domingo, setembro 22, 2013
Mudámos de endereço
Para quem ainda não percebeu: este blog já não mora aqui. Se quiserem continuar a segui-lo, encontram-no em www.petit-secrets.blogs.sapo.pt.
quinta-feira, setembro 19, 2013
Custou mas foi!
É possível que a casa ainda cheire a tinta, que haja alguma poeira no ar e os móveis ainda não estejam todos no devido lugar, mas mudei de casa. Ao fim de quase sete anos, a Caixa dos Segredos trocou o Blogspot pelo agora adulto Sapo. Vamos ver como é que corre a mudança. Se me quiserem visitar, agora estou nesta morada: http://petit-secrets.blogs.sapo.pt/. Tragam bolinhos, que eu ofereço o chá.
"Dentro do Deserto", de José Luís Peixoto
Mais do que um segredo, este livro é uma mistura de sentimentos. Há tanto para dizer que é difícil organizar o pensamento e estruturar uma opinião concertada, com alguma utilidade. Este não é um livro normal, é uma obra de não-ficção, quase mascarada de reportagem mas impregnada do cunho pessoal daquele que é um dos escritores portugueses mais reconhecidos da actualidade. Começa aqui a confusão: José Luís Peixoto não é jornalista nem pretende ser. Está tudo muito bem, não se desse o facto de este ser um livro que aborda uma realidade a que muito poucos têm acesso: a necessidade de informação credível e fundamentada é uma constante, um imperativo. Infelizmente, são demasiadas as situações em que o autor não está à altura do que se propõe. E não está por sua culpa mas porque, além de limitado quer em termos materiais quer de movimentos, não tem - e isso é evidente - a formação necessária para dar ao leitor o que ele precisa enquanto o acompanha nesta viagem turística à Coreia do Norte.
Como escritor que é, José Luís Peixoto leva-nos com ele numa viagem de pouco mais de 200 páginas - impressas em folhas com uma gramagem bem superior ao usual - ao que o governo norte-coreano decidiu que podia ser mostrado a um grupo de cerca de 20 curiosos estrangeiros. Sem liberdade de movimentos, sem telemóvel, impedido de tirar fotografias, o autor descreve o que vê, mistura com o que sente e conta-nos o que viveu durante aqueles dias. E é uma surpresa descobrir que ainda se vive daquela forma algures no planeta Terra, dói adivinhar o que se esconde por detrás das fachadas apresentadas aos visitantes. Nenhuma dúvida quanto a isto. Neste momento, em pleno século XXI, existe um país onde o pior pesadelo de George Orwell, recriado em 1984, é uma realidade. Uma realidade. É chocante descobri-lo, é importante dar-lhe voz.
A mistura de sentimentos que o livro provoca surge aqui: durante a leitura de "Dentro do Deserto" a nossa identidade passa a ser a de José Luís Peixoto. Temos fome quando ele tem fome, distraímo-nos quando ele está aborrecido, deixamos de tomar atenção quando o assunto não o cativa. Também dançamos com ele, provamos comida que não queremos de todo comer, sofremos com as saudades dos seus filhos. Isto é mérito do escritor, que brinca com as palavras quando as notas que tirou durante a viagem lhe permitem essa divagação. E eis que estamos perante uma das notas menos positivas: é fácil perceber quando temos o bloco de notas de José Luís Peixoto nas mãos. É ainda mais fácil distinguir os momentos que são escritos de memória e quase que se sente o quanto ela nos escapa por entre os dedos. Se até estes sentimentos são uma boa experiência enquanto leitor? Claro que sim. Mas resultam em frustração quanto àquele que é um dos propósitos do livro: relatar uma realidade acessível a um número limitado de pessoas. O desinteresse do autor resulta em ausência de informação e, por consequência, em perda para o leitor.
É uma viagem que vale a pena fazer, é uma certeza. Mas fica o gosto amargo de se querer mais, de se esperar mais. Ainda assim, resta a convicção de que não saímos iguais deste livro. Não se pode ficar indiferente.
quarta-feira, setembro 18, 2013
Help, please
Embalada pelo entusiasmo de alguns de vocês, decidi tentar transferir o blog para o Sapo. E agora, como é que deixo aquilo bonitinho, com as letras do tamanho que quero, as fontes mais espectaculares e essas coisas todas giras que vejo nos outros blogs? Pensei que fosse tudo mais simples e estou a um passo de desistir...
segunda-feira, setembro 09, 2013
"O Amante Bilingue", de Juan Marsé
Por que é que ainda não escrevi nada sobre «O Amante Bilingue», de Juan Marsé. Porque ultimamente me tenho sentido com menos capacidade para transmitir o que cada livro me provoca e, ainda, porque este livro mexeu demasiado comigo. Não é a obra-prima que esperava mas, e esta foi mesmo uma experiência muito pessoal, conseguiu arrebatar-me de tal forma que o tinha de pousar ao fim de poucas páginas. Porque a esquizofrenia e bipolaridade da personagem principal - duas palavras que nunca são usadas - estão de tal forma latentes em todas as descrições, atitudes e pensamentos do protagonista, que me roubaram o ar e angustiaram bem mais do que umas simples letras impressas em folha de papel deveriam ter a capacidade de fazer.
Fez-me pensar em Carlos Ruiz Záfon, muito pelos traços que Barcelona trazem ao romance, e leva-me a crer que este será mais um dos escritores que, a espaço de tempo, vou querer revisitar. Não é a obra-prima que pensava, apenas porque o final não teve a apoteose que, já na recta final, me passou pela cabeça que seria possível. Ainda assim, aconselho vivamente, ciente de que nem todos sufocam com as doenças da mente como eu. A descobrir.
quinta-feira, setembro 05, 2013
Maioridade e maiorias
Agora que o Sapo tem 18 anos - parabéns, puto! - apercebo-me que grande parte dos blogues que leio estão inseridos nessa plataforma. Sempre resisti porque gosto desta coisa de estar tudo integrado na conta Google, de não ter de inserir passwords e outras coisinhas que, parecendo que não, fazem perder tempo. Mas pronto, há que dar oportunidades a todos. Mudar para o Sapo é uma boa ideia? Contem-me tudo, não me escondam nada.
segunda-feira, setembro 02, 2013
Mudei de vida
O desemprego trouxe mudança e, há um ano, abri uma porta nova. A porta da minha nova vida. Se é melhor ou pior do que a anterior, não sei responder. Sei que me faz feliz e que me dá segurança. É mais uma das minhas mil vidas e, como todas as outra, abraço-a sem medos. Só sei ser assim.
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