Esta é do sítio do costume.
sexta-feira, dezembro 31, 2010
quinta-feira, dezembro 30, 2010
terça-feira, dezembro 28, 2010
Há sempre uma primeira vez para tudo...
Este foi o ano em que perdi o meu primeiro emprego, um emprego que mantinha há anos. E as lições que isso me ensinou? Algumas ainda estão a ser assimiladas. Aprendi, sobretudo, que por muito que uma rotina nos consuma e pareça nunca ter fim, há um dia em que termina. E nunca mais a poderemos tocar, nem por um instante que seja. A vida muda, sem aviso prévio.
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Mas crescemos ou quê?
Pronto, ok, foi Natal e todos - espero eu! - recebemos prendinhas. Pensava é que esta coisa de vir para a escola - ai, espera, é para a net - enumerar os presentes recebidos tinha terminado quando eu andava no ciclo, ou seja, no século passado. É que, além de constrangedor, é infantil. Divirtam-se lá com o computador ou com o iPhone ou o raio que o parta, mas não me chaguem a paciência, sim?
domingo, dezembro 26, 2010
sábado, dezembro 25, 2010
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Eu, Edwiges, me confesso
Os mais inteligentes deitam-se tarde. É este o estudo que metade da população facebookiana anda feliz da vida por partilhar com os amigos. É que, segundo a London School of Economics and Political Science, os que se deitam mais tarde - as corujas - são tendencialmente mais inteligentes do que os que acordam cedo - as cotovias. Tenho para mim que os viciados na net se deitam com as galinhas, acrescentando mais uma ave à equação. Ora eu, qual Edwiges, gosto de perceber que estou rodeada de iguais.
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Advento #21
Comprei todas as prendas que quero oferecer. Falta o resto, porque isto é uma lista elástica. Todos os dias cresce mais um bocadinho...
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Aquilo de que sou feita...
Sabem aquelas pessoas que passam pela tempestade como uma rocha mas que se deixam consumir pela ansiedade assim que chega a bonança? That's me.
domingo, dezembro 19, 2010
sábado, dezembro 18, 2010
A arte de rodar a caneta
Duas das pessoas com quem trabalhei assinam dois dos livros que fazem as monstras da quadra natalícia. Vi-os esta semana pela primeira vez. São trabalhos biográficos e de investigação jornalística. Cada um com o seu grau de pertinência e interesse. Não são os únicos. Outras duas pessoas com quem trabalhei também editaram, neste final de ano, as suas obras literárias. Sempre com cunho de investigação como sustento do que escrevem. Mais uma vez, não são os únicos. Mas são os primeiros que conheço bem, sem precisar de ler o pequeno resumo biográfico da capa para me lembrar de quem são. E, ao orgulho, alia-se a vontade de fazer o mesmo. Entregar-me a um tema, estudá-lo exaustivamente, falar com quem de direito, investigar e tecer considerações e, no final, passar o resultado para um documento que dará lugar a um livro. E porque é que isto é estranho? Porque sempre tive a certeza que não o queria fazer. Até perceber que o que eu não quero é escrever mais um livro. Um daqueles que existem aos pontapés e que qualquer badameco edita, mesmo que não saiba usar o teclado de um computador. A fazê-lo, que seja com um objectivo claro, um propósito e um público específico. Disso gosto.
Advento #18
Andei quase seis horas nas lojas e não comprei um presente sequer. Devem faltar-me 40 por cento, que isto há sempre uns que se juntam à lista inicial...
Implicância
Não há nada mais deprimente do que começar uma entrevista com um: 'com esta idade já devia estar morto, acha que vale a pena?'. E continua-se neste registo até ao fim da entrevista. Daniel Oliveira no estilo mais desprezível de toda a história. É isso e os falsos momentos de surpresa. Insane mesmo.
sexta-feira, dezembro 17, 2010
2010
O ano em que percebes que não podes contar com ninguém para além de ti mesmo. E da tua família, vá...
Advento #16
Jantar de amigas com árvore de natal ao fundo e presentes pelo meio. Em modo muito bom, pérola mesmo.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
quarta-feira, dezembro 15, 2010
terça-feira, dezembro 14, 2010
Can you...?
Sim, é verdade que a minha forma de bloggar mudou. Provavelmente quem passa por aqui nem repara, mas isto já foi muito diferente. Às vezes perco tempo a pensar nisso [pouco...] mas realmente não é essa a intenção. Um blog, para me servir, sai naturalmente. Seja na forma anterior, seja nesta. Se tiver que pensar nisso, perde o sentido. Por isso, nos raros momentos em que coloco a questão, rapidamente a ponho de parte. Porque não escrevo para os outros, embora sejam vocês, os outros, que alimentam a vontade de cá vir. Escrevo o que vem à cabeça, o que me apetece ou não partilhar. E se isto mudou, e a minha postura se mantém, provavelmente sou eu que estou diferente. E não, não vou tirar daqui nenhuma brilhante conclusão que vos vai fazer clicar no share, no like ou comentar. Isto é um mero exercício e nem eu sei para que é que serve. Isto é, apenas, um blog.
domingo, dezembro 12, 2010
sábado, dezembro 11, 2010
sexta-feira, dezembro 10, 2010
quinta-feira, dezembro 09, 2010
quarta-feira, dezembro 08, 2010
Feriados
É a primeira vez, desde que entrei para o mundo do trabalho, que gozo os feriados nas datas certas. E que bem me tem sabido. Venham mais semanas destas!
terça-feira, dezembro 07, 2010
Espuma dos dias
"Pareço egoísta àqueles que, por um egoísmo absorvente, exigem a dedicação dos outros como um tributo"
Fernando Pessoa
domingo, dezembro 05, 2010
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Só porque me apetece
Abissofobia - Medo de abismos, de precipícios.*
Aerofobia - Medo de andar de avião.
Escotofobia/Nictofobia - Medo do escuro.
Gefirofobia - Medo de pontes ou viadutos.*
Herpetofobia - Medo de répteis, anfíbios ou outros animais semelhantes.
Hipocondria/Nosofobia - Medo de contrair uma doença [que leve à morte].
Estive a brincar na Wikipédia, com a lista de fobias, e descobri coisas espantosas, como uma palavra como mais de 30 letras para designar o medo de palavras... compridas! O medo da sogra, o medo do trabalho, o medo do número 666, do número 4 ou do número 13 e mais umas quantas coisas giras. Se podia ter perdido o meu tempo de outra forma, até podia. Mas achei isto divertido.
*Basicamente tenho medo de atravessar uma certa ponte para peões na 2.ª circular!
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Espiral
Sou bruta,
tenho o coração na boca.
Digo o que penso, sem ponderar.
Sou convicta, intensa, cheia de razão.
Não me deixo ficar,
vou à luta, doa a quem doer. Até a mim.
Tenho um feitio tramado.
Não precisam de mo dizer,
é assim que me apresento.
Antes que me apontem o dedo.
Sou assim desde que tomei consciência de mim
e, no entanto, não consigo mudar.
Também já o sei.
Aprendi-o sozinha,
com a dor de ter falhado a latejar.
Uma dor adormecida que, por vezes...
Desperta!
E agora, não quer passar.
O ódio que sinto não me larga.
Pisa-me e sufoca-me.
Porque não consigo fazer as pazes comigo.
Como é suposto,
nesta espiral de quem sabe que não muda.
tenho o coração na boca.
Digo o que penso, sem ponderar.
Sou convicta, intensa, cheia de razão.
Não me deixo ficar,
vou à luta, doa a quem doer. Até a mim.
Tenho um feitio tramado.
Não precisam de mo dizer,
é assim que me apresento.
Antes que me apontem o dedo.
Sou assim desde que tomei consciência de mim
e, no entanto, não consigo mudar.
Também já o sei.
Aprendi-o sozinha,
com a dor de ter falhado a latejar.
Uma dor adormecida que, por vezes...
Desperta!
E agora, não quer passar.
O ódio que sinto não me larga.
Pisa-me e sufoca-me.
Porque não consigo fazer as pazes comigo.
Como é suposto,
nesta espiral de quem sabe que não muda.
À chuva
Faz parte de mim. A caminho de casa, com a certeza do conforto que me aguarda, gosto de me entregar à chuva. Gosto de o fazer nesta cidade onde ninguém sabe quem sou. Hoje, teimosa, achei que também podia pular nas poças de água, sem pudor. Um carro que passa abranda caminho e espera-me ao fundo da rua. Lá dentro, alguém que me conhece...
terça-feira, novembro 30, 2010
Fast-books
Percebo que me tenho andado a empaturrar de maus livros quando a leitura deste que está aqui ao lado me sabe a um manjar divino. Já sentia falta disto.
segunda-feira, novembro 29, 2010
domingo, novembro 28, 2010
Rebenta a bolha
Todos os dias me esforço por ser como a Suíça. Se fosse simples, o Mundo era bem melhor. Sou tão humana como os outros. Pior, porque quando a corda estica até ao limite mostro o que nunca tinham visto...
Um pelo preço de uns quantos que mandamos para a rua
Como é que se permite que empresas em pleno processo de despedimentos por inviabilidade económica contrate altos quadros a peso de ouro?
Julie & Julia
Acho que vou [re]começar a cozinhar e mudar a minha vida. Quando era mais nova ninguém fazia um bolo de chocolate tão bom como o meu, por muito que lhes desse a receita com todos os passos bem explicadinhos. Nunca pensei, mas adorei este filme.
terça-feira, novembro 23, 2010
Deprimente
Não gosto da Rita Pereira, nem nunca vou gostar. Que as atenções se centrem nas mamas dela, não me surpreende. Afinal de contas, estamos a falar dos exóticos estrangeiros que fazem telenovelas, esse género televisivo completamente desconhecido em terras do Tio Sam. Agora que a menina prove mais uma vez a sua falta de inteligência e fale apenas e só do decote e do creme que brilha da Sephora, sem nunca desviar a conversa para o trabalho, o prémio e os colegas é que me parece lamentável. Previsível mas triste. Nota positiva para essa grande maluca que é a Alexandra Lencastre, que festeja que nem louca ao segundo 37'. Antes isso do que isto.
O dia amanhece...
Com um Emmy. Alexandra Lencastre e Paulo Pires a fazer história em Nova Iorque. Como? Com uma novela. Da TVI. "Meu Amor", diz-vos alguma coisa?
quinta-feira, novembro 18, 2010
Dias quentes em Lx
Perdemos os Arcade Fire, mas garantimos o Barack Obama. Tremo de ansiedade só de pensar que o Air Force One vai andar nos céus de Portugal. O Air Force One. É muita emoção.
Gotta love Ron Weasley
"Twilight is fine. Better actually."
in Harry Potter and the Deathly Hallows
quarta-feira, novembro 17, 2010
terça-feira, novembro 16, 2010
quarta-feira, novembro 10, 2010
Salta-pocinhas
Há um certo género de homem que gosta de andar aos pulinhos, dividido entre duas [ou mais] mulheres. A[s] que abandona e a[s] futuras[s] vítimas. Sim, porque a coisa funciona em círculos. Há sempre um regresso. Ou a tentativa disso. E é aqui que algumas mulheres falham. Como é que se aceita um homem destes de volta? Se eles são salta-pocinhas, o que são elas?
Um novo mundo se abre aos meus olhos
Onde é que eu andava com a cabeça para ter o chat do Facebook desligado? Com a morte lenta do MSN tenho resumido o chat aos amigos (poucos) do Gmail e sou feliz assim. Apercebi-me que algo não devia estar certo quando um amigo avesso às tecnologias [sim, és tu!] me pergunta por onde ando, que não me tem visto, que não usa o MSN e nunca me vê no FB. Desde então tenho dado umas abébias ao coisinho e não é que há pessoas estranhas a meter conversa? Muitas! Não sei se preciso disto...
terça-feira, novembro 09, 2010
A menina que eu fui...
Anda inquieta, desassossegada. Ontem não se conformava com a adulta hoje que sou. Não teve grande voz, porque sou eu quem manda agora. Hoje orgulhou-se de mim, depois de ter sido ferida de morte. A menina que eu sou não está satisfeita. Anda inquieta, à espera do que aí vem. Olha para o presente e fica perplexa. Porque não percebe. Vê um caminho diferente, mais directo para os sonhos que construímos juntas. A menina e a adulta. Ao mesmo tempo, mantém-se expectante porque sabe que pode deve confiar em mim. A prova disso foi o apreço que sentiu ao ver-me debater pelo que acreditamos. Ela também o fazia no seu reinado. Voltámos a encontrar-nos nesse momento mas temos andado distantes. Só consegui metade do que me propus. A menina que eu fui cobra-me o resto...
sábado, novembro 06, 2010
Momento Ipiranga
Estou farta de conduzir todos os dias, estou cansada do trânsito caótico e de estacionar em sítios impossíveis, num carro sem direcção assistida. Estou desolada por ver o meu ordenado desaparecer em depósitos cheios que duram pouco mais do que uma semana. Bela vida tinha eu, quando era burguesa e andava de táxi para todo o lado. Um luxo que me saía bem mais barato e cansava-me menos.
quinta-feira, novembro 04, 2010
Não me sai da cabeça
Fui ontem ver o filme, não aprovado por Mark Zuckerberg, que conta como nasceu esse grande monstro que é o Facebook. Com Jesse Eisenberg, um dos meus actores fetiche dos últimos tempos, o filme retrata a concretização do sonho. O nascimento de uma ideia revolucionária, daquelas que, como diz a dada altura o co-fundador do Napster, Sean Parker, só existe uma em cada geração. São pequenos pormenores que mudam o mundo e estão à distância de nada. De um clique apenas.
segunda-feira, novembro 01, 2010
É da maneira que não me apanham lá
O Urban Beach, passo a citar, não deixa entrar pretos na casa. Palavras para quê?
sexta-feira, outubro 29, 2010
Apresento-vos a minha nova companheira
Chama-se dor cervical, torcicolo ou o raio que a parta. Por mim, deixávamos de nos dar a partir de agora mesmo...
quarta-feira, outubro 27, 2010
Dos livros que acabei por milagre...
A prova de que escrever um romance por ano também pode ser sinónimo de compilar pesquisas feitas no Google em livros com mais de 500 páginas. Se aprendi alguma coisa, aprendi. Se foi interessante, até foi. Se eu podia ter feito o mesmo em casa, também podia. Provavelmente de uma forma bem mais apelativa.
Dos livros que deixei a meio...
O primeiro de todos. Era de leitura obrigatória no 11.º ano e traumatizou-me por isso mesmo, por me fazer falhar. Vi-me obrigada a baixar os braços. A marca ficou para sempre.
Apresentado como o Diário da Anne Frank russa, este tinha tudo para ser lido de um fôlego. Não li mais de 100 páginas, sempre com dificuldade. Aqui o processo foi mais pacífico porque nunca o larguei definitivamente. Aliás, o marcador ainda lá está...
A biografia de S. Francisco de Assis. Foi um presente do meu mano mas nunca me cativou. Esforcei-me, obriguei-me a gostar, sempre sem êxito. Está por ler.
Apresentado como o Diário da Anne Frank russa, este tinha tudo para ser lido de um fôlego. Não li mais de 100 páginas, sempre com dificuldade. Aqui o processo foi mais pacífico porque nunca o larguei definitivamente. Aliás, o marcador ainda lá está...
A biografia de S. Francisco de Assis. Foi um presente do meu mano mas nunca me cativou. Esforcei-me, obriguei-me a gostar, sempre sem êxito. Está por ler.
Odeio a minha colega de casa
Não sou uma morning person, não sou. Mal consigo pensar de manhã, detesto que me obriguem a falar e levo umas boas horas a acordar para o mundo. Agora imaginem o cenário quando sou confrontada com alguém que me faz soltar as estribeiras logo cedo. A minha colega de casa é insuportável, inoportuna e tem falta de tacto. Para completar a figura, adora intrometer-se no meu momento zen: os minutos que passo debaixo do chuveiro. Coincidência das coincidências, a minha hora de me despachar é sempre a hora dela. Mesmo que mude todos os dias. Na semana passada, quando o meu despertador tocou, recebi uma mensagem a perguntar-me a que horas eu ia tomar banho porque ela ia precisar da casa-de-banho dali a meia hora. Ok, despachei-me para não a atrapalhar. No dia seguinte tive que me levantar com as galinhas, às seis da manhã. Saio para o corredor e quem é que está lá de plantão à minha espera? A melga! Às seis da manhã... Acham que fica por aqui? Nada disso. Por acaso, ontem pude levantar-me bem mais tarde. Ainda estava a entrar na casa-de-banho quando a oiço atrás de mim a perguntar-me se vou demorar muito. É preciso contar até dez e, mesmo assim, não há magia zen que aguente. Fico logo de trombas. Hoje foi a cereja no topo do bolo. Fui fazer um chichizinho antes de ir buscar a tolha e, quando abro a porta, salto para trás e morro de susto. Demorei dois minutos a recuperar a respiração. A menina estava, de cabecinha para fora na porta do quarto, a olhar para mim: "A que horas vais tomar banho?". De notar que isto aconteceu sempre a horas distintas. Mas eu fiz mal a alguém?
Finalmente, acabei!
*** Pode conter spoilers ***
Terminei ontem o terceiro livro da saga Millennium de Stieg Larsson. Só não desisti a meio porque, afinal, era o último de três livros. Queria saber como era o "desfecho", se é que se pode chamar desfecho ao terceiro volume daquela que era suposto ser uma colecção de dez livros. Ao contrário do segundo, para mim o melhor dos três, que li de uma rajada só, este terceiro é chato, sem acção, descritivo demais e fastidioso. Para terem uma ideia, passam mais de 500 páginas até que a protagonista saia do hospital. Se tivermos em conta que ela é internada no final do segundo volume, dá para ter uma ideia de quanto o autor se perde em detalhes desgastantes para quem procura o ritmo frenético do livro anterior. Se gostei, gostei. É uma história interessante, bem estruturada, que nos consegue agarrar sobretudo pela personalidade única de Lisbeth Salander. Mas é impossível não reparar na falta de originalidade nas descrições do dia-a-dia das personagens, que se resumem ao acto de ligar a máquina de café, tomar banho e vestir uma muda de roupa lavada, enquanto tomam um pequeno-almoço no balcão da cozinha. Apenas os verbos quebram a rotina. Também é difícil fingir que não percebemos o carácter "autobiográfico" de Mikael Blomkvist, que acompanha a protagonista ao longo dos três livros. Tal como Stieg Larsson, jornalista de uma revista mensal. Dotado de algum charme, chega a irritar pelo facto de se deitar com todas as personagens femininas com que se cruza. Personagens estas que, invariavelmente, caem de amores pelo jornalista. E sim, percebe-se que havia histórias para desenvolver em livros futuros. Esta foi uma das questões que não consegui esclarecer antes de começar a empreitada da saga. Se o autor, antes de morrer de ataque cardíaco, tinha pensado em dez livros e até existe um quarto algures entre os ficheiros da editora e da namorada, isso não se nota na narrativa? Claro que sim. A história fecha, quando viramos a última página do terceiro volume. Mas há cenas desenvolvidas ao longo das 700 páginas de cada um dos livros, que nunca conhecem razão de ser. Há personagens que, embora mencionadas, nunca chegam a aparecer nem se sabe o seu destino, como é o caso da irmã de Lisbeth. Outras ficam em stand by. Enfim, há uma imensidão de temas que se perdem. Não fazem falta, mas claramente são lançados para servir de âncora para uma nova aventura dos protagonistas. Dispensava-se a descrição técnica de todo o processo de investigação que estraga o último volume. Pouco faltou para o deixar a meio. Muito pouco.
terça-feira, outubro 26, 2010
A vida é bela, tu é que dás cabo dela...
O desconforto que se sente quando a história se repete. Com outros protagonistas. Feia, como da primeira vez. Como das próximas, atrevo-me a adivinhar.
Naif, eu?
O que pensar de um mundo onde eu, a rainha das conpirações, desconfiada até ao nível mais elevado, sou ingénua?
segunda-feira, outubro 25, 2010
O meu mestre
fernando pessoa
Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre
Esse rio sem fim.
Sempre fui parva
sexta-feira, outubro 22, 2010
Cuscos, pá!
Duas alminhas vieram aqui ter com esta pesquisa:
"os segredos da caixa dos segredos e de quem são"
Divido-me entre a vontade de rebolar a rir ou de lamentar que haja quem não tem mais que fazer.
"os segredos da caixa dos segredos e de quem são"
Divido-me entre a vontade de rebolar a rir ou de lamentar que haja quem não tem mais que fazer.
quarta-feira, outubro 20, 2010
Qual é o teu segredo?
Perguntaram-me hoje, enquanto eu me espantava ao ouvir-me responder que a minha vida é um livro aberto. Se tivesse dito blogue não estava longe da verdade. Até que me lembrei... Todos temos histórias que são só nossas. Todos.
terça-feira, outubro 19, 2010
Gosto disto
Apesar de se apresentar com o último grito das criações dos mais conceituados costureiros e casas de moda, impecavelmente combinados com sapatos ao mesmo nível, Kristen Stewart não hesita em por-se confortável logo que a situação o permita. Não são raras a vezes em que a protagonista da saga Crepúsculo é fotografada com os sapatos na mão ou já com ténis nos pés. Gosto muito desta postura. Torna-a mais humana. Prefiro isto à das bloggers que acreditam que se se empoleirarem em agulhas de 15 centímetros também sobem na vida. Mas claro, isto sou eu.
domingo, outubro 17, 2010
É por isso que não tem magia
Na "Casa dos Segredos" não há bons sentimentos. Ninguém está ali para ser nobre, mas assumidamente para passar a perna aos outros e ganhar. É tão feio.
sábado, outubro 16, 2010
Porque é que nunca vos ouvi falar nisto?
A CREL tem vistas espectaculares. Essa e a IC16 ou lá o que é aquilo. Dá vontade de parar o carro e sacar da máquina fotográfica. Espectacular.
sexta-feira, outubro 15, 2010
Tudo isto me irrita um bocado
Eu podia por-me a mandar vir com as notícias que dão como certo e cancelado o concerto de Arcade Fire, ao mesmo tempo. Podia, mas não tenho paciência para braços-de-ferro. No fundo, é tudo uma grande falta de respeito pelo último elo da corrente, os fãs. Nada a que a Everything is New não nos tenha já habituado. Sim, porque não me esqueço da grande pouca-vergonha que foi a entrada no Optimus Alive deste ano. Enfim, alguém meteu água, não sei quem, nem sequer me interessa. A verdade é que dificilmente o concerto se poderá realizar - não é impossível, eu sei - com uma cimeira da Nato a decorrer ali ao lado, no dia seguinte, onde já está garantida a presença das mais altas figuras dos estados membros, entre os quais o próprio do Obama, lindo que só ele. A grande questão é que, quem ceder primeiro, terá uma multa para pagar. Uma multa alta. E é essa multa que nos deixa assim, neste chove-não-molha até onde acharem que podem esticar a corda. Pode ser que rebente só depois do concerto. E é por isso que estou a torcer...
Sinto-me abençoada
A minha vida tem sido levada no fio da navalha. Os últimos quatro anos, quase cinco, têm sido a doer, com provas que testam a minha resistência ao limite. Não tem sido fácil, tem sido, aliás, bem complicado de gerir. Quando o nosso equilibrio se mede entre vida e morte, tudo à nossa volta toma uma dimensão de fatalidade que não pode ser saudável para ninguém. Felizmente, têm sido momentos passageiros - que duram várias vidas mas passageiros - mas ainda assim, marcantes demais para serem ignorados e não deixarem mossa. A angústia de viver no limbo das sentenças molda o nosso carácter, é impossível dizer que não. Se, por um lado, tenho estado demasiadas vezes nessa fronteira, por outro, sou agraciada com a sorte de cair para o lado bom. Uma benção que me faz encarar o futuro com um sorriso. Um dia de cada vez, porque é mesmo assim que a vida corre.
quinta-feira, outubro 14, 2010
Chamar susto a isto é muito pouco
Como já passou, ficamo-nos por isso. Um sufoco, foi o que foi. Daqueles que nos tiram anos de vida, muitos anos de vida.
quarta-feira, outubro 13, 2010
Gosto pouco de injustiças
Gosto menos ainda de gente parva. Por isso é que vos convido todos a aderir ao Clube de Fãs da Bad Girl. Para quem ainda não sabe, apagaram a página dela no Facebook.
A melhor dieta
É aquela que não desejamos por nada desta vida. Passei o Verão a tentar perder o inchaço corporal ganho com a operação que fiz em Março. Sem êxito. Recebi uma notícia menos boa e, em menos de umas horas, voltei ao peso que considero ideal. Vida sacana.
sábado, outubro 09, 2010
Quando eu nasci
Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
P'ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
P'ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...
José Régio
sexta-feira, outubro 08, 2010
Tenho sono e não me deito
Ando para aqui a pensar no carro que tenho que comprar, na casa que quero ter e no facto de, nos últimos tempos, ninguém me dar a idade que tenho. Pois, não a tenho na aparência nem nas posses materiais. Tenho que sobre em experiência de vida. Essa, aliás, ultrapassa em muito a idade real. Ando cansada mas durmo melhor à hora de acordar, adormecer custa-me demais. Farto-me de trabalhar enquanto estou deitada. Edito textos, entrevisto personalidades, faço telefonemas e pesquiso na net. A cabeça fervilha e não descanso. Acordo cansada, cheia de sono. E agora, agora que me devia deitar, não me deito. Resta-me o consolo de, nem assim, me darem a idade que tenho. Nem por um segundo apenas.
quinta-feira, outubro 07, 2010
quarta-feira, outubro 06, 2010
Está a ser do caraças
Desde Janeiro tenho tido oportunidade de perceber até onde posso contar com cada uma das pessoas que me rodeiam. Histórias que são só minhas.
terça-feira, outubro 05, 2010
Qual rei, qual quê!
Mas está tudo parvo? Bem sei que o País está mal, doente e a vontade que tenho de o rifar aumenta de dia para dia, mas bolas, um rei? Querem ver-me a desejar a morte de um gajo apenas porque teve o azar de nascer com um título? Sim, porque só quando ele morrer é que sai de lá. Não se lembram desse pormenor? Só pode.
Vendido o tanas...
Ok, voltando ao início. Estava disposta a vender o blogue ao primeiro que me oferecesse os mais de oito mil euros - leram bem, oito mil euros! - pela maravilhosa Caixa dos Segredos. E não, não pensem que é falta de humildade da minha parte. Como ia a contar no post anterior, o Google abriu-me algumas páginas, entre elas uma que classifica o meu blogue como tendo um valor comercial de 8.941 euros. Estava já a colocar o dito no mercado quando disparou o anti-vírus. Sacanas!*
* Ainda assim, se houver compradores à altura, o blogue continua à venda!
Vendido
Vinha cá fazer um cutchi-cutchi porque tenho deixado o blogue abandonado nos últimos tempos mas estou tão cansada que me enganei a escrever o endereço no browser e o Google abriu uma série de páginas que não conheço, a direccionar aqui para a Caixa dos Segredos. A propósito, agora há uma Casa dos Segredos na TVI não é? Quase que me fugiu o teclado, quando escrevi o nome do blogue. Bem, voltando ao título do post. Sim, o blogue está vendi....
quarta-feira, setembro 29, 2010
Fui ao cu de Judas*
E não gostei. Aprendi que a primeira impressão que temos de alguma coisa, não existe por acaso. Se não gostas à primeira, dificilmente gostarás nas próximas vezes. Não insistas. Foi o que se passou com a Blanco. Sim, a Blanco. Podem espancar-me, fashionistas dos blogues. Não tinha ficado entusiasmada com o conceito na Fuencarral em Madrid, não é agora na Amadora, ou na Pontinha ou lá o que é aquilo, que a coisa vai mudar. Aprendi que não vale mesmo a pena insistir. Lojas tipo armazém não são para mim. A visão de tanto amontoado assusta-me e mais depressa me vejo porta fora do que procuro uma peça de roupa que seja. Já é assim com a H&M e a C&A, junta-se agora a Primark à lista. Espanquem-me. Sem dó, porque eu mereço. Sim, porque depois vejo as pessoas com peças lindas de morrer, mas eu não tenho talento para as encontrar. Cada um é para o que nasce, eu não sou para isto. Lamento. Aprendi que os donos das lojas deviam pagar multas pela iluminação dos provadores de roupa. Uma pessoa fica deprimida com aquilo, por amor de Deus! Sai-se dali com um plano de dieta rigorosíssimo que só uma passagem pelo McDonald's consegue acalmar. Não se faz. Mais importante que tudo, aprendi que não gosto de comprar roupa. Nunca pensei ver este dia chegar.
* Que outro nome dar aquela terra de ninguém onde fica o Dolce Vita Tejo? Pois.
Não me tenho manifestado
Mas já te topei e hei-de lançar-te as mãos. Obrigada Neni, por me lembrares.
segunda-feira, setembro 27, 2010
A vida dá tantas voltas
O que é certo torna-se incerto, o estável muda e os dias passam, com a mesma candura de sempre. Entre o soluço sufocado e a gargalhada genuína, não sabemos o que nos puxa com mais convicção. Ganhamos experiência, tornamo-nos menos rígidos, mais pacientes, com ideias mais assertivas, menos crédulos. A vocação para comediante de quem controla os ditames do dia-a-dia aperta-nos o coração em alguns momentos e chega a fazer-nos perder a fé em algo maior. Ao mesmo tempo, só mesmo confiando numa força superior conseguimos forças para seguir em frente, independentemente das vezes que caímos. Olhamos para o lado e percebemos que os outros também caem, também se levantam. Também erram, também se questionam e dão o que têm e não têm para passar barreiras. Quando damos por isso, demos mais uma volta. Porque a vida é um carrossel. Não pára. Sempre a surpreender.
sábado, setembro 25, 2010
Última noite
Tínhamos 24 anos quando nos conhecemos. Foi entre estas quatro paredes onde acabámos por crescer, viver, chorar e rir. As mesmas quatro paredes que hoje assistem à nossa despedida. "Boa noite", digo eu. "Dorme bem", respondes tu, num ritual costumeiro que nos fez mais que amigas nos últimos sete anos. Somos família. E é com lágrimas contidas que te vejo seguir um caminho que nos separa, as mesmas lágrimas que sei que também seguras e disfarças bem melhor do que eu. Sempre foste a razão e eu a emoção. Tu és a força contida, inabalável. Eu preciso de morder o lábio para não me deixar levar pelo momento. Faltam-me as palavras para te dizer que me vais fazer falta. Para te agradecer por estes que sei que serão sempre os melhores anos da nossa vida. Porque foram os anos das nossas conquistas individuais, minhas e tuas, a par e passo, como numa dança de equilíbrios bem coreografada. Se a minha vida sofreu uma reviravolta, porque não haveria a tua também de mudar o rumo?
Vou ter saudades tuas.
Vou ter saudades tuas.
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