sexta-feira, janeiro 21, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Não mudo uma vírgula
Encontrei este texto num comentário a uma notícia do i. É assinado por Cláudio Peres. Está aqui tudo.
Não sou o autor, mas acho importante para refletir: Toda a gente tem sonhos. E segredos. E pecados. Quem não sonha está morto; quem não se resguarda é tonto; quem não peca é santo. Sonhos, segredos e pecados não são crime. O problema está na fronteira que determina as respectivas definições. E, mais importante, na maturidade e no bom-senso necessários para suportar cada um deles. Como em tudo na vida, de vez em quando é preciso colocar o pé no travão.Renato Seabra, 21 anos, finalista de Ciências do Desporto, em Coimbra, tinha um sonho: ser manequim, provavelmente internacional. Ambição legítima. Candidatou-se a um concurso televisivo, que a televisão parece ser o único veículo reconhecido como eficaz pela geração à qual pertence. Ficou em segundo lugar. A família há-de ter ficado feliz. Os amigos também. Ninguém questionou. Ninguém accionou o travão. Neste tempo, nada parece satisfazer mais as pessoas do que exibir o seu talento, seja ele qual for, na televisão - e a televisão dá para tudo: para cantar, dançar, representar, cozinhar, emagrecer ou só para simular o quotidiano dentro de uma jaula. Vale tudo. Daqui a cem ou duzentos anos, há-de falar-se deste tempo como um tempo muito sinistro.Mas nem a televisão, com toda a sua pressa, parece ter conseguido responder à urgência do sonho de Renato. E, por isso, talvez ele tivesse também um segredo. Que mal teria aproximar-se de Carlos Castro, 65 anos, velho colunista do suposto glamour nacional a quem os transeuntes desse suposto glamour agradeciam a rampa de lançamento, se com isso conseguisse acelerar a projecção da sua carreira? Aparentemente, não teria mal nenhum. Se tivesse tido travão. Maturidade e bom senso. E verdade, já agora, que é coisa que também começa a escassear. Ou alguém por ele. Se tivesse havido uma mãe ou um pai que tivesse pensado duas vezes antes de autorizar o filho a viajar (para Madrid, Londres e Nova Iorque) com aquele homem, por muito conhecido que fosse. Com aquele ou com qualquer outro. Mas os holofotes cegam quem nos holofotes quer ser feliz.E foi seguramente um Renato cego, independentemente de ser homo ou heterossexual, que matou outro homem, também ele cego, Carlos Castro. O primeiro, cego pela ambição; o segundo, cego pela devoção de um rapaz mais novo. Num crime que se presta a tanto folclore - as piadas ainda não começaram, mas não hão-de tardar -, o que mais me choca não é a morte, por monstruosa que tenha sido. O que verdadeiramente me choca é disponibilidade mental que as pessoas cada vez mais parecem ter para permutar a honra pela desonra. Mesmo que para sempre consigam manter a desonra em segredo. E, neste caso, não sei quem a permutou primeiro: se o homem que não teve coragem para se afastar de um miúdo sequioso de fama, preferindo acreditar que este o amava; se o miúdo, perigosíssima e preocupante amostra de uma geração, que é capaz de se violentar ao ponto de fingir amar alguém só para daí retirar benefício. Choca-me ainda mais a quantidade de histórias destas que hão-de pulular por aí sem que delas tenhamos conhecimento só porque não tiveram um desfecho trágico. E choca-me, finalmente, que a comunicação social, tão empenhada que está em abordar o assunto com pinças e pruridos, esteja a passar ao lado do assunto que mais interessa: quem é responsável pela desintegração dos valores desta gente, que é muita, para quem a vida só é vida se for mediática? E quem os protege?Do sonho e do segredo de Renato, restou-lhe apenas o pecado. Capital. Poderia ser mais triste?
domingo, janeiro 16, 2011
A queda de um ídolo
Talvez o título seja exagerado, que é, mas foi o sentimento dominante para quem vibrou de antecipação pela publicação de "O Jogo do Anjo", o sucessor de "A Sombra do Vento", o primeiro livro de Carlos Ruiz Zafón que li e um dos meus favoritos de sempre. Se com o segundo volume da série de quatro que seguem a história iniciada com "A Sombra do Vento" já tinha ficado desiludida com a sensação de estar a ler o mesmo romance, este "Marina" - que foi escrito antes - deixa-me a certeza de que realmente nada muda. Tal como Dan Brown, que usa a mesma fórmula em todos os livros que escreve, também este escritor catalão segue uma linha estrutural semelhante nos vários livros. O romance centrado numa criança/adolescente, que se apaixona por uma jovem de beleza impar - normalmente vestida de branco e muito solitária -, através de quem é guiado na investigação de um crime macabro ocorrido muitos anos antes, que o faz deambular por casarões e ruelas numa Barcelona escondida, imunda. Há sempre um fogo, paixões arrebatadoras e segredos revelados. A magia do "Cemitério dos Livros" não existe neste livro que, tenho a certeza, me encheria as medidas se fosse o primeiro. Não é e, temo, talvez me tenha tirado a coragem de ler os dois restantes dessa colecção de quatro. Ainda assim, é um bom livro.
Então, o glamour e as purpurinas?
"Espalharam as cinzas para dentro da grelha de um respiradouro do metropolitano, em Times Square". Seriously?
Será que nem no seu último desejo, Carlos Castro é compreendido?
Será que nem no seu último desejo, Carlos Castro é compreendido?
É mesmo assim...
Não podia ser mais adequado ao momento. Numa altura em que se discute quem é a vítima ou não no caso Castro/Seabra, este filme aborda o assunto através de outra perspectiva, noutra época, com o mesmo dilema. E não, não há atalhos para a vida...
sexta-feira, janeiro 14, 2011
Eu tenho poderes
A linha de apoio da minha rede de telemóvel ligou-me hoje. Nos últimos dias têm existido problemas nas ligações à internet através dos telemóveis na zona onde moro. Perguntaram-me se me tinha apercebido dos mesmos. Já detectaram a causa. Ao que parece a culpa é do meu telefone. Sim, tenho sido eu a incomodar-vos. E não, não vou dizer onde moro. Não me parece relevante. Até porque não tenho estado por lá...
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Computopitecus
Descobri uma nova espécie. Gente que pensa com o teclado de um computador ligado à net.
O fim está próximo... ou não! #3
É impressão minha ou a blogoesfera descobriu os livros e começou a ler?
terça-feira, janeiro 11, 2011
Há exactamente seis meses...
Entrava num novo prédio, conhecia novas pessoas, sentava-me numa secretária diferente e trabalhava noutro local. Não no que estou agora, mas num sítio novo. E quem disse que foi mau?
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Coisas boas...
Terminar de ler "a máquina de fazer espanhóis", de valter hugo mãe, no mesmo dia em que assisto ao "josé e pilar", documentário sobre a vida quotidiana de saramago e da mulher. A velhice, a vida e a morte em duas formas de arte. Tão diferentes e tão iguais.
domingo, janeiro 09, 2011
O fim está próximo... ou não! #2
Uma figura pública do nosso país é brutalmente assassinada num hotel de luxo em Nova Iorque e há quem crie páginas como esta no FB. Já denuncei, espero que haja mais quem o faça. E agora vou tentar esquecer a foto de uma castração que acharam por bem lá publicar...
sexta-feira, janeiro 07, 2011
O fim está próximo... ou não!
Então não é que a passarada anda a quinar de morte súbita, toda ao mesmo tempo!?
quinta-feira, janeiro 06, 2011
quarta-feira, janeiro 05, 2011
terça-feira, janeiro 04, 2011
Sem retorno
Há momentos que nos mudam para sempre. O que parece ser apenas uma birra, torna-se numa decisão irreversível. Quando somos adultos, raramente tem volta. E é triste...
sábado, janeiro 01, 2011
Feliz Ano Novo
Um pastor disse-me que sou "uma menina muito linda" *ler com desprezo, por favor* e um gato preto roçou-se nas minhas pernas como se não houvesse amanhã. Se 2011 arranca assim, o melhor é não se falar mais nisso e deixar andar. A ver onde é que as modas páram...
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