quinta-feira, junho 28, 2012

Provações

E se de repente perdêssemos o emprego, fossemos fazer uma operação no mínimo complicada e nos dissessem que temos de gastar todas as nossas economias e mais algumas para pagar a intervenção cirúrgica? E se acontecesse tudo ao mesmo tempo?

Porque há vida além das amarguras

Eu, Vanita, devo dizer que fiquei encantada com o porte do senhor capitão da selecção sempre que ia marcar um livre. Foi coisinha que me animou. E sim, estou a falar do Cristianê.

quarta-feira, junho 27, 2012

E depois há a dor

O assimilar de todos os contornos que não nos tinham passado despercebidos. A descrença no mundo que se tece de relações promiscuas e ambíguas. O impossível passar a perna de quem um dia demos a mão. A revolta nas entranhas, temperada com a certeza que ainda não é desta que nos derrubam. Custa, mas ainda não é desta.

segunda-feira, junho 25, 2012

Que tempos estes

Pior do que saber que temos um fardo pesado às costas é quando percebemos que os nossos melhores amigos também foram chamados a dar o litro. Com a nossa dor é fácil lidar e, arranjar forças, depende apenas de nós. O mal que fazem aos nossos deixam-nos impotentes. Porque há dores que não se podem aliviar, por mais que queiramos. Vale-nos o facto de saber que os nossos amigos têm muita da nossa fibra. O caminho é em frente e não há obstáculo que nos derrube. Garanto.

sábado, junho 23, 2012

Juntos, criamos o futuro

É impressão minha ou a TVI está cada vez mais parecida com a SIC? E o que os levava à liderança era mesmo a diferença...

sexta-feira, junho 22, 2012

Juntei-me ao clube

Mais uma à procura de emprego.

Ler liberta

Pelo menos, a avaliar pelo que diz esta notícia da Veja, segundo a qual os prisioneiros que se dedicarem à leitura, podem ver a sua pena ser diminuída. Não podemos adaptar este conceito - excelente, note-se! - à vida laboral? Quanto mais lermos, menos trabalhamos. Não sei porquê, agrada-me.

Limites

Há emoções que, por ocuparem tanto espaço, deviam ser digeridas à unidade. Uma de cada vez. Juntar abalos emocionais não podia ser permitido. Simplesmente.

A medida das coisas

Temos noção do quanto somos acarinhados pela angústia que se gera perante a possibilidade da nossa ausência. Quer exista. Ou não.

segunda-feira, junho 18, 2012

Escrevia um livro de ficção


E vocês?

E depois há a excelência



O meu menino a mostrar por que é o único e verdadeiro Ídolo de Portugal. É feito de sonho, de talento, de ambição e humildade. É de uma massa única, que não se deslumbra com a fama. É a música que Filipe Pinto persegue. Tão bem.

Falei cedo demais

Silêncio? Boicote? Vão por um lindo caminho. Sim senhor.

Boa miúdo!

Continua a fazer sempre assim e tens o mundo aos teus pés. Até os haters.

domingo, junho 17, 2012

"Agora que és mãe... Agora que és tia!"

O anúncio do Olx deixa-me mais a pensar no grau de parentesco destas duas mulheres, nas intenções reveladas e escondidas, no que no próprio serviço. Qual era a ideia desta gente?

sábado, junho 16, 2012

Boa George!


São mais de mil páginas para um só livro, um abuso! Tanto que, por cá, temos direito a pagar por dois volumes para termos acesso à história. Ainda assim, a acção do terceiro tomo de "As Crónicas de Fogo e Gelo" merece uma análise conjunta. Trata-se, nada mais, nada menos, que do melhor livro da série, até agora. Como se tivesse um tabuleiro de xadrez à frente, George R. R. Martin joga com as peças com mestria e chegamos ao fim deste terceiro livro - o sexto em português - com desafios completamente novos pela frente. Se no livro dois - o terceiro e o quarto em português - as jogadas pouco ou nada alteraram a posição das peças no tabuleiro, neste volume tudo fica diferente. A cada dez páginas o autor brinda-nos com uma reviravolta tão entusiasmante como inesperada. Ainda estamos a assimilar uma mudança e já outra nos deixa de boca aberta, dando-nos a certeza de que nenhum outro livro poderá acompanhar o ritmo deste, que obriga a nova organização das peças no tabuleiro. E, cada vez mais, se prova que a minha convicção inicial acerca de quem seria o verdadeiro herói desta trama estava certa. E é bom saber que ainda há quem saiba brincar com a fantasia nos dias de hoje. Obrigada George R. R. Martin.

Meninas

É obrigada que se diz. Obrigado é para os meninos.

sexta-feira, junho 15, 2012

E agora já chega!

Depois de ter liderado as vozes que se levantaram contra Cristiano Ronaldo no final da disputa contra a Dinarmarca, chego-me à frente para avisar que fecharam as hostilidades. Pelo menos neste blog. Domingo joga-se a última oportunidade de passarmos aos quartos de final e quero os meus meninos todos - T-O-D-O-S - empenhados e concentrados nos 90 minutos que vão estar em campo. Cada coisa a seu tempo e agora é o momento de apoiar Portugal. Força miúdos, mostrem a massa de são feitos. Sem medos.

quinta-feira, junho 14, 2012

Oh Cristiano!

Este aprendi à minha custa mas, para ti, vai de graça. Se queres que te valorizem a ti e ao teu trabalho, não te compares com outros, deixa-os fora da equação. Além de nada elegante, desvia a atenção do que queres mostrar. Não é por aí, filho.

quarta-feira, junho 13, 2012

Cristiano, filho

Enquanto despachares os portugueses - que te fazem perguntas através dos jornalistas que te abordam no final dos jogos -, enquanto responderes de forma abrupta e lesta para te pirares dali e enquanto achares que tens razão nestas manifestações de menino ferido a quem não dão carinho, enquanto for assim, filho, não conquistas nada nem ninguém. Por mais golos que consigas eventualmente marcar.

Saber largar o passado

Durante anos, uns oito, assisti de camarote aos desfiles das Marchas Populares na Avenida da Liberdade, a partir do mítico quinto andar edifício do Diário de Notícias. Invariavelmente, enquanto despachava mais uns telefonemas, uns textos ou umas páginas para o fecho, comentava o facto de os marchantes usarem roupa muito mais quente em junho do que no Carnaval. A ironia de se despirem no Inverno e usarem recato no Verão. Hoje, dois anos desde a última vez que estive nesse camarote, não fui a Lisboa sequer e dei por mim, sem planear, a espreitar os desfiles na televisão. Não sei se alguma vez tinha estado deste lado antes, não guardo memória disso. Mas, embora recorde o balcão privilegiado, não sinto saudades. Estar lá implicava estar a trabalhar enquanto todos se divertem, e todos sabem o reconhecimento que isso me trouxe. Saber andar em frente também é ter coragem de largar o passado. Foi um bom posto, com vista privilegiada, guardo-o como um pequeno tesouro, mas não preciso de o repetir. Tê-lo vivido chega-me. Venham experiências que ainda não tive, que me façam tão ou mais feliz.

terça-feira, junho 12, 2012

Voltei a cair na esparrela

Há por aí um blog, desses mais lidos e com alguma fama cá na aldeia, que até parece ter piada. Tenho-o adicionado no Facebook e, ultimamente, dei por mim a pensar porque raio não o sigo no Reader. Quando a questão me voltou a assaltar, subscrevi novamente os seus feeds. Sabia que já o tinha feito anteriormente, mas não me lembrava por que razão tinha deixado de os acompanhar. Bastaram dois segundos. Esta coisa de não fornecerem os feeds completos - exatamente para terem muitos leitores! - tem que se lhe diga. Ainda não foi desta. Unsubscrive. Again.

domingo, junho 10, 2012

Bicos de pés

Comentar no facebook com visão de futuro. Existe.

Esta minha mania de não ir com a maioria

Por muito que reconheça talento e esforço ao FF, não concordo que seja uma revelação ao nível de João Paulo Rodrigues. A este falta carisma, magia e aquela coisa que move multidões.

E depois há a ironia

Enquanto chutamos alegremente numas bolas, a Espanha pede ajuda internacional para ultrapassar as dificuldades financeiras que ameaçam toda a Europa. Quem viu os príncipes das Astúrias no estádio, nunca o poderia adivinhar. Mas quem somos nós para falar, se nos deslocámos de forma principesca até à Polónia. Sim, nós, os pobrezinhos.

Sim, também vi a seleção

E enquanto tivermos um capitão cuja prioridade é mudar de penteado durante o intervalo e um treinador com medo de arriscar, não saímos da cepa torta. Não me lembro de estar tão descrente com a seleção desde os tempos em que nem sequer conseguíamos por os pés neste tipo de competições. Assim me façam engolir o descrédito...

Ainda há esperança

Hoje agarrei nos tachos e pus as mãos na massa. Anos e anos depois, comprova-se que jeitinho existe. Falta assiduidade.

sexta-feira, junho 08, 2012

Estive a ler a Playboy

Sim, a ler. E acho que para a próxima a levo para me fazer companhia na praia. Mais, atrevo-me a dizer que não me importaria de integrar a redação da revista e escrever parte dos artigos publicados, alguns brilhantes. A edição deste mês ainda tem um bónus: Gonçalo Teixeira numa produção fotográfica muito interessante. Quem disse que a Playboy não cativa o público feminino enganou-se.

terça-feira, junho 05, 2012

Falar sobre livros

Não é fácil. Encontrar quem nos entenda, quem veja o Mundo pelos mesmos olhos ou quem partilhe desta paixão cada vez mais menosprezada ou, pelo menos, menos visível. Não se fala sobre livros nas redes sociais. Os livros não são imediatos, requerem tempo e entrega, valores que não coadunam com a velocidade dos dias de hoje. Mas é pelos livros e através deles que nos descobrimos e encontramos de forma mais profunda. E se vos disser que é possível conciliar dois mundos? Que há quem tenha tido a ideia - genial! - de partilhar conhecimento e prazer com quem o quiser fazer, apenas à distância de um clique? Não estou a brincar. A Inês foi atrás do sonho e criou uma página no YouTube para falar sobre livros. Vão lá ver, espalhem a novidade e leiam. Leiam muito.