir para a escola - ai, espera, é para a net - enumerar os presentes recebidos tinha terminado quando eu andava no ciclo, ou seja, no século passado. É que, além de constrangedor, é infantil. Divirtam-se lá com o computador ou com o iPhone ou o raio que o parta, mas não me chaguem a paciência, sim?
domingo, dezembro 26, 2010
sábado, dezembro 25, 2010
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Eu, Edwiges, me confesso
Os mais inteligentes deitam-se tarde. É este o estudo que metade da população facebookiana anda feliz da vida por partilhar com os amigos. É que, segundo a London School of Economics and Political Science, os que se deitam mais tarde - as corujas - são tendencialmente mais inteligentes do que os que acordam cedo - as cotovias. Tenho para mim que os viciados na net se deitam com as galinhas, acrescentando mais uma ave à equação. Ora eu, qual Edwiges, gosto de perceber que estou rodeada de iguais.
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Advento #21
Comprei todas as prendas que quero oferecer. Falta o resto, porque isto é uma lista elástica. Todos os dias cresce mais um bocadinho...
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Aquilo de que sou feita...
Sabem aquelas pessoas que passam pela tempestade como uma rocha mas que se deixam consumir pela ansiedade assim que chega a bonança? That's me.
domingo, dezembro 19, 2010
sábado, dezembro 18, 2010
A arte de rodar a caneta
Duas das pessoas com quem trabalhei assinam dois dos livros que fazem as monstras da quadra natalícia. Vi-os esta semana pela primeira vez. São trabalhos biográficos e de investigação jornalística. Cada um com o seu grau de pertinência e interesse. Não são os únicos. Outras duas pessoas com quem trabalhei também editaram, neste final de ano, as suas obras literárias. Sempre com cunho de investigação como sustento do que escrevem. Mais uma vez, não são os únicos. Mas são os primeiros que conheço bem, sem precisar de ler o pequeno resumo biográfico da capa para me lembrar de quem são. E, ao orgulho, alia-se a vontade de fazer o mesmo. Entregar-me a um tema, estudá-lo exaustivamente, falar com quem de direito, investigar e tecer considerações e, no final, passar o resultado para um documento que dará lugar a um livro. E porque é que isto é estranho? Porque sempre tive a certeza que não o queria fazer. Até perceber que o que eu não quero é escrever mais um livro. Um daqueles que existem aos pontapés e que qualquer badameco edita, mesmo que não saiba usar o teclado de um computador. A fazê-lo, que seja com um objectivo claro, um propósito e um público específico. Disso gosto.
Advento #18
Andei quase seis horas nas lojas e não comprei um presente sequer. Devem faltar-me 40 por cento, que isto há sempre uns que se juntam à lista inicial...
Implicância
Não há nada mais deprimente do que começar uma entrevista com um: 'com esta idade já devia estar morto, acha que vale a pena?'. E continua-se neste registo até ao fim da entrevista. Daniel Oliveira no estilo mais desprezível de toda a história. É isso e os falsos momentos de surpresa. Insane mesmo.
sexta-feira, dezembro 17, 2010
2010
O ano em que percebes que não podes contar com ninguém para além de ti mesmo. E da tua família, vá...
Advento #16
Jantar de amigas com árvore de natal ao fundo e presentes pelo meio. Em modo muito bom, pérola mesmo.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
quarta-feira, dezembro 15, 2010
terça-feira, dezembro 14, 2010
Can you...?
Sim, é verdade que a minha forma de bloggar mudou. Provavelmente quem passa por aqui nem repara, mas isto já foi muito diferente. Às vezes perco tempo a pensar nisso [pouco...] mas realmente não é essa a intenção. Um blog, para me servir, sai naturalmente. Seja na forma anterior, seja nesta. Se tiver que pensar nisso, perde o sentido. Por isso, nos raros momentos em que coloco a questão, rapidamente a ponho de parte. Porque não escrevo para os outros, embora sejam vocês, os outros, que alimentam a vontade de cá vir. Escrevo o que vem à cabeça, o que me apetece ou não partilhar. E se isto mudou, e a minha postura se mantém, provavelmente sou eu que estou diferente. E não, não vou tirar daqui nenhuma brilhante conclusão que vos vai fazer clicar no share, no like ou comentar. Isto é um mero exercício e nem eu sei para que é que serve. Isto é, apenas, um blog.
domingo, dezembro 12, 2010
sábado, dezembro 11, 2010
sexta-feira, dezembro 10, 2010
quinta-feira, dezembro 09, 2010
quarta-feira, dezembro 08, 2010
Feriados
É a primeira vez, desde que entrei para o mundo do trabalho, que gozo os feriados nas datas certas. E que bem me tem sabido. Venham mais semanas destas!
terça-feira, dezembro 07, 2010
Espuma dos dias
"Pareço egoísta àqueles que, por um egoísmo absorvente, exigem a dedicação dos outros como um tributo"
Fernando Pessoa
domingo, dezembro 05, 2010
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Só porque me apetece
Abissofobia - Medo de abismos, de precipícios.*
Aerofobia - Medo de andar de avião.
Escotofobia/Nictofobia - Medo do escuro.
Gefirofobia - Medo de pontes ou viadutos.*
Herpetofobia - Medo de répteis, anfíbios ou outros animais semelhantes.
Hipocondria/Nosofobia - Medo de contrair uma doença [que leve à morte].
Estive a brincar na Wikipédia, com a lista de fobias, e descobri coisas espantosas, como uma palavra como mais de 30 letras para designar o medo de palavras... compridas! O medo da sogra, o medo do trabalho, o medo do número 666, do número 4 ou do número 13 e mais umas quantas coisas giras. Se podia ter perdido o meu tempo de outra forma, até podia. Mas achei isto divertido.
*Basicamente tenho medo de atravessar uma certa ponte para peões na 2.ª circular!
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Espiral
Sou bruta,
tenho o coração na boca.
Digo o que penso, sem ponderar.
Sou convicta, intensa, cheia de razão.
Não me deixo ficar,
vou à luta, doa a quem doer. Até a mim.
Tenho um feitio tramado.
Não precisam de mo dizer,
é assim que me apresento.
Antes que me apontem o dedo.
Sou assim desde que tomei consciência de mim
e, no entanto, não consigo mudar.
Também já o sei.
Aprendi-o sozinha,
com a dor de ter falhado a latejar.
Uma dor adormecida que, por vezes...
Desperta!
E agora, não quer passar.
O ódio que sinto não me larga.
Pisa-me e sufoca-me.
Porque não consigo fazer as pazes comigo.
Como é suposto,
nesta espiral de quem sabe que não muda.
tenho o coração na boca.
Digo o que penso, sem ponderar.
Sou convicta, intensa, cheia de razão.
Não me deixo ficar,
vou à luta, doa a quem doer. Até a mim.
Tenho um feitio tramado.
Não precisam de mo dizer,
é assim que me apresento.
Antes que me apontem o dedo.
Sou assim desde que tomei consciência de mim
e, no entanto, não consigo mudar.
Também já o sei.
Aprendi-o sozinha,
com a dor de ter falhado a latejar.
Uma dor adormecida que, por vezes...
Desperta!
E agora, não quer passar.
O ódio que sinto não me larga.
Pisa-me e sufoca-me.
Porque não consigo fazer as pazes comigo.
Como é suposto,
nesta espiral de quem sabe que não muda.
À chuva
Faz parte de mim. A caminho de casa, com a certeza do conforto que me aguarda, gosto de me entregar à chuva. Gosto de o fazer nesta cidade onde ninguém sabe quem sou. Hoje, teimosa, achei que também podia pular nas poças de água, sem pudor. Um carro que passa abranda caminho e espera-me ao fundo da rua. Lá dentro, alguém que me conhece...
terça-feira, novembro 30, 2010
Fast-books
Percebo que me tenho andado a empaturrar de maus livros quando a leitura deste que está aqui ao lado me sabe a um manjar divino. Já sentia falta disto.
segunda-feira, novembro 29, 2010
domingo, novembro 28, 2010
Rebenta a bolha
Todos os dias me esforço por ser como a Suíça. Se fosse simples, o Mundo era bem melhor. Sou tão humana como os outros. Pior, porque quando a corda estica até ao limite mostro o que nunca tinham visto...
Um pelo preço de uns quantos que mandamos para a rua
Como é que se permite que empresas em pleno processo de despedimentos por inviabilidade económica contrate altos quadros a peso de ouro?
Julie & Julia
Acho que vou [re]começar a cozinhar e mudar a minha vida. Quando era mais nova ninguém fazia um bolo de chocolate tão bom como o meu, por muito que lhes desse a receita com todos os passos bem explicadinhos. Nunca pensei, mas adorei este filme.
terça-feira, novembro 23, 2010
Deprimente
Não gosto da Rita Pereira, nem nunca vou gostar. Que as atenções se centrem nas mamas dela, não me surpreende. Afinal de contas, estamos a falar dos exóticos estrangeiros que fazem telenovelas, esse género televisivo completamente desconhecido em terras do Tio Sam. Agora que a menina prove mais uma vez a sua falta de inteligência e fale apenas e só do decote e do creme que brilha da Sephora, sem nunca desviar a conversa para o trabalho, o prémio e os colegas é que me parece lamentável. Previsível mas triste. Nota positiva para essa grande maluca que é a Alexandra Lencastre, que festeja que nem louca ao segundo 37'. Antes isso do que isto.
O dia amanhece...
Com um Emmy. Alexandra Lencastre e Paulo Pires a fazer história em Nova Iorque. Como? Com uma novela. Da TVI. "Meu Amor", diz-vos alguma coisa?
quinta-feira, novembro 18, 2010
Dias quentes em Lx
Perdemos os Arcade Fire, mas garantimos o Barack Obama. Tremo de ansiedade só de pensar que o Air Force One vai andar nos céus de Portugal. O Air Force One. É muita emoção.
Gotta love Ron Weasley
"Twilight is fine. Better actually."
in Harry Potter and the Deathly Hallows
quarta-feira, novembro 17, 2010
terça-feira, novembro 16, 2010
quarta-feira, novembro 10, 2010
Salta-pocinhas
Há um certo género de homem que gosta de andar aos pulinhos, dividido entre duas [ou mais] mulheres. A[s] que abandona e a[s] futuras[s] vítimas. Sim, porque a coisa funciona em círculos. Há sempre um regresso. Ou a tentativa disso. E é aqui que algumas mulheres falham. Como é que se aceita um homem destes de volta? Se eles são salta-pocinhas, o que são elas?
Um novo mundo se abre aos meus olhos
Onde é que eu andava com a cabeça para ter o chat do Facebook desligado? Com a morte lenta do MSN tenho resumido o chat aos amigos (poucos) do Gmail e sou feliz assim. Apercebi-me que algo não devia estar certo quando um amigo avesso às tecnologias [sim, és tu!] me pergunta por onde ando, que não me tem visto, que não usa o MSN e nunca me vê no FB. Desde então tenho dado umas abébias ao coisinho e não é que há pessoas estranhas a meter conversa? Muitas! Não sei se preciso disto...
terça-feira, novembro 09, 2010
A menina que eu fui...
Anda inquieta, desassossegada. Ontem não se conformava com a adulta hoje que sou. Não teve grande voz, porque sou eu quem manda agora. Hoje orgulhou-se de mim, depois de ter sido ferida de morte. A menina que eu sou não está satisfeita. Anda inquieta, à espera do que aí vem. Olha para o presente e fica perplexa. Porque não percebe. Vê um caminho diferente, mais directo para os sonhos que construímos juntas. A menina e a adulta. Ao mesmo tempo, mantém-se expectante porque sabe que pode deve confiar em mim. A prova disso foi o apreço que sentiu ao ver-me debater pelo que acreditamos. Ela também o fazia no seu reinado. Voltámos a encontrar-nos nesse momento mas temos andado distantes. Só consegui metade do que me propus. A menina que eu fui cobra-me o resto...
sábado, novembro 06, 2010
Momento Ipiranga
Estou farta de conduzir todos os dias, estou cansada do trânsito caótico e de estacionar em sítios impossíveis, num carro sem direcção assistida. Estou desolada por ver o meu ordenado desaparecer em depósitos cheios que duram pouco mais do que uma semana. Bela vida tinha eu, quando era burguesa e andava de táxi para todo o lado. Um luxo que me saía bem mais barato e cansava-me menos.
quinta-feira, novembro 04, 2010
Não me sai da cabeça
Fui ontem ver o filme, não aprovado por Mark Zuckerberg, que conta como nasceu esse grande monstro que é o Facebook. Com Jesse Eisenberg, um dos meus actores fetiche dos últimos tempos, o filme retrata a concretização do sonho. O nascimento de uma ideia revolucionária, daquelas que, como diz a dada altura o co-fundador do Napster, Sean Parker, só existe uma em cada geração. São pequenos pormenores que mudam o mundo e estão à distância de nada. De um clique apenas.
segunda-feira, novembro 01, 2010
É da maneira que não me apanham lá
O Urban Beach, passo a citar, não deixa entrar pretos na casa. Palavras para quê?
sexta-feira, outubro 29, 2010
Apresento-vos a minha nova companheira
Chama-se dor cervical, torcicolo ou o raio que a parta. Por mim, deixávamos de nos dar a partir de agora mesmo...
quarta-feira, outubro 27, 2010
Dos livros que acabei por milagre...
A prova de que escrever um romance por ano também pode ser sinónimo de compilar pesquisas feitas no Google em livros com mais de 500 páginas. Se aprendi alguma coisa, aprendi. Se foi interessante, até foi. Se eu podia ter feito o mesmo em casa, também podia. Provavelmente de uma forma bem mais apelativa.
Dos livros que deixei a meio...
O primeiro de todos. Era de leitura obrigatória no 11.º ano e traumatizou-me por isso mesmo, por me fazer falhar. Vi-me obrigada a baixar os braços. A marca ficou para sempre.
Apresentado como o Diário da Anne Frank russa, este tinha tudo para ser lido de um fôlego. Não li mais de 100 páginas, sempre com dificuldade. Aqui o processo foi mais pacífico porque nunca o larguei definitivamente. Aliás, o marcador ainda lá está...
A biografia de S. Francisco de Assis. Foi um presente do meu mano mas nunca me cativou. Esforcei-me, obriguei-me a gostar, sempre sem êxito. Está por ler.
Apresentado como o Diário da Anne Frank russa, este tinha tudo para ser lido de um fôlego. Não li mais de 100 páginas, sempre com dificuldade. Aqui o processo foi mais pacífico porque nunca o larguei definitivamente. Aliás, o marcador ainda lá está...
A biografia de S. Francisco de Assis. Foi um presente do meu mano mas nunca me cativou. Esforcei-me, obriguei-me a gostar, sempre sem êxito. Está por ler.
Odeio a minha colega de casa
Não sou uma morning person, não sou. Mal consigo pensar de manhã, detesto que me obriguem a falar e levo umas boas horas a acordar para o mundo. Agora imaginem o cenário quando sou confrontada com alguém que me faz soltar as estribeiras logo cedo. A minha colega de casa é insuportável, inoportuna e tem falta de tacto. Para completar a figura, adora intrometer-se no meu momento zen: os minutos que passo debaixo do chuveiro. Coincidência das coincidências, a minha hora de me despachar é sempre a hora dela. Mesmo que mude todos os dias. Na semana passada, quando o meu despertador tocou, recebi uma mensagem a perguntar-me a que horas eu ia tomar banho porque ela ia precisar da casa-de-banho dali a meia hora. Ok, despachei-me para não a atrapalhar. No dia seguinte tive que me levantar com as galinhas, às seis da manhã. Saio para o corredor e quem é que está lá de plantão à minha espera? A melga! Às seis da manhã... Acham que fica por aqui? Nada disso. Por acaso, ontem pude levantar-me bem mais tarde. Ainda estava a entrar na casa-de-banho quando a oiço atrás de mim a perguntar-me se vou demorar muito. É preciso contar até dez e, mesmo assim, não há magia zen que aguente. Fico logo de trombas. Hoje foi a cereja no topo do bolo. Fui fazer um chichizinho antes de ir buscar a tolha e, quando abro a porta, salto para trás e morro de susto. Demorei dois minutos a recuperar a respiração. A menina estava, de cabecinha para fora na porta do quarto, a olhar para mim: "A que horas vais tomar banho?". De notar que isto aconteceu sempre a horas distintas. Mas eu fiz mal a alguém?
Finalmente, acabei!
*** Pode conter spoilers ***
Terminei ontem o terceiro livro da saga Millennium de Stieg Larsson. Só não desisti a meio porque, afinal, era o último de três livros. Queria saber como era o "desfecho", se é que se pode chamar desfecho ao terceiro volume daquela que era suposto ser uma colecção de dez livros. Ao contrário do segundo, para mim o melhor dos três, que li de uma rajada só, este terceiro é chato, sem acção, descritivo demais e fastidioso. Para terem uma ideia, passam mais de 500 páginas até que a protagonista saia do hospital. Se tivermos em conta que ela é internada no final do segundo volume, dá para ter uma ideia de quanto o autor se perde em detalhes desgastantes para quem procura o ritmo frenético do livro anterior. Se gostei, gostei. É uma história interessante, bem estruturada, que nos consegue agarrar sobretudo pela personalidade única de Lisbeth Salander. Mas é impossível não reparar na falta de originalidade nas descrições do dia-a-dia das personagens, que se resumem ao acto de ligar a máquina de café, tomar banho e vestir uma muda de roupa lavada, enquanto tomam um pequeno-almoço no balcão da cozinha. Apenas os verbos quebram a rotina. Também é difícil fingir que não percebemos o carácter "autobiográfico" de Mikael Blomkvist, que acompanha a protagonista ao longo dos três livros. Tal como Stieg Larsson, jornalista de uma revista mensal. Dotado de algum charme, chega a irritar pelo facto de se deitar com todas as personagens femininas com que se cruza. Personagens estas que, invariavelmente, caem de amores pelo jornalista. E sim, percebe-se que havia histórias para desenvolver em livros futuros. Esta foi uma das questões que não consegui esclarecer antes de começar a empreitada da saga. Se o autor, antes de morrer de ataque cardíaco, tinha pensado em dez livros e até existe um quarto algures entre os ficheiros da editora e da namorada, isso não se nota na narrativa? Claro que sim. A história fecha, quando viramos a última página do terceiro volume. Mas há cenas desenvolvidas ao longo das 700 páginas de cada um dos livros, que nunca conhecem razão de ser. Há personagens que, embora mencionadas, nunca chegam a aparecer nem se sabe o seu destino, como é o caso da irmã de Lisbeth. Outras ficam em stand by. Enfim, há uma imensidão de temas que se perdem. Não fazem falta, mas claramente são lançados para servir de âncora para uma nova aventura dos protagonistas. Dispensava-se a descrição técnica de todo o processo de investigação que estraga o último volume. Pouco faltou para o deixar a meio. Muito pouco.
terça-feira, outubro 26, 2010
A vida é bela, tu é que dás cabo dela...
O desconforto que se sente quando a história se repete. Com outros protagonistas. Feia, como da primeira vez. Como das próximas, atrevo-me a adivinhar.
Naif, eu?
O que pensar de um mundo onde eu, a rainha das conpirações, desconfiada até ao nível mais elevado, sou ingénua?
segunda-feira, outubro 25, 2010
O meu mestre
fernando pessoa
Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre
Esse rio sem fim.
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