terça-feira, junho 08, 2010

Obsessão

Isto já aconteceu. Foi em 2003, quando fui obrigada a assistir ao concerto desse ex-Take That *ler com repugnância* que dá pelo nome de Robbie Williams, no Pavilhão Atlântico. Foi a 19 de Outubro e nessa noite mordi a língua. A paixão foi de tal forma arrebatadora que, durante bem mais que um ano, segui entusiasticamente todos os passos do músico, qual stalker psicopata. Decorei todos os acordes de todas as músicas, sabia identificar cada concerto só pelo vislumbre de uns segundos das imagens que apareciam na televisão, fiz-me sócia num clube oficial de fãs e encontrei uma foto raríssima que foi o desktop do meu computador de trabalho durante demasiado tempo. Não sei dizer como passou mas foi tão intenso que, quando terminou, não restou nada. Nem o vazio. Voltou a acontecer. Estou à espera que passe.

Sabemos que estamos curados

Quando ficamos verdadeiramente enjoados só de imaginar!

São como os putos

Um dia destes entrei no meu local de trabalho fora-de-horas. Foi como se tivesse entrado numa festa de adolescentes, apanhados a fumar às escondidas. Não perdi tempo a pensar no assunto. Hoje de manhã, o elevador parou num andar a meio caminho. Estava um jovem, calmamente relaxado a ler um texto, sentado nas escadas, com o cigarro na mão. E assim, como quem não quer a coisa, os fumadores voltam a conquistar um espaço que é de todos mas que insistem que seja só deles. Mimados e inconsequentes, como crianças que ainda não sabem até onde vai a liberdade. E sim, o acto de fumar é sexy mas não chega para me convencer.

segunda-feira, junho 07, 2010

E quem é que esteve acordado até às quatro da matina?

Qual último episódio do Lost, qual quê! Aqui a papalva esteve a ver os MTV Awards pela noite dentro. Sim, essa grande gala onde as estrelas parece que saíram todas de uma festa com substâncias ilícitas, tratam a audiência como se estivessem a falar com atrasados mentais - alguns merecem, aqueles gritos só mesmo de gente com capacidades intelectuais reduzidas - e uma fantochada de meter dó do princípio ao fim. Mas pronto, é tudo gente cool, que diz f*** muitas vezes, presta homenagem à carreira da - pasmem! - Sandra Bullock, que até dá beijinhos à colega do lado só porque não tem mais que fazer. São eles nesses preparos e eu em casa, que achei que dormir era para meninos e gramei com aquilo tudo. Gostei dos vestidos da Scarlett Johansson e da Kristen Stewart mas, para os ver, não precisava disto.

domingo, junho 06, 2010

The Temper Trap - Sweet Disposition

Amo, de paixão!

It's just a feeling


Impulsividade

Nem sempre os instintos nos levam pelo melhor caminho. Com o tempo aprende-se que reagir a quente, com franqueza e sem papas na língua não é virtude. Saber esperar, ser paciente e tolerante são as verdadeiras provas de fogo desta vida. E isso aprende-se com os estalos de luva branca que levamos quando estamos cheios da nossa razão. Acabei de ser atingida por um. Pode ser que aprenda.

sexta-feira, junho 04, 2010

terça-feira, junho 01, 2010

Clogs!?

Oh meus amigos, isto são socas. E, pelos vistos, agora são o último grito da moda.

Monção

No filme "O Amor Não Tira Férias", a personagem de Kate Winslet chama-lhe vento de Sant' Anna. Diz que traz boa-ventura. Não era de Sant' Anna, mas a agitação quente que senti hoje ao sair do trabalho mexeu comigo...

Sushi time

Just love it!

E no dia da criança...

Apetece-me ser traquina. Mas traquina em adult mode.

Perdi o exame

Mais de dois meses depois fui chamada à consulta para me entregarem o relatório final. O envelope ficou algures entre casa e o trabalho. È finito.

No news is good news.

domingo, maio 30, 2010

Um sorriso faz milagres

E o de Gary Lightbody incendiou o concerto de Snow Patrol na quinta-feira. Nada como um homem feliz, armado em miúdo traquina que, ainda por cima, sabe fazer música daquela mesmo boa. Volta!     

quinta-feira, maio 27, 2010

Só para dizer


Que estou a uma pessoa do vampiro mais vegetariano da história da ficção!

Da última vez que fui ao Parque da Bela Vista

Deixei lá um namorado. O que me espera agora?

Filho pródigo

A minha simpatia sempre tendeu para o filho que se mantém no caminho certo, em casa, a ajudar os pais, como mandam os costumes. Injustiçado pelo amor que dedicam ao rebelde sem causa que a todos conquista quando regressa depois de uma jornada amoral. Essa sempre foi a minha tendência. Mas a parábola não termina aqui. Um dia o pai explica o seu comportamento ao filho que sempre ali esteve: "O teu irmão estava perdido e encontrou-se". Será que chega para atenuar a injustiça? Nunca encontrei uma resposta que me satisfizesse.

Tinha tantas saudades desta casa...

quarta-feira, março 03, 2010

Hoje é o dia!

Tantas vezes o cântaro vai à fonte que um dia acaba por lá ficar. A caixa está cheia.
Não há mais segredos.

Obrigada a todos os que, ao longo de três anos, fizeram deste um espaço especial. Do fundo do coração.

Mal nos conhecemos

Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
 
Alexandre O'Neill, quem melhor?

segunda-feira, março 01, 2010

Está tão giro!

Adoro a música do anúncio do Axe Twist. É o "All I Want is You", de Barry Louis Polisar. Para quem não se lembra, faz parte da banda sonora do maravilhoso "Juno". E isso basta para gostar da publicidade, que também está muito bem conseguida.

domingo, fevereiro 28, 2010

Com a gripe A a falhar...

A natureza assumiu o comando das operações. Aí estão, milhares de mortes a registar neste Inverno!

Mais que números

207 subscritores no Google Reader
169 leitores por dia no Sitemeter
87 seguidores no Blogger

E um honroso 333.º lugar no ranking nacional de blogs. É o que me impede de fechar este blog. Penso nisso tantas e tantas vezes mas nunca consigo. Por mim, pela alegria que cada "número" destes me dá. Mas sinto falta da frescura dos primeiros tempos. Sobretudo do anonimato.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Quem diria?

Ainda ontem estávamos em 2007 e já passaram três anos. 1095 dias depois, contra todas as expectativas, ainda por cá andamos. Mais ou menos presente, este blogue foi e continua a ser uma parte de mim. Importante.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Acabei de a ver...

Do lado de fora, iluminada como na foto. Daqui a pouco mais de uma semana estarei do lado de dentro, noutra perspectiva. Quando olho para o edifício, a meio da noite, não posso dizer que fico tranquila. Mas tenho conseguido manter uma postura positiva e é nisso que vou concentrar as minhas forças. Por mais que custe!

Constatação

Os blogues estragam-se quando a diversão e o entretenimento dão lugar ao negócio e luta por protagonismo, gerando invejas e sentimentos mesquinhos. Como tudo na vida...

[La Palisse diria qualquer coisa semelhante]

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

3.º Sexo

Qual Simone de Beauvoir, Raquel Lito agita as águas do charco nacional com o lançamento do seu primeiro livro: "3.º Sexo". Quem a conhece sabe bem que este é um livro que - apesar de ainda não o ter lido - não podia ter sido escrito por melhores mãos. Trata-se de uma recolha de 12 testemunhos de homossexuais, quatro deles bem conhecidos da nossa praça. Muitos assumem publicamente pela primeira vez a sua orientação sexual e contam a história das suas vidas com relatos e pormenores que não estamos habituados a ouvir no dia-a-dia. Um feito que só alguém com a persistência e a determinação da Raquel podia conseguir. Um feito digno de registo. Parabéns!

domingo, fevereiro 21, 2010

Singularidades

me: quando fazem aquelas cenas em que tens de te rir
irritam-me

other: eu acho é que te irritas muito facilmente

me: também

other: nunca conheci ninguém que se irritasse com tanta coisa
mas acho isso giro, assim que percebes como funciona

me: tu percebes como funciona?

other: raramente

E agora vocês...

Preciso de sugestões. Livros giros e cativantes que me mantenham entretida. O que é que me aconselham?

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Estou curada!

Tinhas razão! Bastou-me chegar ao quarto livro para perceber porque é que Stephenie Meyer nunca será alguém no mundo da literatura. Se ao terceiro livro já nos começamos a questionar quanto à sanidade da senhora que criou aquela história, a meio do último volume - ainda não o terminei - todas as dúvidas são dissipadas. É doentio, é fastidioso, é realmente um dos livros mais lamentáveis que já me passaram pelas mãos. E embora esteja curiosa quanto ao desfecho, não deixo de me sentir feliz por finalmente me conseguir ver livre desta obsessão que já estava a agoniar. Quem a criou também a matou. E é melhor assim. Passou...

domingo, fevereiro 14, 2010

Estive a ver o Crespúsculo

E por mim trocava-se aquela insonsa da Kristen Stewart pela Mafalda Luís de Castro da "Lua Vermelha". Mantinha o Robert Pattinson como Edward mas, sinceramente... Que filme mais sensaborão!

[Eu sei, estou à beira do internamento...]

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Salvem-me!

Robert Pattinson
Fui contagiada pela febre dos vampiros. Tentei evitá-lo a todo o custo. A lenda dos seres imortais nunca me atraiu por aí além e não me apetecia entrar na carneirada adolescente que descobriu este submundo com a saga do Crepúsculo. Desta vez posso dizer que a culpa é do trabalho, que me obrigou a imiscuir nessa realidade. A contragosto, já tinha referido. E até estava a correr bem, sem me deixar "morder" pela tentação que estas histórias provocam no ser humano. Só que, para estar por dentro do que se fala, acedi a ler aquele que dizem que é o best seller juvenil com mais sucesso depois de Harry Potter. Foi constrangedor rever a Vanita adolescente nas primeiras páginas daquele livro. A forma como está escrito assemelha-se ao meu diário dos 12, 13 anos e, por muito que queira acreditar que não escrevia mal, quando pego num livro espero bem mais do que isso. Mas ao longo da história o discurso de Bella adensa-se e ganha mais estrutura, tal como a personagem. A trama toma conta de nós e envolve-nos com sagacidade. Não deixa de ser um livro dirigido para o público a que se destina, mas segue em crescendo. É quase impossível chegar ao fim sem sucumbir ao fascínio de Edward, o vampiro que arrebata o coração da protagonista. E eu, que não queria nada disto, dou por mim a contar os minutos para ter o segundo volume nas mãos. Esperava mais de mim, confesso.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Calhandrice

Belo termo, hoje recuperado por fonte do Ministério dos Assuntos Parlamentares em reacção à mais recente polémica instaurada nas cabeças pensantes deste País. Pois que a nação está indignada, revoltada e clama por liberdade de expressão. Pois que Mário Crespo foi ultrajado pela direcção do Jornal de Notícias que se deu ao desplante a questionar o seu artigo de opinião. Um artigo de opinião que não é um artigo de opinião qualquer. O senhor jornalista mete os chefes de Estado ao barulho porque se terão atrevido, durante um almoço, a chamar nomes ao Mário Crespo. Ao Mário Crespo! "Fui descrito como um 'profissional impreparado'", denuncia, numa crónica que chegou a muito mais gente e causou mais alarido do que se tivesse sido apenas publicada no seu espaço habitual. Pois claro que o senhor jornalista não se deixa ficar e traz à baila os casos de Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz e Marcelo Rebelo de Sousa. Trata-se de uma cabala, não há dúvida. Porque, segundo apurou junto de fonte fidedigna, tudo o que lhe disseram que tinha sido falado naquele almoço está confirmado. E no que é tudo isto me indigna? Na areia que nos atiram para os olhos. Porque sendo um artigo de opinião, é certo que Mário Crespo é o único responsável. Mas quem, em sã consciência, pode condenar a atitude do director do Jornal de Notícias? Que jornalista, com isenção e rigor, publica um diz-que-disse de ânimo leve, mesmo sendo um artigo de opinião? Pergunto eu, certa de que ainda me falta aprender muito, mas desconfiada destas bandeiras içadas em nome não se sabe bem do quê. E olhem que sou pela liberdade de expressão. Fervorosa, até.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

sábado, janeiro 30, 2010

Acordo para as letras

É uma luta inglória, pela qual mais vale baixar os braços e acordar para a vida. O português, tal como o conhecemos, faz parte do passado. O século XXI traz-nos uma nova forma de comunicar e, por muito que doa, quanto mais depressa nos habituarmos, melhor. Se gosto? Nada mesmo mas, a partir do momento em que a agência Lusa começa a difundir as notícias com esta nova grafia, sei que pouco há a fazer. O novo acordo ortográfico para a língua portuguesa entrou em vigor em Janeiro do ano passado. Actualmente estamos num período de transição que deve durar até 2012. E já sabemos, em menos de nada, ninguém se lembra de como se pagam contas em escudos. Ou acham que ainda se lembram? Por mais resistência que tenhamos, o comboio não pára. Mais vale começar a deixar o -c- e os -p- pelo caminho, reaprender a escrever os dias da semana e o nome dos meses em minúsculas, economizar nos acentos e hífens e habituarmo-nos a que o nosso alfabeto, afinal, também tem 26 letras. Acordar para a vida, precisa-se.

Mais explicações aqui

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Sexta-feira

Don't take it personal. Eu gosto de humor negro e, quando uma conhecida blogger da nossa praça publicou isto no Facebook, não resisti. Apropriei-me. Porque acho genial. Humoristicamente falando, claro. Que a semana termine em grande e o fim-de-semana seja ainda melhor!

A Bela e o Paparazzo

Fiz as pazes com o cinema português. Hoje paguei um bilhete para assistir a um filme nacional no dia de estreia. Se já o tinha feito antes? Acho que sim, no tempo de "Tentação", "Corte de Cabelo" e outros que tais. Há muitos anos, portanto. Mas em 2004 que jurei que não voltaria a perder tempo com produções feitas cá dentro. Uma promessa que fiz depois de ter assistido a "Portugal, SA" que, simplesmente, odiei. Hoje não. Hoje gostei de namorar a minha Lisboa, linda e luminosa, captada pelas lentes de António-Pedro Vasconcelos, ao lado de Soraia Chaves e Marco D'Almeida. Gostei de me rir com o Nuno Markl no papel de si mesmo, brilhantemente acompanhado por Pedro Laginha. Aplaudir, mais uma vez - no "Arte de Roubar" já tinha ficado rendida - o talento de Ivo Canelas. E, sobretudo, gostei da história. Bem mais real do que alguns possam pensar. Se é um filme perfeito? Não é. Há por ali imensos erros e falhas, técnicas, de argumento, de continuidade, enfim. Mas convence-me. Convence-me que é possível elevar o cinema português a um outro patamar. Que não precisamos de recorrer ao cliché da gaja nua e dos palavrões para filmar em Portugal. "A Bela e o Paparazzo" é uma comédia romântica, despretensiosa e muito leve. Óptima para assistir em casa, num dia de preguiça. Atrevo-me mesmo a dizer que já assisti a filmes internacionais que me entediaram mais e me divertiram menos. Continuem assim!

P.S. - Os pinguins ficam até sábado!

terça-feira, janeiro 26, 2010

Não sei bem o que pretendem com isto...

Mas desta maneira não devem criar muitos amigos!

[E já que me obrigam a pensar nisso fica a correcção. Sou cliente há 12 anos!]

Incerteza

Onde ficaram os meus sonhos?

Dom da palavra


Há dias em que a minha admiração é maior. A blogoesfera portuguesa está recheada de gente com talento. Gente que sabe escrever, escrever bem, muito bem. Gente que brinca com as palavras como um à-vontade que me enche de orgulho. Tivesse eu um pouco dessa forma de estar. Resta-me o prazer de ler e sonhar...

sábado, janeiro 23, 2010

Equilíbrio

Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio de asas.
- Como quereis o equilíbrio?

David Mourão-Ferreira

quarta-feira, janeiro 20, 2010

A revolta

E aos 31 anos aprendo que a maldade é intrínseca ao ser humano. Que, mesmo nas piores condições possíveis, o Homem é capaz de se superar. Pela negativa. Que a revolta pode ser um sentimento mau e contagioso que, em vez de nos levar mais longe, nos trava e afunda num lodo muito pantanoso. E aos 31 anos aprendo uma nova lição.

And... we're back!

A ligação às vezes falha mas bastam alguns segundos até que tudo volte ao normal.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Também se morre por amor

Pode ser apenas uma forma romântica de ver as coisas, mas sempre acreditei que é por amor. Quem nunca ouviu a história de um casal que viveu toda uma vida lado-a-lado e, quando um se vai, o outro começa a definhar aos poucos, como quem desiste da vida, e acaba por se juntar ao parceiro em pouco tempo, lá do outro lado? Secretamente, gosto de pensar que são os anos de convivência que tornam a ausência do outro insuportável de tal forma que quem fica se entrega fatidicamente à saudade. Hoje houve alguém que partiu atrás do seu amor. Pelo menos é assim que gosto de ver estas despedidas. Porque gosto de acreditar que a entrega diária e quotidiana se cola a quem a vive com essa etiqueta que todos buscamos sem saber bem onde encontrar. O amor é isso mesmo. É não saber existir sem a metade que nos falta...

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Não é um bocado irritante?

Desde que começou o ano já ouvi falar nos anos 90 mais vezes do que nos últimos três ou quatro anos. Mas isto foi algum pacto que fizemos e ninguém me avisou? É suposto, sempre que inicia uma nova década, ficarmos nostálgicos com 20 anos de compasso? Pronto, o grunge está de volta, a rádio relembra Nirvana e Pearl Jam, os rapazes vão voltar [ou começar] a usar o cabelo comprido, as flanelas começam a ver de novo a luz do dia e, de certeza, que as DocMartens não demoram muito a sair do armário [para quem ainda as tiver lá escondidas num canto]. Vai ser sempre assim?

[Estou a dizer isto tudo mas já sei que vou acabar por morder a língua. Depois de ter dito que nunca voltaria a usar nada do que fez moda nos anos 80 e dar por mim a fazê-lo, não volto a cair na esparrela. Venham eles! 90's rules]

Oh, por favor

Salvem-me deste Inverno!

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Vou mudar-me...

... para Pandora! Sim, fui ver o "Avatar" e é provável que não oiçam falar de mim durante uns tempos. Pelo menos, até voltar a adormecer. Lá do outro lado!

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Velas que ardem...

Há dois dias terminei de ter o "As Velas Ardem até ao Fim", de Sandór Marai. Não o conhecia, chamou-me à atenção na livraria e foi com gosto que me deixei levar pelas quase 200 páginas deste escritor húngaro. Fechei o livro, cheia de dúvidas e pensei: "Bolas, ainda não tenho maturidade para entender isto". Entendi, mal e com dificuldade. Mas a ideia tem vindo a ganhar forma na minha cabeça. E, curiosamente, joga com o que 2009 representa para mim: o ano da amizade. Sim, é assim que lhe vou chamar. A amizade foi protagonista deste final de década para mim. E, se no livro de Sandór Marai, dois homens aguentam 41 anos para consertar um momento acabando, no fundo, por nunca o fazerem - exactamente porque a amizade é mais importante que tudo o resto, mesmo que esse resto seja uma traição de morte, de lealdade -, neste ano que agora termina também eu percebi com que linhas se cose essa relação entre dois seres humanos. Há fronteiras, limites. É triste? Talvez seja, talvez não. Mas tudo se resume ao respeito que temos por quem gostamos, em quem nos revemos e a quem nos torna os dias mais risonhos. Há atitudes e palavras que, uma vez tomadas ou ditas podem mudar o que sentimos. Para sempre. Porque o tempo pode passar, ajudar a sarar e até apagar algumas acções. E é aqui que entram as fronteiras. Tudo depende do quão longe se foi. E há limites que não se passam, não se podem passar. Talvez por isso estes dois homens do livro húngaro tenham optado por queimar o livro que lhes podia tirar todas as dúvidas. Porque há valores que falam mais alto e é preciso saber avaliá-los, a cada momento. Para mim, 2009 foi um ano destes. Clarividente.

domingo, dezembro 27, 2009

Percebemos que não vamos para novos...

... quando olhamos para a televisão e vemos a nossa paixão de adolescência num dos filmes da quadra natalícia. No papel de pai dos protagonistas. Ai, Luke, os Bolicaos que comi para coleccionar todos os cromos com a tua imagem!

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Finalmente

Posso dedicar-me ao Natal e desejar-vos umas Santas Festas com tudo de bom, muita saudinha, alegria a rodos e a família sempre por perto, os amigos mais ainda. Queria tê-lo feito mais cedo, mas não foi possível. Ficam aqui os meus votos para a quadra natalícia, enquanto arrumo as malas para seguir caminho até casa. Aguarda-me a lareira, os doces, as pessoas que mais amo e tuditudo e tudo. Sejam felizes!

domingo, dezembro 20, 2009

É isto que faz de ti alguém especial...

Personalidades

Nunca a alheia vontade, inda que grata,
Cumpras por própria. Manda no que fazes,
Nem de ti mesmo servo.
Niguém te dá quem és. Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
Cumpre alto. Sê teu filho.

Fernando Pessoa

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Cheios de si

Eu, eu, eu. Eu fiz, eu tentei, eu encontrei, eu procurei, eu fui à luta, eu cheguei lá. Eu, eu, eu. Eu consegui, eu dei a volta, eu brilhei. Eu, eu, eu. Eu soube, eu dominei, eu ultrapassei. Eu, eu, eu. Eu faço, eu tento, eu encontro, eu procuro, eu vou à luta, eu chego lá. Eu, eu, eu. Eu consigo, eu dou a volta, eu brilho. Eu, eu, eu. Eu sei, eu domino, eu ultrapasso. Eu, eu, eu.

Nunca se cansam?

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Sou mesmo muito bebé!

Se no momento do sismo tive espírito prático suficiente para me agasalhar a correr e sair para a rua, agora, quando oiço os relatos do que se passou e as comparações com outras situações vêem-me as lágrimas aos olhos. Tal foi o susto. A não repetir!

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Estou chateada com vocês!!!

Então, abre uma loja do Starbucks no Chiado e não há uma alminha que me avise? Amuei.

Muitos Parabéns!

A partir de hoje tenho um mano "balzaquiano". Para mim serás sempre o meu amigo cúmplice que me vem apaziguar a birra e se vira contra a Mãe por não me ter feito a vontade. Eu com quatro anos, tu com três. Sentaste-te ao meu lado, na soleira da porta, e disseste que me ias proteger. Tem sido sempre assim, já reparaste? Estás sempre lá para me amparar os vícios de mimada, para me dar na cabeça quando tem de ser, mas sempre, sempre, sempre lá. E é isso que mais gosto em ti. Não és só meu irmão de sangue, és também com o coração. Eu eu gosto tanto de ti. Gosto da tua inteligência, da forma prática e lógica que tens de ver o Mundo e de te lançares nele, sozinho e sem rede. Gosto até da tua teimosa, embora me irrite solenemente. Gosto tanto de ti que não cabe apenas em palavras. PARABÉNS!

terça-feira, dezembro 15, 2009