terça-feira, dezembro 28, 2010

Há sempre uma primeira vez para tudo...

Este foi o ano em que perdi o meu primeiro emprego, um emprego que mantinha há anos. E as lições que isso me ensinou? Algumas ainda estão a ser assimiladas. Aprendi, sobretudo, que por muito que uma rotina nos consuma e pareça nunca ter fim, há um dia em que termina. E nunca mais a poderemos tocar, nem por um instante que seja. A vida muda, sem aviso prévio.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Mas crescemos ou quê?

Pronto, ok, foi Natal e todos - espero eu! - recebemos prendinhas. Pensava é que esta coisa de vir para a escola - ai, espera, é para a net - enumerar os presentes recebidos tinha terminado quando eu andava no ciclo, ou seja, no século passado. É que, além de constrangedor, é infantil. Divirtam-se lá com o computador ou com o iPhone ou o raio que o parta, mas não me chaguem a paciência, sim?

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Advento #24


Baking Christmas

Advento #23

Eu, Edwiges, me confesso

Os mais inteligentes deitam-se tarde. É este o estudo que metade da população facebookiana anda feliz da vida por partilhar com os amigos. É que, segundo a London School of Economics and Political Science, os que se deitam mais tarde - as corujas - são tendencialmente mais inteligentes do que os que acordam cedo - as cotovias. Tenho para mim que os viciados na net se deitam com as galinhas, acrescentando mais uma ave à equação. Ora eu, qual Edwiges, gosto de perceber que estou rodeada de iguais.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

sábado, dezembro 18, 2010

A arte de rodar a caneta

Duas das pessoas com quem trabalhei assinam dois dos livros que fazem as monstras da quadra natalícia. Vi-os esta semana pela primeira vez. São trabalhos biográficos e de investigação jornalística. Cada um com o seu grau de pertinência e interesse. Não são os únicos. Outras duas pessoas com quem trabalhei também editaram, neste final de ano, as suas obras literárias. Sempre com cunho de investigação como sustento do que escrevem. Mais uma vez, não são os únicos. Mas são os primeiros que conheço bem, sem precisar de ler o pequeno resumo biográfico da capa para me lembrar de quem são. E, ao orgulho, alia-se a vontade de fazer o mesmo. Entregar-me a um tema, estudá-lo exaustivamente, falar com quem de direito, investigar e tecer considerações e, no final, passar o resultado para um documento que dará lugar a um livro. E porque é que isto é estranho? Porque sempre tive a certeza que não o queria fazer. Até perceber que o que eu não quero é escrever mais um livro. Um daqueles que existem aos pontapés e que qualquer badameco edita, mesmo que não saiba usar o teclado de um computador. A fazê-lo, que seja com um objectivo claro, um propósito e um público específico. Disso gosto.

Advento #18

Andei quase seis horas nas lojas e não comprei um presente sequer. Devem faltar-me 40 por cento, que isto há sempre uns que se juntam à lista inicial...

A Muji já abriu

E está aquém das piores expectativas...

Implicância

Não há nada mais deprimente do que começar uma entrevista com um: 'com esta idade já devia estar morto, acha que vale a pena?'. E continua-se neste registo até ao fim da entrevista. Daniel Oliveira no estilo mais desprezível de toda a história. É isso e os falsos momentos de surpresa. Insane mesmo.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

quinta-feira, dezembro 16, 2010

terça-feira, dezembro 14, 2010

E agora, um momento girly...

Adoro a conjugação destes sapatos rosa com as collants de renda. Adoro!

Can you...?


Sim, é verdade que a minha forma de bloggar mudou. Provavelmente quem passa por aqui nem repara, mas isto já foi muito diferente. Às vezes perco tempo a pensar nisso [pouco...] mas realmente não é essa a intenção. Um blog, para me servir, sai naturalmente. Seja na forma anterior, seja nesta. Se tiver que pensar nisso, perde o sentido. Por isso, nos raros momentos em que coloco a questão, rapidamente a ponho de parte. Porque não escrevo para os outros, embora sejam vocês, os outros, que alimentam a vontade de cá vir. Escrevo o que vem à cabeça, o que me apetece ou não partilhar. E se isto mudou, e a minha postura se mantém, provavelmente sou eu que estou diferente. E não, não vou tirar daqui nenhuma brilhante conclusão que vos vai fazer clicar no share, no like ou comentar. Isto é um mero exercício e nem eu sei para que é que serve. Isto é, apenas, um blog.

domingo, dezembro 12, 2010

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Feriados

É a primeira vez, desde que entrei para o mundo do trabalho, que gozo os feriados nas datas certas. E que bem me tem sabido. Venham mais semanas destas!

terça-feira, dezembro 07, 2010

Espuma dos dias


"Pareço egoísta àqueles que, por um egoísmo absorvente, exigem a dedicação dos outros como um tributo"

Fernando Pessoa

domingo, dezembro 05, 2010

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Só porque me apetece


Abissofobia - Medo de abismos, de precipícios.*
Aerofobia - Medo de andar de avião.
Escotofobia/Nictofobia - Medo do escuro.
Gefirofobia - Medo de pontes ou viadutos.*
Herpetofobia - Medo de répteis, anfíbios ou outros animais semelhantes.
Hipocondria/Nosofobia - Medo de contrair uma doença [que leve à morte].


Estive a brincar na Wikipédia, com a lista de fobias, e descobri coisas espantosas, como uma palavra como mais de 30 letras para designar o medo de palavras... compridas! O medo da sogra, o medo do trabalho, o medo do número 666, do número 4 ou do número 13 e mais umas quantas coisas giras. Se podia ter perdido o meu tempo de outra forma, até podia. Mas achei isto divertido.

*Basicamente tenho medo de atravessar uma certa ponte para peões na 2.ª circular!

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Advento #1

Montei a árvore de Natal em Lisboa.

Espiral

Sou bruta,
tenho o coração na boca.
Digo o que penso, sem ponderar.
Sou convicta, intensa, cheia de razão.
Não me deixo ficar,
vou à luta, doa a quem doer. Até a mim.

Tenho um feitio tramado.
Não precisam de mo dizer,
é assim que me apresento.
Antes que me apontem o dedo.

Sou assim desde que tomei consciência de mim
e, no entanto, não consigo mudar.
Também já o sei.
Aprendi-o sozinha,
com a dor de ter falhado a latejar.
Uma dor adormecida que, por vezes...
Desperta!

E agora, não quer passar.
O ódio que sinto não me larga.
Pisa-me e sufoca-me.
Porque não consigo fazer as pazes comigo.
Como é suposto,
nesta espiral de quem sabe que não muda.

À chuva

Faz parte de mim. A caminho de casa, com a certeza do conforto que me aguarda, gosto de me entregar à chuva. Gosto de o fazer nesta cidade onde ninguém sabe quem sou. Hoje, teimosa, achei que também podia pular nas poças de água, sem pudor. Um carro que passa abranda caminho e espera-me ao fundo da rua. Lá dentro, alguém que me conhece...