sexta-feira, outubro 28, 2011
Revoltas
E se, depois de um workshop de primeiros socorros, lhe disserem que está qualificado para ser enfermeiro? Há quem tenha lutado por uma profissão, trabalhado de graça durante meses para aprender um ofício e subido a pulso numa carreira que requer carteira profissional. E há quem almeje um título e veja o sonho concretizar-se, sem qualquer mérito. É este o País que temos.
quinta-feira, outubro 27, 2011
quarta-feira, outubro 26, 2011
A Guerra dos Tronos
Como é que se classifica um livro que não acaba? Esta é a primeira metade do primeiro volume escrito por George R. R. Martin. Em Portugal, a editora Saída de Emergência achou que o autor não soube dividir a história e partiu-a em dois volumes. Lamentável, como já tinha dito aqui. À parte disso, embora perceba as comparações a "Senhor dos Anéis", a mim remete-me para o universo de "As Brumas de Avalon", de Marion Zimmer Bradley, numa perspectiva altamente masculinizada. Trata-se de um livro cinematográfico, construído como uma série de televisão, em que cada capítulo corresponde visualmente a um episódio pronto a ser captado por câmaras de filmar. Todas as técnicas de cinema são aplicadas a uma história que nos agarra pelos pormenores e descrições da personalidade de cada uma das personagens, com reviravoltas que nos deixam em suspense até ao novo capítulo. Sim, quero ler o próximo. Aliás, já comecei.
A angústia da morte anunciada
É diferente do impacto da morte inesperada. Esta aguarda-nos adormecidos, entorpecidos pelas convulsões de uma espera ingrata. Aparentemente, a dor não nos toca. Pura ilusão.
segunda-feira, outubro 24, 2011
São estas coisas que me lixam...
Ando aqui eu, e muitos de vocês, a fazer sacrifícios para comprar um carro e há por aí palhaços que os recebem de mão beijada. Só por isso mesmo, por serem palhaços. Que vergonha, para quem os oferece e para quem os recebe.
quinta-feira, outubro 20, 2011
Pronto, aconteceu o pior!
As visitas deste blog baixaram a centena. Como é que vou conseguir sobreviver?
sexta-feira, outubro 14, 2011
Última noite

Sabia que este dia ia chegar. Preparei-o e ensaiei todos os passos uma e outra vez. Despedi-me tantas vezes que é como se já não precisasse de o voltar a fazer, agora que se concretiza. À memória vem-me o dia em que subi as escadas, às seis e meia da manhã, descalça, com as sandálias nas mãos. A noite em que chorei durante horas, às escuras, sentada no chão. O dia em que fiz 30 anos, o que fiz 25 e aquele em que acordei com a música que iluminou o meu 29.º aniversário. O "Dream On Girl" da Rita Red Shoes a ecoar pela janela do quarto aberta, enquanto os raios de sol entravam sem pedir licença. Os encontros furtivos com-não-vou-dizer-quem à porta do prédio, com tantos e tantos beijinhos trocados no escurinho do parque onde nunca - mas mesmo nunca! - foi fácil encontrar lugar para deixar o carro. O dia em que cheguei a casa com o MEU primeiro carro. A manhã em que regressei do Rio de Janeiro, com a chuva fria de Fevereiro a fazer-me sorrir enquanto me enroscava na cama de uma cidade deprimida com o Inverno. O dia em que te levei lá a casa, me abraçaste e citaste Depeche Mode, para dizeres que tudo o que sempre quiseste estava nos teus braços. As más notícias que chegaram ao telemóvel. Terríveis. O dia em que sai de casa de manhã, sozinha, para ser operada ao apêndice e toda a aventura que se lhe seguiu. As conversas intermináveis com a almofada. A crença, a angústia, a alegria e o amor. Foram quase nove anos. Nove anos de independência, vazio, amizade, cor, dor e muita, muita vida. Nove anos que já passaram.
quinta-feira, outubro 13, 2011
Mudei
Se dantes não deixava livros a meio por uma questão de honra, agora dou por mim a fazê-lo sem dó nem piedade. Escasseia-me o tempo para fretes, a bem dizer. Tudo começou há uns meses com "Viagens Contadas", da jornalista Maria João Ruela. Estava a lê-lo por motivos profissionais e, ao mesmo tempo, a obrigar-me a não reparar na óbvia dificuldade que uma pivot tem em usar as palavras num registo literário. Não que escreva mal, que não é o caso, trata-se antes da constatação natural de que, quem nunca escreveu para ser lido, dificilmente o fará bem à primeira tentativa. Enfim, como se tratava de uma questão de trabalho, bastou-me por o livro de lado, sem me martirizar por aí além. Embora o bichinho da vergonha da desistência tivesse ficado a moer-me o juízo, admito. Adiante, que a história tem mais que se lhe diga. Curiosamente, também com uma jornalista portuguesa. Desta vez foi a Alexandra Lucas Coelho que me obrigou a largar o tão aclamado "Caderno Afegão" em parte incerta. Minto, sei perfeitamente onde está - na minha mesa de cabeceira - mas faço por ignorá-lo. Os fãs que me perdoem e a Alexandra Lucas Coelho também mas, para mim, aquilo não é escrever. Corrijo, para mim, aquilo não é contar uma história. Não que o tema não seja interessante, que é, ou que não tivesse curiosidade em saber até onde aquelas reportagens - era isso que estavas lá a fazer, não era? - iriam levar, mas cansei-me. O registo telegráfico não me convence mas, lá está, percebo quem goste. Não me incluo no grupo e, por isso, fechei o "Caderno" a meio. Um que ficou pelas primeiras dez páginas, e o último destes meses, é ainda mais surpreendente. Desta vez foi a "Bica Escaldada", de Alice Vieira, que me caiu mal. Nada contra a escritora, que escreve como ninguém, embora eu ainda tenha muito que explorar da sua obra. O amargo de boca veio-me do facto de este livro ser uma compilação de crónicas da vida quotidiana, que foram publicadas em dois jornais e duas revistas da nossa imprensa. Descobri que não consigo compactuar com esta coisa de se pagar a peso de ouro a alguns jornalistas para escreverem mil caracteres de banalidades. Sei que, neste saco, estou a meter um ou outro merecedores desta distinção e, provavelmente, Alice Vieira será uma dessas honrosas excepções mas, que querem? Não consigo alinhar nisto. Curiosamente, descubro que existe um padrão nos três livros que não cheguei a terminar.
É o fim do mundo em cuecas...
Sussurram-me aos ouvidos que o Primeiro-Ministro traz novidades arrasadoras. Ainda bem que está marcada uma manifestação para Sábado, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Depois não digam que não avisei.
Pequeno impasse
Quando sabemos que algo vai mudar mas ainda não está a acontecer no momento, vivemos uma realidade que já é passado e, sem querer, criamos a ilusão, nesses dias, de a conseguir agarrar para sempre. Não é verdade. Quando olharmos para trás, também estes dias, em que a mudança já existia, mas não estava consumada, não serão palpáveis, como todos os outros que ficam para trás. Também estes dias, agora tão sólidos, se irão diluir nas memórias do passado. E, neste pequeno impasse, é difícil acreditar que seja possível. Embora já o tenha vivido mais vezes.
Isto é outra dimensão
Ora vamos lá a ver se nos entendemos. Eu não gosto de filmes 3D, não curto, mas parece que, agora, estúdio que se preze orgulha-se de apresentar as mais recentes películas filmadas na última tecnologia. Uma massagem ao ego de alguém, experiências para chegar a algo melhor, o que for, a mim não me convence. Faz-me doer a cabeça, os óculos causam-me desconforto, lembro-me sempre das notícias que dizem que houve alguém que teve um ataque epiléptico depois de ter assistido a um filme destes de três horas e, nem por isso, acho que acrescente grande coisa à história. Pelo menos, até ao último filme de "Harry Potter" era assim que pensava. Tanto que, depois da estreia em 3D - onde só as cenas de luta e batalha beneficiam da tecnologia - voltei à sala para assistir ao filme em apenas duas dimensões por me terem escapado imenso pormenores, sobretudo em relação à expressão facial das personagens e a todas as cenas mais intimistas. Mas isto era antes. É isso mesmo. Era antes de assistir aos "Três Mosqueteiros", de Paul W. S. Anderson. Senhores, isto vale a pena e até nos faz esquecer uma ou outra tontura que o rodopianço das câmaras causa, naquela ânsia de mostrar todo o esplendor do 3D. Pois que eu estava convencida que o Orlando Bloom me faria esquecer o 3D em três tempos mas, oh, como estava enganada. Quem se lembra do Orlando Bloom quando tem pela frente um Matthew Macfadyen -quem? - a roubar a cena na pele de um Athos? Ah pois, que a mosquinha morta de "Orgulho e Preconceito", o prior Philip de "Pilares da Terra", me deixou a bater palminhas às três dimensões. Ele e, tivera eu a idade certa para este público, o queridíssimo Logan Lerman, que faz um D'Artagnan cheio de pinta. Com elencos assim, nem me lembro dos óculos.
Já lá vão o quê, 13 anos?
E ainda há placas a indicar caminhos para a Expo'98. Se chegar lá, ao Parque das Nações, que é assim que se chama a zona já há uns anos - senhores que deviam tomar conta destas coisas mas que, com certeza, têm mais que fazer -, onde é que eu ia? Ah, sim! Se para chegar ainda se consegue porque basta seguir em direcção ao rio, sair já não é para qualquer um. É para quem sabe ler nas entrelinhas dos arquitectos que resolveram embelezar as estradas com inúmeras faixas, sem qualquer indicação para onde vão ou não. Basicamente é andar em frente e rezar, rezar para não ter que dar a volta à cidade mesmo que a ideia inicial seja só chegar ao bairro vizinho. Já tratavam disto, não? Ou têm tido muito que fazer nestes anos todos?
terça-feira, outubro 11, 2011
domingo, outubro 09, 2011
Em resumo...
Os madeirenses, e não só o Alberto João, curtem esta coisa de passar a perna ao Continente. E, nós, ficamo-nos?
sábado, outubro 08, 2011
Lolita, de Vladimir Nabokov
Perante o horror da violação de uma criança emerge a beleza de uma escrita inebriante que nos transporta para uma realidade que vai para além do moralmente aceitável. Altamente condenável, o relato de Humbert baralha-nos as convenções e nunca nos deixa contra ele. Um escritor que consegue esta proeza tem toda a minha admiração. E sim, continuo acérrima na postura contra a pedofilia. Mas, talvez por isso, não consiga deixar de me surpreender com a magia deste livro.
sexta-feira, outubro 07, 2011
ModaLisboa
Por favor, não se desunhem a ver quem é que diz a coisa mais espectacular e nunca antes imaginada sobre os trapinhos, os desfiles e o ambiente absolutamente exclusivo [not!] do evento.
quinta-feira, outubro 06, 2011
Borboletas na barriga
A sensação de que se fecha um ciclo, curiosamente de 7 anos -um dos meus números favoritos -, e se começa outro novo, com toda a ansiedade e angústia que novos passos nos dão.
"Come on guys, it's so obvious!"
Foi assim que Kristen Stewart confirmou o namoro com Robert Pattinson. Durante quase três anos, negaram as evidências até à morte. Para quê?
segunda-feira, outubro 03, 2011
Sabem aqueles dias em que vamos fazer alguma por nós?
Hoje foi o dia. Depois, fui comer um muffin de chocolate com uma bola de gelado de baunilha e arranjar as mãos para comemorar.
domingo, outubro 02, 2011
Se eu escrevesse tudo o que sinto...
Teria que falar em frustração e beco sem saída. Teria que contra balançar com segundas oportunidades e saber dar a volta às situações mais adversas. Teria que valorizar tudo o que os meus pais me ensinaram e a capacidade de não me deixar ir abaixo, por mais que pareça que sim. Teria que evidenciar esta força que me move, mesmo quando nada me anima. Teria que explicar que já venci batalhas que me dão coragem para seguir em frente. Teria que dizer que me sinto uma menina desamparada, a quem roubaram a boneca e destruíram o sonho de fadas. Teria que dar voz a quem, sem saber, me ajuda a preencher o vazio.
Se eu escrevesse tudo o que sinto...
Teria que dizer que estou triste, mas também feliz.
Se eu escrevesse tudo o que sinto...
Teria que dizer que estou triste, mas também feliz.
sábado, outubro 01, 2011
Porque é gosto do Zé Pedro?
Porque não cede aos golpes baixos do Daniel Oliveira para o fazer chorar. Grande!
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